Por Hugo Mendes | Sexta-feira, 21 Agosto , 2009, 16:58

O André Abrantes Amaral respondeu à minha interpelação.

Agradecendo, encurto o comentário que deixei lá na caixa de comentários, dividindo-o igualmente em quatro partes que correspondem às suas respostas:

 

(1) Essa distinção é artificial, a-histórica, e ignora as assimetrias de poder num dado momento - e, por isso, as oportunidades objectivas de sucesso - entre os indivíduos e/ou empresas. Mas não respondeu à questão da justiça no comércio internacional.
 
(2) Essa resposta é muito interessante: o André fica radiante como consumidor; mas duvido que ficasse se a sua vida dependesse das empresas do país que são incapazes de concorrer porque as tais outras empresas foram apoiadas pelos outros Estados.  
 
(3) “Deus”? “Omnisciente”? Estou a falar de uma falha de mercado, for God’s sake. É extraordinária a incapacidade para assumir que ela, como outras, existem. A única posição que se aproxima da religiosa é a sua posição que assume que o mercado nunca falha. Como, deixe-me acrescentar, o Estado falha. Bem-vindo à economia real!: o Estado falha e o mercado falha, cada um em situações em contextos diferentes. O defendo não se baseia em nenhuma adesão a-crítica a uma ideologia "socialista" ou outra. Sou pragmático e experimentalista: as políticas que são boas, adoptam-se; as que são más, abandonam-se. O que importante é encontrar o policy mix eficaz e coerente. E para lá chegarmos temos que experimentar um pouco, aprender mais, e receber inputs de vários agentes, em particular aqueles do sector privado, que conhecem o mercado. Aqui o Estado precisa da cooperação e do conhecimento específico destes.
 
(4) "Por que motivo vamos cobrar impostos para financiarmos empresas quando a redução desses mesmos impostos já seria ajuda suficiente?"
 
O André parte do principio que seria suficiente do ponto de vista da orientação do investimento e do incentivo que se pretende dar, que é à exportação. Já agora, não falei em aumento de impostos; se se baixar os impostos às empresas exportadoras como forma de incentivo já concorda? Limito-me a recordar, apenas, que isto é uma espécie de “proteccionismo” velado.

 


Por Hugo Mendes | Quinta-feira, 20 Agosto , 2009, 16:49

Este debate entre o João Galamba e o Tomás Belchior é muito bom, e apesar de não ter muito tempo para dizer tudo o que me lembro, vou meter a minha colherada. O Tomás escreve:

 
 
O Tomás Belchior acredita demasiado – é fé mesmo - nos manuais de economia e nas virtudas mágicas do mercado. Se há uma área que não funciona como nos modelos mais elementares é a da inovação. É que se o Tomás quer fazer que a inovação funcione segundo os manuais de economia pode, por exemplo, começar por acabar com as patentes, que instituem monopólios temporários e restringem a competição – e, pelo que sei, os monopólios são coisas "más".
 
 

Por Palmira F. Silva | Terça-feira, 04 Agosto , 2009, 14:57

Nos comentários ao post «In Rasgo Veritas», quer no SIMplex quer na jugular, tive oportunidade de reviver o passado e apreciar argumentos análogos aos que ouvi há mais de 15 anos quando tentava explicar aos nossos empresários por que deviam apostar na integração de mão de obra altamente qualificada nos quadros das suas empresas. Que teriam de pagar muito mais a um doutor ou mestre e isso retiraria emprego aos mais necessitados, que esses doutores poderiam saber muito teorica e tecnicamente mas o que interessava era a prática e para isso servia qualquer engenheiro técnico, sem os «vícios» (?)  da Universidade e com a subserviência aos seus superiores que um doutor nunca  teria. Por outro lado, argumentavam, quem nos garante que vamos ter retorno do investimento nesses doutores e mestres? A sua contratação seria um risco que as empresas não podiam, responsavelmente, assumir.

 


Por Luis Novaes Tito | Quarta-feira, 29 Julho , 2009, 12:42

BlogConf Ainda sobre o WebCast da BlogConf há que ler o que Paulo Querido, que moderou e fez concretizar o mais importante e inovador acontecimento da Blogos(fera) política portuguesa realizada até hoje, acabou de escrever.

 

Comparar o que se passou naquela sala com qualquer outra acção realizada até agora, como já vi por aí tentar fazer, é pura ficção.

 

Aquilo não foi uma acção politico-partidária como outras já anteriormente ensaiadas por actores políticos menores, mas uma outra coisa que reuniu comentadores de todas as tendências políticas para questionarem, em meio interactivo directo, o Secretário-geral do PS que é também o Primeiro-ministro português.

 

Como diz Paulo Querido, o falhanço do WebCast pode ser um fait-divers útil para o portuguesíssimo bota-a-abaixo mas, acrescento eu, por muito que se tente desvalorizar a acção e por muito que se tente menorizar com a comparação com outros ensaios já anteriormente realizados (ou a realizar ainda agora), ninguém poderá alterar a marca que ali se construiu.

 

O PS, Sócrates, Paulo Querido, José Seguro Sanches e os Bloggers presentes marcaram a diferença e estão todos de parabéns.

 

( Também publicado em simultâneo nos: a Barbearia do Sr. Luís e Eleições2009/o Público)


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