Por Bruno Reis | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 18:31

Louçã não escondeu a sua ambição de fazer um Bloco comum da Esquerda, com ele a mandar, claro, e o PS engolido de preferência aos bocadinhos.

 

Nada conviria mais ao PSD que assim garantiria o monopólio do poder governativo para a direita durante umas décadas.

 
Além disso, o PSD e o BE convergem nas críticas a muitas das políticas do governo Sócrates. A única forma de evitar este cenário é o Partido Socialista ter o maior número possível de votos.

 

Isto não afasta que, em políticas económicas, por exemplo, o PS possa, se houver oposição responsável à direita, aprovar medidas responsáveis com ela nesse campo.

 

Isto não afasta que, em política sociais, por exemplo, o PS possa, se houver oposição responsável à esquerda, aprovar medidas progressistas neste campo com eles.

 

Não se trata de voto útil no PS. Todos os votos o são à sua maneira. Trata-se de dizer que (para mim) é evidente que quem quiser ter um país com governo a partir de dia 27 realmente terá de votar PS.

 

PS - Evidentemente que se o PSD e o BE vierem dizer que garantem que não formarão uma coligação negativa contra um governo PS, quem sou eu para duvidar até, eventualmente, actos desmentirem tais palavras. Mas ainda assim faltará quer a uns quer a outros uma ideia de governo de progressismo realista que é o me interessa.

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Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 23:11

O descontentamento dos professores pela introdução de um sistema de avaliação mobilizou todos os partidos da oposição para captar os votos da corporação.

O ponto é este, os professores e as suas representações profissionais, neste capítulo, o mais longe que vão é até à auto-avaliação. E os partidos à direita, verdadeiramente, sempre deram cobertura a esta exigência e só muito timidamente, de forma pouco audível, é que falam em substituir o actual sistema por um outro, mas nunca indo ao essencial de rejeitar ou negar a pretensão exclusiva de um modelo de auto-avaliação. O que era preciso era ganhar, a qualquer custo, os votos dos professores e, para isso, não se comprometeriam com nada tal como, por exemplo, denunciei aqui

Todavia, há minutos, fora do pregão do culto que tanto o caracteriza, perante as câmaras de televisão e depois de acossado com a pergunta, de Louçã  lá veio a resposta fatal.

"O BE defende uma avaliação de professores formulada por entidades externas, por institutos".

Finalmente caiu a máscara ao líder do BE. Os professores ficam agora a saber que o dr Louçã não defende a auto-avaliação como os professores e as suas associações de classe pretendem. O dr Louçã defende o essencial do modelo do PSD, uma avaliação externa à escola, feita por entidades contratadas para o efeito. Estou certo que´este é o último modelo de avaliação que os professores podem vir a querer. Outsourcing, nunca, é o que sempre tenho ouvido dos professores.

Mas ainda é tempo das organizações sindicais se pronunciarem sobre esta proposta de Louçã. Se o interesse e o esclarecimento dos professores valer, claro está, mais que o interesse partidário das organizações políticas em que alguns militam.  

E, já agora, solicito a todos os blogues próximos do BE que divulguem esta informação, é conveniente que o maior número de professores a leiam. Não temam o seu juízo, vós que tanto destes à causa.

 


Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 11:26

Agora mesmo, no fórum da TSF, um ouvinte assinalou:

"Votei Sócrates mas fiquei desiludido com algumas medidas do governo e decidi votar no BE nestas eleições, tinha grandes esperanças no Louçã. No entanto, com os debates fiquei desiludido, ele não tinha preparação como eu pensava que tinha e neste momento estou indeciso" 

Este ouvinte expressa, no meu entender, o sentimento de muitos eleitores, a saber, uma sedução enorme pelo discurso demagógico, populista e de facilidade de Louçã e a consciência, tomada pelo confronto dos debates, de que as palavras melífluas de Louçã não passam de um enorme logro. 

E é por isso que Louçã (até aqui afirmava-se candidato a primeiro-ministro), vem agora dizer que já só quer impedir a vitória do PS. Impedir a vitória do PS não é nenhuma proposta política decente, é apenas um péssimo contributo para tornar o país ingovernável, sem rumo e sem estratégia para os problemas das pessoas.

Não creio que seja isso que o cidadão quer na hora que decide o seu voto. 

 


Por João Paulo Pedrosa | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 00:21

Francisco Louçã foi hoje a Esposende prometer uma barra nova para os pescadores.

"É uma questão difícil que tem uma solução simples. A solução [diz] é criar uma barra, uma protecção, que permita reter o lodo e as areias [mas] falta financiamento.


Por Ana Vidigal | Quinta-feira, 17 Setembro , 2009, 22:36

 


Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 17 Setembro , 2009, 00:27

O candidato escolhido pelo BE para presidir à câmara municipal de Pombal afirmou,numa entrevista a um jornal local, que os seus ídolos e referências políticas são, respectivamente, Paulo Portas e Cavaco Silva.  

Isto é o Bloco!

 


Por João Paulo Pedrosa | Sexta-feira, 04 Setembro , 2009, 01:11

O governo devia aumentar os ordenados, baixar as propinas, reforçar as pensões, eliminar os impostos, não avaliar os professores, reduzir o número de alunos por turma, aumentar o número de professores por escola, acabar com as taxas moderadoras, proibir os despedimentos, extinguir o deficit,  suprimir o desemprego, colocar Louçã ao lado da senhora de Fátima e beatificar Jerónimo de Sousa, um é professor universitário, o outro é operário, seguem-nos cerca de 20% dos portugueses.


Por Leonel Moura | Domingo, 30 Agosto , 2009, 18:42

Tive a paciência de ouvir o discurso de Francisco Louçã na rentrée do Bloco. A grande maioria do tempo foi ocupado com historietas a casa de banho de Loureiro, os contentores de Alcântara, os milhões desbaratados do BPN, a venda da casa de Damásio, as parvoíces da Nogueira Pinto, enfim. É este o homem que vai reconstruir a esquerda em Portugal? Um entertainer? Um cómico político?

De ideias ficou o ódio aos ricos e a defesa dos pobres. É pouco. Infelizmente Portugal tem muita miséria, mas felizmente é muito mais do que isso. O país real não é só pobreza, é sobretudo, na sua maioria, uma sociedade avançada que quer mais, melhor e evoluir positivamente.

Na minha modesta opinião o Bloco só é efectivamente concorrencial com as Misericórdias. Até no linguajar de seminarista de Louçã.

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Por João Paulo Pedrosa | Quarta-feira, 26 Agosto , 2009, 23:58

O investimento público é, generalizadamente reconhecido pelos especialistas internacionais, um instrumento decisivo de recuperação da crise económica. A excepção a este entendimento é Manuela Ferreira Leite que o considera apenas uma despesa, chamando-lhe, com desprezo, simples despesa de capital. A verdade é que sem investimento público, o desemprego aumentaria ainda mais e a economia afundar-se-ia irremediavelmente.

O TGV, por exemplo, é uma obra financiada em muitos milhões de Euros pela União Europeia e é uma grande oportunidade de negócio para muitas empresas portuguesas, aumentando, em consequência, o número dos postos de trabalho e a riqueza nacional.
Para que a abordagem destes assuntos não fique confinada a discussões etéreas, cito três empresas portuguesas que empregam milhares de trabalhadores – esta, esta e esta, por exemplo – que cresceram na oportunidade dos investimentos públicos, internacionalizando-se e para quem este investimento na ferrovia é uma grande oportunidade para voltarem a crescer e a fortalecer-se ainda mais.
Não se percebe, pois, como pretende Manuela Ferreira Leite fazer diminuir o desemprego se nega às empresas a possibilidade de valorizarem e aumentarem os seus negócios.
A menos que a líder do PSD se tenha rendido aos encantos de Francisco Louçã e pretenda criar empregos por decreto.
 

Por João Paulo Pedrosa | Quinta-feira, 13 Agosto , 2009, 02:51

Helena Pinto do BE, a propósito das propostas de investimento público e das políticas económicas e sociais de José Sócrates, e do PS, veio acusá-lo de falta de legitimidade. Militantes do BE, de Vizela, denunciam os dirigentes nacionais de combinarem uma coisa com eles e, passado duas horas, lhe terem espetado uma faca nas costas, "impingindo-lhes" outro candidato.´Pedro Soares responsável, presume-se, pelo centralismo democrático da agremiação, vem dizer que o BE não é um partido igual aos outros.

Vinda de quem vem (no BE não se é especialmente conhecido por fidelidade às liberdades) esta superioridade e esta arrogância política, moral e intelectual não só é já totalmente insuportável, como começou a fazer escola. E que escola, diga-se.

Criaram-se todos na crença do despotismo do comunismo real, de Estaline, de Henver Hoxa, de Mao, de Pol Pot, de Ho Chi Minh, de Kim Il Sung, dos Sandinistas, do MPLA, de Fidel Castro, da ETA, das FARC, das Brigadas Vermelhas, do Baden Meinhof e de Álvaro Cunhal, ideias e práticas que foram responsáveis pelos maiores (dos maiores) danos causados à humanidade, sem que alguém lhes vislumbrasse arrependimento ou comiseração pela difusão desses ideais e dessas práticas erradas. As palavras melífluas de Louçã começam a não chegar...
 


Por João Paulo Pedrosa | Terça-feira, 11 Agosto , 2009, 12:57
Blogger: Como é que se processa o recrutamento político no BE?
Louçã: (começando por alfinetar Sócrates e os estatutos do PS) no BE não há quota do Secretário-Geral, são as distritais que escolhem.
Cinquenta e quatro membros das listas do BE no distrito de Braga resignaram, em abaixo-assinado, acusando a direcção do BE de "impingir" candidatos.
Correio da Manhã de hoje, terça-feira, dia 11 de Agosto

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