Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 23:55

«Muitos temos assistido esta como outras campanhas no passado.

E sempre vamos deitando o olho aqui e acolá, nos debates, nos programas e nos cartazes, e confesso que o resultado final é alguma tristeza pela forma como se vais falando uns dos outros, nos diferentes suportes.

Campanha que reside os seus argumentos na base da ofensa, da caricatura barata, do argumento sem conteúdo.

Esperava eu, e de certo a restante população, uma campanha inteligente onde pudéssemos ouvir argumentos com substância, … ideia e propostas que de facto fossem isso mesmo, propostas para fazer mais e melhor, mas aquilo que se vê é totalmente o contrario.

Temos quem faça propostas de que vai fazer isto e aquilo de forma irrealista e injustificada, sem conseguirem na realidade explicar como pensam fazer o que dizem.


Por Miguel Vale de Almeida | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 19:30

Agora que a campanha está no fim, quero dirigir-me aos “meus”, à “minha gente”, por muito estranha (e abusiva) que possa ser esta expressão. Quero dirigir-me sobretudo aos meus familiares, aos meus amigos, aos conhecidos, aos amantes e ex-amantes, aos colegas, alunos e ex-alunos, às pessoas que conheci quando era da Política XXI e do Bloco, ao universo de gente dos sítios onde vivi e fiz pesquisa, a pessoas que passaram pelos pintasilguismos e alegrismos, às pessoas – muitas – que navegam na esquerda e sobretudo entre o PS e o BE. Muitas destas pessoas – muit@s de nós – irritam-se, e com razão, com defeitos do PS e com defeitos do BE; e agradam-se, também, com virtudes de ambos. Sabemos o quê: mais ou menos centrão, mais ou menos marginalidade; mais ou menos interesses, mais ou menos purismo; mais ou menos reformismo, mais ou menos radicalismo; mais ou menos incoerência, erros passados, esperanças goradas; teorizações diferentes, pensamentos mais ou menos coesos ou dinâmicos, atenções maiores e menores a estratégia e táctica, a estrutura e conjuntura, diferentes percepções das relações entre teoria crítica e estratégia e pragmatismo políticos. Etc.

 


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Quarta-feira, 16 Setembro , 2009, 12:52

«Estamos a menos de duas semanas das eleições, a mais ou menos duas semanas de podermos ver se um projecto vai ou não ser continuado.


Poderia enumerar umas quantas razoes pelas quais não votaria no actual primeiro-ministro, umas quantas razoes pelas quais este Governo não me teria agradado, ou não me teria sido benéfico, … mas o sentimento de que o mundo não roda em meu torno leva-me a analisar com mais distancia e frieza os trabalhos que foram desenvolvidos durante estes quatro anos.


Não foi um governo ou um primeiro-ministro perfeito, acredito mesmo que tal conceito não exista mas, foi sem duvida o melhor que poderíamos ter tido nestes momentos algo  conturbados da economia mundial e nacional.


Não é Portugal que está desempregado, é o mundo, porque não é só em Portugal que as empresas foram fechando, ao abrigo de uma crise mundial, mas de certo também e fazendo o aproveitamento de uma apontarem falências fraudulentas, deixando milhares de pessoas no desemprego.


O projecto deste governo é de oito anos e não de quatro, e por isso é mais que preciso que o povo português dê esse voto de confiança, e por isso faça a continuidade deste governo por mais quatro anos, na expectativa de que quando chegarmos ao fim estaremos num ponto muito melhor para enfrentar não a crise mas uma Europa que caminha alguns passos á nossa frente.


Assim penso que se o povo português não olhar alem do seu umbigo, e por isso não der a este governo a hipótese de terminar um projecto que iniciou há quatro anos atrás, estarão a colocar Portugal de novo na mó de baixo, estarão a fazer aquilo que popularmente se diz “ir de cavalo para burro”.


Se queremos vencer ou igualarmo-nos aos melhores precisamos acreditar num trabalho que tem frutos já à vista, … apelo por isso, se não uma nova maioria absoluta, uma maioria confortável, para que possamos continuar a caminhar, de forma a chegar na frente!»

 

João Paulo, Activista e Director do Portal PortugalGay


Por Vera Santana | Domingo, 06 Setembro , 2009, 12:05

Género e poder

 

Lamento que a Manuela Moura Guedes, que foi uma profissional do jornalismo há uns anos atrás, se tenha tornado na esposa_de_um_Director_que_lhe_deu_um_programa. É triste ver uma mulher que se desautonomiza na maturidade. É triste ver jogos de casais quer em grandes empresas que não são "propriamente" empresas familiares - nestas, sim, pode e deve estar uma família inteira e intergeracional que  ama a empresa tantas vezes construída por  várias gerações - quer em instituições com uma vertente de serviço público. Estou a pensar em instituições de ensino, de saúde e outras, e, repito, com uma vertente de serviço público e frequentemente beneficiárias de dinheiros públicos (de subsídios, empréstimos a fundo perdido, etc). Em algumas destas instituições a democracia ficou à porta porque todo/a/s consentem e calam, porque o exercício da democracia seria inconveniente para  interesses institucionais entretanto enviesados, porque - tantas vezes! - os poderes se instalam e reproduzem, qual polvos virando costas ao interesse público que deveriam servir.

 

É sobretudo dentro das organizações de trabalho e de ensino - de muitas - que falta o pleno exercício democrático. Porque os abusos de poder se quedam, mudos, no seio das organizações e por entre os nós dos pequenos e não tão pequenos chefes, tantas vezes com insuficiente formação . Porque as organizações sindicais se preocupam pouco com o exercício efectivo - i.e, ao alcance de todos e de cada um - da democracia interna dentro das organizações laborais. Porque as organizações sindicais deveriam preocupar-se mais com a igualdade de oportunidades (de género e outras) de cada um/a dentro das organizações laborais.

 

Por tudo isto, lamento a imagem dada por uma mulher - Manuela Moura Guedes - que,  na idade madura e por interesses pessoais, materiais e de estatuto social,  se auto-reduziu a esposa_de_um_Director_que_lhe_deu _um_programa.

 

 

Os locus privilegiados dos abusos de poder

 

Na minha opinião, o abuso de poder está menos nas instituições políticas, onde existe controlo por parte da opinião pública, e mais em organizações que escapam  a esse controlo. No caso da TVI, o abuso de poder do casal Moniz/Guedes veio a público "por definição": por se tratar de uma empresa de comunicação de massas, por onde passa a opinião pública; por terem os interesses pessoais do casal Moniz/Guedes deixado - algures no tempo  - de corresponder aos objectivos da organização-empresa.

 


O Filósofo Gil, o não-filósofo Sócrates e um Suave Milagre

 

Finalizo afirmando estar, pelo menos num aspecto, totalmente em desacordo com o filósofo Gil que considera que o autoritarismo do actual Primeiro Ministro se propagou a toda a sociedade. Considero, inversamente, que há ainda muito autoritarismo na sociedade independentemente da "côr do Governo", nomeadamente dentro das organizações; a reprodução social de práticas verifica-se muito para além do que julgaríamos e muito para além das motivações originais  e, sobretudo, ao longo de muitos anos. Não seria possível, nem numa férrea ditadura, impôr novos comportamentos - autoritários - a uma sociedade aberta, democrática, informada, europeia.  Seria mesmo "Um Suave Milagre" algum ser humano conseguir um tal feito em 4,5 anos!  

 

O confronto com formas de autoritarismo está, por um lado, nas mãos e na voz de cada um de nós, no quotidiano, nos locais de trabalho, na rua e nas análises e apreciações que fazemos, para além dos slogans e das palavras de ordem simplificadores das realidades e castradores das mentes e das liberdades e, por outro lado, na prossecução vigilante daquilo que são os serviços públicos.


Por Sofia Loureiro dos Santos | Domingo, 30 Agosto , 2009, 17:47

 

 

José Sócrates está a fazer da lei das uniões de facto uma bandeira para a próxima legislatura, pegando no veto do Presidente da República como desafio para afirmar a modernidade do PS em oposição aos partidos de direita e aos escrúpulos presidenciais. Na verdade esse veto existiu precisamente para separar as águas entre a visão de esquerda e de direita em relação à noção de família, até porque, tal como Rogério da Costa Pereira explicou, a lei que foi para promulgação e a já existente são muito semelhantes, pelo menos para uma leiga.

 

No entanto considero que o PS deveria avançar para a legalização do casamento civil para os casais homossexuais, tal como vem no seu programa - Remover as barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo (pág. 76).  Se todos os casais, independentemente do sexo dos noivos, tiverem livre acesso à figura jurídica do casamento, em condições de igualdade, deixa de haver razão para aproximar o casamento das uniões de facto ou de as transformar num protocasamento.

 

Nota 1: Ler também José Simões, Vasco M. Barreto, João Vasco e Ana Matos Pires.

 

Nota 2: Também aqui.

 


Por Vera Santana | Terça-feira, 04 Agosto , 2009, 14:05

 

O post anterior é enorme. Talvez porque há muito a fazer em matéria de igualdade de género. Poderia ter feito um link mas optei por postá-lo por inteiro.

 

Para outras perspectivas sobre igualdade de género, consultar:

 

www.congressofeminista2008.org


Por Vera Santana | Terça-feira, 04 Agosto , 2009, 14:00

 

Igualdade de género
 
As políticas de promoção da igualdade de género ganharam, nos últimos anos, um forte impulso, fazendo, hoje, parte da agenda nacional. A igualdade de género que queremos construir opõe-se à desigualdade e não à diferença entre os sexos. Lutar contra a discriminação com base no sexo significa promover activamente uma participação igual de homens e mulheres em todas as esferas da vida pública e privada.
 
O desafio do PS será a concretização rigorosa deste desígnio estratégico, assente em três objectivos: consolidar as medidas promotoras da igualdade de género que têm sido postas em prática; aprofundar a transversalidade da perspectiva de género nas políticas públicas e fortalecer os mecanismos e estruturas que promovam uma igualdade efectiva entre mulheres e homens.
 
Tendo em consideração a experiência em curso do III Plano Nacional para a Igualdade – Cidadania e Género (2007-2010), o PS defenderá a continuação da aplicação desse Plano e a sua avaliação, bem como a implementação de um novo Plano que dê continuidade às políticas de cidadania e de igualdade de género como factor de coesão social.
 
Em concreto, o PS compromete-se a destacar a Educação para a Cidadania, no sentido de:
 

Por João Galamba | Segunda-feira, 03 Agosto , 2009, 02:55

O combate às desigualdades é uma bandeira histórica da esquerda. O problema do BE e do PCP é o de terem transformado este objectivo político num absoluto que determina toda a sua acção política, esquecendo-se que, sem uma política que também aposte e promova o crescimento económico, uma estratégia de puro combate às desigualdades redunda necessariamente em empobrecimento colectivo. A nossa experiência historica não começou em 2008 — é preciso continuar a ter presente que o socialismo real foi uma tragédia; a sua repetição seria desastrosa. A extrema esquerda tem de ser capaz de reconhecer que as suas receitas tradicionais fracassaram e que um discurso de oposição e combate ao capitalismo não faz hoje qualquer sentido.


Por Sofia Loureiro dos Santos | Domingo, 02 Agosto , 2009, 15:37

 


(tirado daqui)

 

Os incentivos à natalidade estão na ordem do dia a propósito do anúncio dos 200€ dados pelo estado a cada criança que nasça, com o objectivo de estimular a poupança, cabendo aos pais alimentar a conta, que poderá ser usada para investimento em actividades de formação, académicas ou outras.

 

Apesar do escasso valor em causa (200€) este tipo de incentivos estão já a ser usados por autarquias do nosso país e por outros países, com valores muito mais apelativos mas com o mesmo exacto objectivo.

 

Penso, no entanto, que o incentivo à natalidade não se faz pagando aos pais um determinado valor, por muito que esse valor possa ajudar na educação dos filhos em famílias com mais dificuldades económicas. As famílias precisam de políticas facilitadoras da vida diária, com apoios alargados na rede de creches, escolas, transportes escolares, horários flexíveis, possibilidade de opção por meios horários, teletrabalho, etc.

 


Por GWOM | Domingo, 02 Agosto , 2009, 12:15

"O único inimigo que a Esquerda tem, nas suas diversas modalidades, é ela mesma enquanto inconsequente, enquanto esquecimento da sua própria aventura, que nunca foi fácil nem mãe de facilidades, mas exigente, dura, contraditória, enigmática, até porque a Direita, quer dizer, a tentação do poderio, a ilusão de deter com a verdade que tem a Verdade toda, com a cultura que é, o monopólio da cultura, está também aninhada no seu coração. A luta pela Esquerda é também a luta contra essa Direita em nós."

(Eduardo Lourenço, 7/12/1986)


Por Vera Santana | Sábado, 01 Agosto , 2009, 10:08

     Cito o programa do XVII Governo Constitucional para 2005 – 2009:

·         Reforço da participação política das mulheres em todas as esferas de decisão, cumprindo o artigo 109º da Constituição e estendendo o seu entendimento à economia e à inovação.
E chamo a atenção para a forma como as mulheres políticas continuam a ser tratadas nos discursos mediáticos, nos discursos quotidianos e, last but not least, nos discursos de reflexão e análise política. Para o verificar, não é preciso sair deste nosso blogue. Os ataques a Joana Amaral Dias (em quem eu nunca votei) e a Manuela Ferreira Leite (em quem eu nunca votei) deixam passar ora subrepticiamente ora explicitamente apreciações extra-políticas, localizadas num factor, a idade. A primeira por ser uma jovem, a segunda por não ser uma jovem.
Parece que o “reforço da participação política das mulheres em todas as esferas de decisão” causa muitos engulhos aos “homens em todas as esferas de decisão”. Não podendo impedir a entrada nas arenas políticas e de poder, a reacção a estas protagonistas situa-se, ao nível do discurso, em qualificativos referidos ao corpo e ao suposto sex-appeal (ou à sua suposta ausência) das mulheres-na-política - sexy e velha – a partir dos quais são simbolicamente anuladas as competências que deveriam ser objecto de análise, as competências políticas.
Dir-se-ia que o factor tempo incide fortemente nos corpos femininos das mulheres políticas, incapacitando-as para o exercício do poder político quer por serem jovens (demais?) quer por terem idade (a mais?). No entanto, o tempo parece não se constituir como um factor que, incidindo nos corpos masculinos, os incapacita para o exercício do poder político. Muito pelo contrário, um jovem político “tem garra”, um político menos jovem tem “sabedoria e experiência”. O tempo de duração na vida política é outro factor a pesar na longevidade da permanência no campo político, se de uma mulher se tratar. De Helena Roseta disse-se - aquando do pacto com António Costa - estar gasta (na política? na vida? ou na política porque na vida?).
Falo de discursos e de rastos e restos de violência simbólica neles contida. Das práticas direi de minha justiça num outro post. Como não acredito na imutabilidade dos comportamentos humanos - imutabilidade baseada em correntes de pensamento vindas da sociobiologia -  quero crer que estes "discursos da testosterona" o não são. Serão, sim, produtos de "habitus" incorporados por processos de socialização que se reproduzem de geração em geração.  

Por Sofia Loureiro dos Santos | Quinta-feira, 30 Julho , 2009, 22:03

 

A propósito da entrevista dada pelo Presidente do Instituto Português do Sangue, na sequência das notícias veiculadas a 17 de Julho pelos meios de comunicação, acendeu-se de novo a polémica à volta dos critérios de exclusão de dadores de sangue.

 

A transformação deste assunto em problema político, em bandeira de defesa dos direitos dos homossexuais, acusando o Instituto Português de Sangue e o seu responsável de homofobia, exigindo a sua demissão, é uma forma totalmente desfocada de olhar para a realidade.

 

Não se trata de discriminação dos comportamentos ou das escolhas de orientação sexual, trata-se de usar os meios aos dispor da comunidade científica para a redução máxima do risco de um acto médico, que tem sempre riscos, por mínimos que sejam.

 


Por João Galamba | Quinta-feira, 30 Julho , 2009, 17:08

A entrevista do senhor Olim ao jornal i foi publicada esta manhã. Quanto tempo é que o PS vai esperar até tomar uma posição?


Por Miguel Vale de Almeida | Quinta-feira, 30 Julho , 2009, 14:18

O programa do PS refere explicitamente três medidas na área mais directamente relacionada com os direitos LGBT: uma Lei da Igualdade, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e o combate à discriminação com base na orientação sexual e na identidade de género. Trata-se de uma evolução notável. Quem imaginaria isto há 10 anos, há 5, ou mesmo a 10 de Outubro de 2008? De um ponto de vista histórico e sociológico não tenho a mínima dúvida de que isto se deve sobretudo à acção e visibilidade do movimento LGBT, e à influência europeia e internacional.

 

Foram elas que fizeram com que outros partidos, antes do PS, subscrevessem a agenda do movimento. Fizeram-no antes? Sim, sem dúvida. Agiram bem ao fazê-lo? Sim, sem dúvida (nem eu poderia dizer outra coisa, com as responsabilidades que nisso tive). A razão por que celebro a entrada destas questões no programa do PS é porque é óbvio que é mais fácil a subscrição da agenda LGBT por partidos mais pequenos e mais no extremo do espectro político. Mais fácil não significa menos meritório: significa apenas que o PS, enquanto partido grande e de governo, vê-se confrontado com a necessidade de conciliar interesses e demandas muito diversas e contraditórias – e desde logo no seu interior. Mas era fundamental que a agenda LGBT entrasse na área da governação - da aprovação e aplicação efectiva das políticas - como é fundamental que um partido da esquerda e da democracia assuma que o combate à discriminação e a defesa da igualdade não são negociáveis.


Por Miguel Vale de Almeida | Quinta-feira, 30 Julho , 2009, 11:57

«Por isso, fico estarrecido com afirmações de líderes de movimentos activistas que vêm dizer que vão passar a esconder o facto de serem homossexuais. E ninguém se revolta? Isto é deliberadamente querer introduzir no circuito sangue contaminado. Ética, moral e criminalmente pode ser processado

Esta entrevista é um susto.  O presidente do IPS nem sequer percebe o que está implícito no que está a dizer. Foi contaminado pela homofobia e ainda está em período de janela... (postado originalmente aqui)

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Por João Galamba | Quinta-feira, 30 Julho , 2009, 11:26

Hoje, no jornal i, o presidente do IPS deu mais uma lamentável entrevista onde volta a misturar de forma trapalhona, irresponsável e discriminatória - sim, discriminatória - os conceitos de grupos de risco e comportamentos de risco, retratando os homossexuais como um bando de promíscuos. A entrevista contém várias declarações inaceitáveis, como por exemplo "a experiência também nos diz que relações que em princípio eram totalmente monogâmicas não são tão monogâmicas assim" ou "quando uma pessoa se apresenta assumidamente como homossexual e quer dar sangue, eu interpreto como uma provocação. Quem quer dar sangue não vem com esta atitude".  Gabriel Olim pode dizer as vezes que quiser que não tem qualquer problema com homossexuais, mas quando lhes atribui, por definição, uma liberalidade sexual que os distingue de outros grupos, está objectivamente a discriminar um determinado grupo de pessoas em função da sua orientação sexual. Esta estigmatização colectiva é inaceitável, e um partido que se diz defensor dos direitos dos homossexuais não pode aceitar que uma pessoa que insiste em fazer declarações deste teor continue à frente de um instituto público. O Dr. Gabriel Olim não tem condições para continuar à frente do Instituto Português do Sangue, e devia ser imediatamente demitido.

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