Por Luis Novaes Tito | Segunda-feira, 28 Setembro , 2009, 00:50
Bandeira PortugalPara quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O PS ganhou as eleições. A comprová-lo está o facto do Presidente da República vir a convidar Sócrates para formar o próximo Governo.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O PSD perdeu as eleições. Não só para o PS, como para o CDS/PP. A demagogia da mentira da verdade, o conservadorismo de Ferreira Leite, a intriga, a conspiração, a maledicência, a falsidade e a arrogância foram fortemente penalizados pelos eleitores.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O CDS/PP ganhou o prestígio da direita que há mais de duas décadas não tinha. Derrotou o PSD retirando-lhe uma boa fatia do eleitorado, contribuiu para esvaziar a maioria absoluta ao Partido Socialista e marcou a diferença entre a direita civilizada e a outra que estava convencida que tudo valia para atingir os seus fins.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O BE ganhou o prestígio da extrema-esquerda. Nunca em Portugal, nem sequer no tempo do PREC, a extrema-esquerda tinha conseguido tão bons resultados. Passou o PCP em importância e implementação, contribuiu para retirar a maioria absoluta ao Partido Socialista e demonstrou que o enquistamento do PCP num modelo recusado em todo o Mundo é o corolário das doutrinas retrógradas que os comunistas insistem em considerar como válidas.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. O PCP é o grande derrotado da esquerda. Perdeu posições para todos, deixou de ser a referência da esquerda das esquerdas.
 
Para quem ainda tinha dúvidas fica a constatação. A democracia é, continua a ser, o regime de preferência da esmagadora maioria dos portugueses. Derrota os abstencionistas, derrota a extrema-direita, derrota os defensores do não-voto. Confirma que o poder está nas nossas mãos, ainda que seja só no momento das escolhas.
 

Simultaneamente publicado nos: a Barbearia do Senhor Luís (a minha casa); SIMpleX (de quem me despeço já com saudades); Eleições2009/o Público (onde ainda faltam as autárquicas); Cão com tu (onde estarei em força após os períodos eleitorais) e numa outra coisinha que ainda não posso divulgar (mas falta pouco para o fazer).

sinto-me:

Por Luis Novaes Tito | Domingo, 27 Setembro , 2009, 19:54

Logo LegislativasLogo Eleições 2009 

 

 

 

 

 

Para acompanhar os resultados eleitorais na Net a partir das 20:00 horas:

http://www.legislativas2009.mj.pt/index.html

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 23:00

 

Pergunto-me muitas vezes a razão de ser da minha necessidade de intervenção cívica, nomeadamente política, sem que esteja nos meus horizontes algo mais do que isso mesmo: escrever. Talvez a noção de compromisso com o outro, da dependência e interligação entre os seres humanos, do sentido de obrigação que, como elo de uma cadeia das relações afectivas, profissionais e sociais, devemos à construção da nossa vida.

 

Ao contrário do que, para outros, se basta na manifestação de vontade no acto de votar, a troca e o debate de ideias são, para mim, muito apelativos. Por isso, embora tenha uma noção muito exacta da falta de alinhamento com muitas das práticas dos nossos representantes e responsáveis políticos, não me podia de todo alhear deste combate que é a campanha para as eleições legislativas, numa altura em que está em causa a continuação de um projecto globalmente reformador e renovador, em oposição a uma alternativa com contornos pouco definidos, que se afirma apenas por aquilo que não quer e que não sabe, por muito importante que a clareza do que se nega seja um factor fundamental para as opções que vamos fazendo.

 

Até domingo é preciso reunir todas as formas de intervenção, as mais opinativas, as mais contemplativas, as mais silenciosas, e motivá-las para a importância de exercerem o seu direito, que é também um dever, de participarem colectivamente na decisão do que vai ser este país nos próximos quatro anos. Porque é de uma legislatura de quatro anos que falamos, da governabilidade numa altura de grandes dificuldades económicas, de desânimo e desespero para muitos desempregados, de angústia para muitas famílias.

 

Ao contrário do que todos os partidos da oposição propagandeiam, não é a liberdade, a censura ou a falta de transparência democrática que está em causa. Quem for eleito sê-lo-á em eleições democráticas e assumirá o poder com toda a legitimidade. O que importa é o que se pode e se quer fazer com esse poder. E essa é a diferença que importa à vida do dia-a-dia, à perspectiva que temos do que podemos e queremos atingir.

 

A minha escolha é votar PS. Seja qual for a vossa não deixem de a expressar nas urnas.

 

Nota: Também aqui.
 


Por Carlos Manuel Castro | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 23:00

No próximo domingo está em causa mais do que uma simples escolha dos próximos parlamentares, está o futuro do País.

 

Os candidatos, programas e causas de cada um, são conhecidos. As pessoas estão a par e sabem o que está em causa. Foi uma campanha longa e intensa. Nem sempre interessante, é certo, mas ainda assim foi uma campanha que soube cativar os portugueses e que fez vibrar Portugal. 

 

Agora, depende de cada um de nós o que queremos para o futuro de Portugal. 

 

Não custa muito, no domingo, ir à urna de voto, receber e inscrever uma cruz no boletim de voto, dobrá-lo duas vezes, depositar o voto na urna. 

 

É um acto bem SIMpleX, mas que vale muito. Por nós, por Portugal! 

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Por Bruno Reis | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 22:29

De Rui Tavares a Joaquim Aguiar há muitos oráculos da vida portuguesa que vêm dizer que Sócrates não pode, ou não deve falar do interesse geral. Falar do interesse geral é a ditadura, é a direita. O diálogo - tão vilipendiado com Guterres - é agora afinal o ideal.

 

Não concordo. Defender e progredir no sentido do interesse geral é o que faz a esquerda e o que dá sentido ao Estado democrático. Claro que numa democracia podemos discutir o que será melhor para o interesse geral, e até como o definir.

 

É aliás para isso que há programas eleitorais - não conheço nenhum que se afirme abertamente corporativo, de defesa apenas e só de certos grupos ou pessoas. É aliás por isso - porque há interesse geral, mas ele se vai sempre construindo e reconstruindo em democracia - que há eleições nacionais (e não corporativas).

 

Se não há interesse geral, que sentido faz o Estado, que sentido faz um governo? Deve só dialogar? Mas com que sentido se não no de promover o interesse geral? 

 

 

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Por Porfírio Silva | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 10:15

Salvador Dalí, Rosa Meditativa

 

 

Pela primeira vez empenhei-me numa campanha política na blogosfera. Mais exactamente, numa campanha eleitoral. Agora, essa fase está de partida. Segunda-feira, dependendo do resultado das eleições, Portugal estará em melhores ou em piores condições para enfrentar os nossos desafios colectivos. Segunda-feira, seja qual for o resultado das eleições, a minha vida pessoal vai continuar aquilo que era antes. Não vou mudar de trabalho, não vou ser promovido nem despromovido, não vou ganhar um gabinete com melhor vista para o Tejo. E tenho orgulho em que assim seja. Honra-me ter estado ao lado de gente que faz o que a sua consciência lhe dita, sem que isso envolva qualquer tipo de retribuição pessoal. Nesta campanha isso fez cócegas a muita gente: àquela gente que, vivendo avençada, só compreende quem vive avençado. Que não é o nosso caso.


Campanhas eleitorais nem são propriamente o meu prato preferido. Então, por que me meti nesta? Por achar que tinha a responsabilidade de dar o meu pequeno contributo. Contributo para quê? Para contrariar a tentativa mais sistemática que alguma vez vimos desde o 25 de Abril para destruir um líder político por meios desleais e desonestos. Que teve como alvo José Sócrates. Para denunciar a coligação negativa, entre a “direita” e a “esquerda”, que se montou neste país contra o PS. Com MFL a falar como o Major Tomé e com Louçã a falar como o pároco de Arronches, parecendo sempre à beira de dar a Sócrates uma penitência de três padre-nossos e cinco ave-marias por pecados que só o pregador conhecia. Para tentar ajudar à compreensão do que se fez nesta legislatura e do que é necessário fazer na próxima, já que acho simplesmente triste que um programa de governo tão vazio de ideias como o do PSD possa ter a oportunidade de se esconder atrás do biombo de campanhas ridículas como a da asfixia democrática. Acho que dei esse contributo: foi pequeno, mas foi o que estava ao meu alcance. A isso chamo cidadania.


Só falta mais uma coisa. Mas isso será no Domingo, no segredo da urna. Porque todos os votos são necessários.

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Por Porfírio Silva | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 09:26

Ouvi há pouco António Peres Metello, no programa Economia dia-a-dia, na TSF, a dar uma notícia que não vi ainda em mais nenhum meio. Certas notícias, apesar de verdadeiramente significativas, passam ao lado do ruído.

 

É que parece que foi finalmente concluída a revisão do contrato colectivo de trabalho para a indústria gráfica. Estava num impasse há anos. O impasse resultava de duas forças de travão. Por um lado, os sindicatos queriam preservar alguns direitos (nomeadamente salariais) sem dar a devida atenção às necessidades da indústria para se adaptar a condições que mudaram muito nos últimos anos – cedendo assim, os sindicatos, e por reflexo defensivo, à tentação de pura eternização de instrumentos reguladores desactualizados. Por outro lado, o patronato preferiria deixar caducar as convenções existentes e criar um vazio que lhe deixasse as mãos livres para fazer o que bem entendesse com os direitos dos trabalhadores – e era essa possibilidade com que sonhavam, muitos no patronato, desde que um recente governo de direita lhes abriu essa perspectiva de criar vazios na contratação colectiva.

 

Ora, com recurso a um mecanismo do novo Código do Trabalho, aprovado na legislatura que finda – a arbitragem obrigatória – é possível impedir que as partes bloqueiem as negociações, ao mesmo tempo que não se deixam os trabalhadores desprotegidos de qualquer contrato colectivo. Foi esse mecanismo novo que deu agora resultados novos. Há um novo contrato colectivo de trabalho para a indústria gráfica. O patronato conseguiu algo essencial à capacidade das empresas se adaptarem: as carreiras e categorias profissionais na indústria foram reduzidas de cerca de 400 para cerca de 100, factor importante para a adaptabilidade interna das empresas. Os trabalhadores conseguiram aumentos salariais obviamente acima daquilo que o patronato queria acordar. É uma indústria que ganha novas condições para avançar, a benefício comum das empresas e dos trabalhadores.

 

 

É este o sentido da evolução de que necessitamos. E pouco a pouco se vai vendo como julgam mal aqueles que falam do governo do PS como se não tivesse cuidado dos interesses dos trabalhadores. Cuidou – mas não numa perspectiva de mera resistência à mudança. Cuidou – na perspectiva do avanço por mútuo acordo e para mútua vantagem de empresas e trabalhadores.  Não será disso que precisamos?

 

(também aqui)


Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 23:11

O descontentamento dos professores pela introdução de um sistema de avaliação mobilizou todos os partidos da oposição para captar os votos da corporação.

O ponto é este, os professores e as suas representações profissionais, neste capítulo, o mais longe que vão é até à auto-avaliação. E os partidos à direita, verdadeiramente, sempre deram cobertura a esta exigência e só muito timidamente, de forma pouco audível, é que falam em substituir o actual sistema por um outro, mas nunca indo ao essencial de rejeitar ou negar a pretensão exclusiva de um modelo de auto-avaliação. O que era preciso era ganhar, a qualquer custo, os votos dos professores e, para isso, não se comprometeriam com nada tal como, por exemplo, denunciei aqui

Todavia, há minutos, fora do pregão do culto que tanto o caracteriza, perante as câmaras de televisão e depois de acossado com a pergunta, de Louçã  lá veio a resposta fatal.

"O BE defende uma avaliação de professores formulada por entidades externas, por institutos".

Finalmente caiu a máscara ao líder do BE. Os professores ficam agora a saber que o dr Louçã não defende a auto-avaliação como os professores e as suas associações de classe pretendem. O dr Louçã defende o essencial do modelo do PSD, uma avaliação externa à escola, feita por entidades contratadas para o efeito. Estou certo que´este é o último modelo de avaliação que os professores podem vir a querer. Outsourcing, nunca, é o que sempre tenho ouvido dos professores.

Mas ainda é tempo das organizações sindicais se pronunciarem sobre esta proposta de Louçã. Se o interesse e o esclarecimento dos professores valer, claro está, mais que o interesse partidário das organizações políticas em que alguns militam.  

E, já agora, solicito a todos os blogues próximos do BE que divulguem esta informação, é conveniente que o maior número de professores a leiam. Não temam o seu juízo, vós que tanto destes à causa.

 


Por Miguel Vale de Almeida | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 19:30

Agora que a campanha está no fim, quero dirigir-me aos “meus”, à “minha gente”, por muito estranha (e abusiva) que possa ser esta expressão. Quero dirigir-me sobretudo aos meus familiares, aos meus amigos, aos conhecidos, aos amantes e ex-amantes, aos colegas, alunos e ex-alunos, às pessoas que conheci quando era da Política XXI e do Bloco, ao universo de gente dos sítios onde vivi e fiz pesquisa, a pessoas que passaram pelos pintasilguismos e alegrismos, às pessoas – muitas – que navegam na esquerda e sobretudo entre o PS e o BE. Muitas destas pessoas – muit@s de nós – irritam-se, e com razão, com defeitos do PS e com defeitos do BE; e agradam-se, também, com virtudes de ambos. Sabemos o quê: mais ou menos centrão, mais ou menos marginalidade; mais ou menos interesses, mais ou menos purismo; mais ou menos reformismo, mais ou menos radicalismo; mais ou menos incoerência, erros passados, esperanças goradas; teorizações diferentes, pensamentos mais ou menos coesos ou dinâmicos, atenções maiores e menores a estratégia e táctica, a estrutura e conjuntura, diferentes percepções das relações entre teoria crítica e estratégia e pragmatismo políticos. Etc.

 


Por Luis Novaes Tito | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 13:12

O ciclo da governação actual termina com a abertura das urnas do próximo Domingo.

 
Vai ser preciso que antes desse momento os cidadãos não prescindam da sua vontade e que não entreguem o seu destino, e o dos seus, nas mãos de outros.
 
Mais do que ter de optar entre um estilo ou outro, entre uma imagem ou outra, entre uma personalidade ou outra, vai ser necessário decidir sobre o futuro, escolher sobre os caminhos a seguir e principalmente optar por dar um sentido aos sacrifícios feitos anteriormente para poder recolher os benefícios ou rasgar e romper com tudo para reiniciar sacrifícios novos de experiências velhas com os maus resultados conhecidos.
 
Há lugar a alguns “emendar de mão”, todos sabemos. Há lugar a melhorias e correcções, todos reconhecemos. Mas há muito bom percurso feito e muito caminho trilhado que não pode ser desperdiçado e que tem de ser levado até ao destino.
 
Por isso termino a minha participação no SIMpleX com uma declaração que não é novidade: - votarei no PS e convido todos que me lêem a fazer o mesmo, - e com um apelo a todos os democratas para que não deixem de votar, se entenderem noutras forças, mas não deixem de votar

Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 11:26

Agora mesmo, no fórum da TSF, um ouvinte assinalou:

"Votei Sócrates mas fiquei desiludido com algumas medidas do governo e decidi votar no BE nestas eleições, tinha grandes esperanças no Louçã. No entanto, com os debates fiquei desiludido, ele não tinha preparação como eu pensava que tinha e neste momento estou indeciso" 

Este ouvinte expressa, no meu entender, o sentimento de muitos eleitores, a saber, uma sedução enorme pelo discurso demagógico, populista e de facilidade de Louçã e a consciência, tomada pelo confronto dos debates, de que as palavras melífluas de Louçã não passam de um enorme logro. 

E é por isso que Louçã (até aqui afirmava-se candidato a primeiro-ministro), vem agora dizer que já só quer impedir a vitória do PS. Impedir a vitória do PS não é nenhuma proposta política decente, é apenas um péssimo contributo para tornar o país ingovernável, sem rumo e sem estratégia para os problemas das pessoas.

Não creio que seja isso que o cidadão quer na hora que decide o seu voto. 

 


Por Carlos Manuel Castro | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 02:49

Louçã diz ainda que José Sócrates "é um perigoso radical do mercado" , e por isso mesmo diz que "não queremos mais quatro anos disto".

 

É espantosa esta leitura, vinda de quem vem. Se Sócrates fosse realmente um "radical do mercado", há muito que a Saúde, a Educação e a Segurança Social tinham sido campos no qual a intervenção pública teria sido retirada.

 

Mas para o BE, só não é "radical de mercado" quem quer nacionalizar tudo e terminar com qualquer espécie de propriedade, por mais pequena que seja.

 

Em suma, o BE continua a brincar à política.

 

Louçã ainda não percebeu que estamos a tratar das nossas condições, não das crises de identidade ou caprichos doutrinários.

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Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 00:55

Com o PSD a afundar-se nas sondagens dia após dia, comprometendo, irremediavelmente, as suas possibilidades de vitória, resta-nos agora a atitude política que evite a ingovernabilidade do país, reforçando a votação no PS.

Apelo, por isso, aos nossos vizinhos um gesto patriótico, pois todos sabemos que a vossa intervenção pública é (quase exclusivamente) ditada por razões de carácter patriótico. Aliás, como nunca se esquecem de nos lembrar, a acção patriótica é uma das marcas distintivas entre a vossa direita e a nossa esquerda. 

Chegou a altura de o demonstrarem. 

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 22:34

 

 

Estamos a poucos dias das eleições legislativas. A pré-campanha iniciou-se sob o signo da vitória do PSD nas eleições para o parlamento europeu, em que Paulo Rangel, Aguiar-Branco e Pacheco Pereira, para só citar alguns, deram o tiro de arranque para a estratégia que Manuela Ferreira Leite iria seguir.

 

Essa estratégia seria baseada nas insinuações e suspeições sobre o carácter de Sócrates, a promiscuidade entre o PS e o estado, o autoritarismo, a apropriação dos meios de informação, e o intervencionismo na economia. Assim surgiu a superioridade moral da Verdade em oposição às mentiras de Sócrates e a asfixia democrática, sem que se pudesse compreender quais as propostas e alternativas de governo do PSD. O silêncio foi a arma da cuidadosa direcção do PSD.

 


Por Porfírio Silva | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 14:58

Um jornal diário noticia hoje que Portugal foi o país da União Europeia que mais fundos estruturais perdeu em 2008. Segundo a notícia, a quase totalidade dessas perdas referem-se a ajudas agrícolas. Já aqui demos anteriormente alguns elementos de compreensão do que é que isso significa realmente, pelo que deixaremos agora apenas breves notas sobre o assunto.


Ponto Um. A própria fonte da notícia (os serviços da Comissão Europeia) desdramatiza a situação, dada a muito magra percentagem de perdas no total de apoios. Mas isso não nos deve consolar, devemos querer perceber por quê.


Ponto Dois. O que se consegue ou não executar em termos financeiros num determinado ano não depende principalmente do que se fez bem ou mal nesse mesmo ano, mas da forma como todo o processo foi gerido relativamente ao ano de referência dos fundos. As perdas agora reportadas dizem respeito aos compromissos do ano de 2005. É relevante saber que esta situação se deveu largamente à trapalhada criada nas vésperas das eleições de 2005, com aprovação de medidas agrícolas sem a inscrição no orçamento do correspondente co-financiamento nacional. Há, portanto, quem tenha feito a asneira e esteja agora a tentar esconder a mão.


Ponto Três. O que é mais revelador na aplicação programada dos fundos comunitários não é o que acontece num determinado ano, mas o que acontece no conjunto de anos de programação. Desde 2006 até à data, os fundos europeus para a agricultura portuguesa registam uma taxa de execução de 99,3%. E, como ainda estamos em Setembro, essa elevadíssima taxa de absorção ainda pode melhorar até ao fim do ano.


Ponto Quatro. Para que se veja quais governos gerem bem e quais gerem mal: o único programa para o mundo rural cuja gestão é da exclusiva responsabilidade do actual governo, o PRODER, não tem nem nunca teve quaisquer perdas de fundos. A própria notícia esclarece, pelo contrário, que o programa RURIS teve mais de 200 milhões de euros perdidos da responsabilidade directa do anterior governo (muito mais do que os 64 milhões referidas na notícia em apreço).

Remetemos, para enquadramento, para aqui e para aqui.

 

Aditamento. Já agora, para se ver como a agricultura portuguesa está parada: clicar aqui.
 


Por Porfírio Silva | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 12:23

Como já foi noticiado, Paulo Mota Pinto, um nome do comando-geral do PPD/PSD, que até tinha obrigação de decência por ser quem é, criticou as alegadas pressões de dirigentes do PS sobre a magistratura. Estaria em causa que membros do Conselho Superior da Magistratura, indicados pelo PS, questionassem que o juiz Rui Teixeira tivesse a nota máxima na respectiva avaliação. O ponto estava - e bem - em que essa nota máxima poderia não ser correcta se se verificasse que outros tribunais mostraram, ao decidir casos subsequentes, que o trabalho de Rui Teixeira tivera falhas importantes. Avaliação é isso mesmo - mas alguns acham que qualquer pessoa que tenha prejudicado um dirigente do PS tem direito, daí para a frente, a estar acima de qualquer avaliação e a seguir numa passadeira vermelha de veludo. E quando assim não seja - são "pressões" e "asfixia democrática" e um chuveirinho de disparates.
Ora, mais uma vez, estamos perante um disparate deste PSD à moda de MFL.
Como entretanto foi amplamente noticiado: a suspensão da avaliação de Rui Teixeira foi proposta por Laborinho Lúcio. Laborinho Lúcio, para quem não se lembra, foi ministro da Justiça de Cavaco Silva e está nomeado pelo actual Presidente da República para o Conselho Superior da Magistratura. E a sua proposta foi aprovada por esmagadora maioria desse órgão.
Esta é a consistência da campanha do PSD sobre a asfixia democrática. Só tolices. Injúrias. Falta de sentido da responsabilidade. Pressões sobre todo e qualquer órgão da República apenas para tentar lançar poeira sobre a paisagem e lama sobre o PS.
Pode gente desta chegar ao governo de Portugal?

 

(também aqui)


Por Luis Novaes Tito | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 02:29

Bloco Esquerda 

Dá gosto ver aquele cartaz do BE onde estão onze homens e seis mulheres a dizer que estão prontos.

 

Eles lá saberão para quê estão prontos mas, pelo grafismo, parece  não ser para a paridade.  

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Por João Paulo Pedrosa | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 00:21

Francisco Louçã foi hoje a Esposende prometer uma barra nova para os pescadores.

"É uma questão difícil que tem uma solução simples. A solução [diz] é criar uma barra, uma protecção, que permita reter o lodo e as areias [mas] falta financiamento.


Por Porfírio Silva | Terça-feira, 22 Setembro , 2009, 04:33

Publicámos aqui, na madrugada do passado dia 18, um apontamento sobre agricultura,  no qual, a dado passo, apontávamos o facto de o CDS nunca ter divulgado a carta da Comissária Europeia responsável pela Agricultura que respondia às perguntas de um deputado europeu do CDS sobre a putativa perda de fundos agrícolas da responsabilidade do actual Governo.

Por mera coincidência, na tarde desse mesmo dia, o Dr. Portas (PP) aparece em campanha com um papel na mão, alegando que se tratava de uma carta da Comissão, e dizendo que ela comprovava a tal perda de fundos. Ora, essa carta não comprova nada disso, nem tem como objecto essa questão, nem sequer é a tal carta da Comissária. Então, porque é que PP não mostrou a carta da Comissária que responde às perguntas do deputado europeu do CDS? Pelo simples facto de que essa carta desmente PP.

(Como parece que ninguém tem tempo para descobrir essa carta, apesar de ela estar disponível a qualquer cidadão na internet, no sítio do Parlamento Europeu, fornecemos abaixo uma cópia da mesma.)

Mas, então, por que é que PP não mostra a carta? Por ser o seguinte, em resumo, o conteúdo da mesma. 

 


Por Rogério Costa Pereira | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 23:36

Embora esteja demasiado aborrecido para escrever um post sobre o assunto do dia e apesar de todas as razões que me ocorrem para a escolha do timing da decisão me deixarem ainda mais zangado, não posso deixar de dizer umas palavras, em forma de exigência.

 

O que eu exijo - de exigir - é que Cavaco se explique, que diga de uma vez (já o devia ter feito) se sabia ou não sabia. E se não sabia qual a desculpa para não saber. Não pode é insinuar à sexta (com aquela da falta de ingenuidade - dele e da jornalista) o que insinuou e despedir à segunda. O que é que aconteceu nestes três dias? Que Cavaco, no seu interesse (coisa que não me interessa), não podia tomar esta atitude depois das eleições é óbvio - seria crucificado -, e até admito que não tivesse elementos para a tomar em Agosto. Eu quero apenas conhecer a razão de Cavaco ter despedido hoje o assessor de 25 anos. Só isso. E, como já perdeu o argumento de não querer imiscuir-se na campanha, terá que o fazer amanhã. É que um Presidente - e este em que votei - não serve para fazer o controlo dos danos do seu umbigo, mas dos do país.

 

Aguardo.


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