Por Bruno Reis | Terça-feira, 22 Setembro , 2009, 10:47

Entre os melhores momentos desta campanha esteve o debate em que Jerónimo de Sousa pôs Paulo Portas a concordar com ele na necessidade de apoiar não apenas as PMEs mas também as MICRO empresas!

 

Ora eu pensava que para os adeptos do capitalismo puro nenhuma empresa - seja ela micro ou macro - devia ser sujeita ao arbítrio do apoio do Estado. (Ou será que na versão portuguesa todas as empresas deviam ser apoiadas, e o rendimento mínimo devia acabar por causa das fraudes nos subsídios?)

 

Ora eu pensava que para os adeptos do comunismo puro nenhuma empresa - seja ela micro ou macro - devia sequer existir, quanto mais ser apoiada. Nacionalizar tudo! (A NEP se bem me lembro, foi considerada um revisionismo pequeno-burguês inaceitável, e os pequenos empresários mais prósperos, donos de PMEs, e como Estaline explicou a Churchill, foram todos mortos pelo seu pecado.)

 

O tema é sobretudo ridículo, porque nenhum governo fez tanto como o do PS para apoiar a modernização das PMEs, ou procurou ajudar mais na promoção das exportações essenciais para que possam crescer e prosperar.

 

Deixo algumas perguntas para quem nunca soube o que é uma PME:

O PCP e o PP (ou será a CDU e o CDS?) declaram que é um vergonha o governo apoiar bancos em dificuldades como o BPN em vez de apoiar mais as PMEs.

 

O que teria sucedido se o BPN tivesse ido à falência? Quantas PMEs têm conta no BPN - que dava das melhores condições e dos multibancos mais baratos nas lojas? Eu conheço vários donos de MPMEs com contas lá... Pode haver PMEs sem grandes bancos a concederem-lhe crédito? O que teria acontecido às PMEs se o nosso sistema bancário tivesse entrado em colapso?

 

As MPMEs podem sobrevir sem Grandes Empresas? Não são estas últimas os seus grandes clientes? Ou os grandes empregadores dos seus clientes?

 

Quem fala muito de MPMEs geralmente fala mal e demagogicamente. O que as MPMEs precisam é de um governo com uma estratégia económica clara, que ajude a atrair investimentos e a criar emprego.

 

Alguém acredita que um governo do PSD faça isso? Afinal, não é MFL que defende que o melhor é não abrir o guarda-chuva do investimento público como todos os outros países porque se pode estragar,  e que devemos ficar à espera que a chuva da crise mundial passe fazendo umas obritas no beiral? ("É a vida!")

 

Por isso realmente as PMEs devem ter medo, muito medo, sobretudo daqueles que mais falam delas.

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Por Hugo Costa | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 21:47

O PCP reuniu hoje com a Associação Portuguesa de Deficientes. Entre críticas injustificadas ao trabalho notável e de sapa do governo nesta área, que o PSD tinha deixado entregue ao vazio existiram muitos elogios ao PCP.

 
Mas algo não batia certo nesta reunião. O PCP foi reunir com um Associação que é Presidida por alguém que além deste cargo é Presidente do Comité Paralímpico Português e candidato a deputado pelo PCP. Ver lista.
 
Será que os candidatos a deputados do PCP reuniram-se consigo Próprios?
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Por Carlos Manuel Castro | Sábado, 12 Setembro , 2009, 14:02

No campeonato que PCP e BE tanto gostam de disputar, ainda que não o assumam, o de quem ganha a esquerda à esquerda, o BE já ganhou este ano.

 

E não ganha por eleger mais ou menos deputados do que a CDU, mas sim pelo BE conseguir o que o PCP acanhadamente não assumia desde 1989: um amor pelos princípios da sovietização da sociedade.

 

A defesa de atentados à Liberdade individual, à propriedade privada (o princípio tanto se aplica aos grandes como aos pequeno e micro proprietários - afinal, trata-se de um roubo segundo os cânones ortodoxos), a importância das nacionalizações, nunca mereceram tanto brado no Portugal democrático pós-queda do Muro de Berlim como hoje.

 

A direita portuguesa demonstra não querer aprender nada com a actual crise mundial, mas a esquerda à esquerda do PS não quer entender por que falhou o modelo soviético.

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Por Ana Vidigal | Terça-feira, 08 Setembro , 2009, 18:24

A fina flor "ultra vermelha" só usa lentes P(er)S(ol)...


Por Bruno Reis | Segunda-feira, 07 Setembro , 2009, 09:56

Jerónimo de Sousa disse duas coisas essenciais no seu debate com Sócrates:

 

1. Os sindicatos não têm sempre a razão toda.

 

2. O fundamental é o emprego.

 

O problema  é: alguém acredita que o PCP fará (e tem feito) outra coisa senão apoiar totalmente tudo o que os sindicatos (aliás muitos ainda controlados por quadros do PCP) exigem, mesmo que isso leve empresas à ruína, e o Estado a um deficit descontrolado?

 

O problema é: alguém acredita que o PCP com o seu princípio de guerra de classes contribuirá para criar emprego em Portugal - emprego economicamente sustentável?

 

É fundamental o papel negocial dos sindicatos, mas sobretudo os sindicatos da CGTP frequentemente caem no tudo ou nada, particularmente quando estão lidar com o Estado e o dinheiro dos contribuintes.

 

É fundamental o papel do Estado numa crise como esta para fomentar emprego e pagar aos desempregados, mas alguém acredita que com greves a toda a hora e exigências de aumentos insustentáveis se convencerá investidores a arriscarem o seu capital e criar emprego em Portugal?

 

Se o PCP é sincero nestas suas preocupações então deve mudar - pelo menos em parte - de política prática, mesmo que não de crenças ideológicas e slogans.

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Por Ana Paula Fitas | Sábado, 05 Setembro , 2009, 22:16

Sentido de Estado!... o debate entre José Sócrates e Jerónimo de Sousa revelou, antes de mais e sem prejuízo da afirmação assumida das respectivas diferenças, sentido de Estado. Registe-se. Faz falta a Portugal a  dignidade do debate político. Portugal Primeiro!

 

(Este post foi publicado no Público-Eleições 2009 e no A Nossa Candeia)


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sábado, 05 Setembro , 2009, 21:57

Sócrates esteve muito bem. Preparado, cordato, firme, documentado.

 

Jerónimo de Sousa também esteve muito simpático. Recuou nitidamente nas acusações que colavam o PS ao PSD e à direita, assim como retirou a acusação/insinuação de interferência do PS ou de Sócrates na demissão de Manuela Moura Guedes. José Sócrates esteve soberano, nesse assunto.

 

Será que o PCP se está a preparar para se disponiblizar para um eventual apoio a um governo do PS?

 

Nota: Também aqui.

 


Por Carlos Manuel Castro | Quinta-feira, 03 Setembro , 2009, 16:19

O debate de hoje sujeita-se a ser o mais enfadonho de todos os debates. Nenhum dos participantes será Primeiro-Ministro nem quer ter pretensões de assumir responsabilidades no País. Como já fizeram questão de dizer em público.

 

Todavia, será interessante saber como consegue o PCP e o BE acabar com o desemprego sem sacrificar os portugueses. Pois como defendem, ainda que não o digam explicitamente, a sua solução seria, apenas, integrar as pessoas desempregadas nos quadros do Estado, com a irresponsabilidade que isso representaria para as contas públicas, para o dano da competitividade nacional e para a condenação ao insucesso das empresas.

 

PCP e BE continuam leais ao modelo soviético, ainda que uns digam que preferem Estaline e outros Trotsky.  Para o PCP e BE a riqueza é pecado e o mérito pessoal é uma questão de egoísmo.

 

Em suma, duas propostas da mesma face da moeda. Duas soluções para a banca rota. Assim é, e gosta de estar, a esquerda à esquerda democrática, que prefere acabar com os ricos, em vez de acabar com a pobreza.

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Por Ana Vidigal | Quarta-feira, 02 Setembro , 2009, 11:17


Por Carlos Manuel Castro | Quarta-feira, 02 Setembro , 2009, 03:27

Começa hoje a maratona de debates entre os líderes dos cinco principais partidos portugueses.

 

Entendesse a líder do PPD que devia ter dois ou três debates, temáticos, com o líder do PS (afinal um dois dois irá governar o País), e esta campanha seria mais esclarecedora para os portugueses (como há quatro anos houve dois debates entre os candidatos nesta eleição que gerlamente se subentende de candidato a Primeiro-Ministro). Afinal, o que mais importa é quem queremos que governe o País.

 

Um debate, a cinco, também tem o seu sentido. Como o formado deste ano está diferente, e por nítida falta de interesse em debater e esclarecer propostas por área a área com Sócrates, Ferreira Leite associa-se ao coro de quem muito protesta e pouco propõe. Como se uma eleição legislativa fosse um concurso de protesto, no qual, a existir, o PCP já tinha ganho vários títulos desde 1974, sendo agora acompanhado pelo BE.

 

No debate de logo, José Sócrates debaterá com um Paulo Portas, que estará mais interessado em mostrar à direita que é o único candidato com programa desta área política do propriamente em debater com o líder do PS.

 

Um dos temas mais aguardados, ainda que pouco considerados pela maioria, será, naturalmente, o da Agricultura.

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Por Carlos Manuel Castro | Domingo, 30 Agosto , 2009, 12:52

Paulo Portas apresenta o programa do CDS hoje à tarde.

 

Merece atenção o debate de propostas que se fará à direita, nomeadamente em áreas nevrálgicas como a Saúde, a Educação e a Segurança Social.

 

Em 2005, Portas, sob uma forte inspiração de Pires de Lima, procurou valorizar o privado, em detrimento do público nestes domínios.

 

Há poucos dias, Ferreira Leite apresentou as suas linhas estratégicas, que visam a privatização destes sectores. Um pouco na lógica do proposto por Paulo Portas em 2005.

 

Será que o CDS vair ser mais arrojado? Pelo menos, terá de marcar diferenças do conteúdo programático do PPD.

 

Estes programas da direita nacional revelam o óbvio: PPD e CDS não quiseram aprender com nada da crise que afectou o mundo nos últimos tempos. Tal como o PCP nada quis entender, até hoje, quanto ao porquê do fim do modelo soviético.

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Por Tiago Barbosa Ribeiro | Terça-feira, 25 Agosto , 2009, 17:38

O nível de conceptualização política dos comunistas, como se sabe, cristalizou no assalto ao Palácio de Inverno. O PCP «acusa» novamente o governo de praticar uma «política de direita» (claro), como faz com tudo o que mexe na política portuguesa. Para além do próprio PCP, e mesmo assim sem todas as garantias, concretamente o quê que não é «de direita»?


Por Carlos Manuel Castro | Segunda-feira, 24 Agosto , 2009, 02:23

O Afeganistão produz 93% da matéria-prima para a heroína, o ópio extraído da papoula, e os estimados US$ 5 bilhões anuais obtidos com o comércio são a principal fonte de financiamento do Taleban

 

PCP e BE reclamam-se como a esquerda genuína e autêntica, mas na mania das verdades, como Ferreira Leite, encontram-se nódoas que desmentem os pretensiosos moralismos que tanto apregoam.

 

Se fossem uma esquerda fiel aos seus princípios seculares, uma das primeiras causas a abraçar seria a do internacionalismo (algo que o estalinismo castrou e entende-se, por este motivo, a posição nacionalista do PCP, mas não a trotskista lusitana do BE),

 

Porém, a visão míope e paroquial de ambas as formações conduz a uma postura de irresponsabilidade, desprezando, por um lado, um princípio caro à esquerda - o internacionalismo, e, por outro, a importância de uma intervenção das forças militares internacionais no Afeganistão, nas quais se inclui a portuguesa.

 

A condenação veemente que PCP e BE fazem à participação dos nossos militares no Afeganistão comprova o total sentido de compromisso que têm para com a Segurança e a Saúde Pública: desdém.

 

Há intervenções que são complexas, penosas até, mas indispensáveis para o nosso interesse nacional.


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sábado, 22 Agosto , 2009, 21:31

 

Há muitas razões pelas quais o PS não deve coligar-se com o PCP. As que são devidas ao tipo de sociedade e de regime que o PCP defende, transparente nos apoios às democracias cubana e norte-coreana, às FARC, à retórica que usa em relação àquilo que, desde o 25 de Novembro, são as políticas de direita:

 

(...) "Durante estes quatro anos, a direita andou desorientada, porque o PS era o melhor executante dessa política de direita. Na entrevista dada recentemente, Manuela Ferreira Leite não apresentou propostas. Pois se aquilo é farinha do mesmo saco, que fazem a mesma política, que têm a mesma visão, apenas têm estilos diferentes..." (...)

 

E outras por questões de pura decência:

 

(...) Já nem falamos do antigo arguido no processo da Casa Pia, Paulo Pedroso que, recebido na Assembleia com palmas dos seus correligionários, após ter ganho a sorte grande no segundo recurso para a Relação, vem agora, qual galinho da Índia, dar conselhos ao seu partido. «Se», diz ele, o eleitorado «votar à esquerda», então o PS, o PCP e o BE não poderão «ignorar» tal postura. E se não «votar à esquerda»? Pedroso que, em Almada elege o PCP e a CDU como inimigo principal, não tem estatura suficiente para estas propostas.
Mas o pior são as palavras de Ferro Rodrigues – também procedente do mesmo saco da antigos suspeitos no caso da Casa Pia. «Se o PS vencer as eleições sem maioria absoluta, deve desafiar o PCP e o BE. E no caso dessas negociações não conduzirem a nenhum resultado, deverá voltar-se para o PSD.» (...)

 

A propósito, ler também Tomás Vasques.

 

Nota: Também aqui.
 

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Por Palmira F. Silva | Sexta-feira, 21 Agosto , 2009, 18:33

Cinabre em algumas línguas, cinnabar noutras - do kinnabari de Teofrasto  ou do zinjifrah persa -, são alguns dos nomes dados à forma alotrópica de sulfureto de mercúrio que foi a fonte principal da «prata viva» e da qual se produz o vermilion ou vermillion, o pigmento vermelho de eleição durante milénios.

 

O pigmento foi considerado um material de luxo durante o Império Romano e na Idade Média, utilizado, na Europa como em muitos outros locais do mundo, na produção de cosméticos que coloriam de vermelho unhas, lábios e maçãs do rosto dos mais abastados.  O que não lhes augurava boa saúde uma vez que o mercúrio não é exactamente elemento que se recomende para contactos tão íntimos.

 

Outras designações para a cor são igualmente devidas a pigmentos ou corantes cujas origens se perdem na História. Entre eles encontra-se o quermes ou grã, um corante vermelho escarlate extraído das fêmeas grávidas do pulgão Kermes illici, que vive na orla mediterrânica sobre carvalhos ou plantas espinhosas como o azevinho. Crimson tem assim origem no cremesin  com se designava em Espanha o quermes, que por sua vez deriva do latim medieval cremesinus (ou kermesinus ou carmesinus). Com a descoberta do Novo Mundo, descobriu-se um carmim mais intenso, o carmine produzido por outro pulgão, a cochonilha ou cochonilha-do-carmim.

 

Não sei porquê, recordei as origens, venenosas ou de vermes, das várias palavras que designam a cor quando li estoutras palavras vermelhas...

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Por Ana Vidigal | Terça-feira, 18 Agosto , 2009, 19:36

 


Por Ana Vidigal | Domingo, 16 Agosto , 2009, 19:58


Por Ana Vidigal | Quarta-feira, 12 Agosto , 2009, 19:36

 


Por Luis Novaes Tito | Quarta-feira, 12 Agosto , 2009, 14:23

EstalineEspreitando em diagonal o missal vermelho (ed.2009)  ficamos a saber que a direita começa no PS e termina no CDS.

 

A epístola reza que a esquerda é o PCP e a CDU (como se não fossem a mesma coisa) e fica no limbo a categorização do BE.

 

Em diagonal, como disse, ficou lido que há por aí uma ruptura patriótica por fazer, mas não se percebe se Jerónimo pede uma maioria absoluta dado que a ruptura é contra tudo e contra todos.


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