Por Eduardo Pitta | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 16:53

Quando Manuela Moura Guedes foi afastada do Jornal Nacional, Pacheco Pereira protestou. Fez bem. O afastamento da apresentadora era um sinal claro de “asfixia democrática”, disse.

 

A semana passada, o Diário de Notícias divulgou os contornos de uma cabala política, com epicentro na Casa Civil do Presidente da República, visando desacreditar o governo. O assessor responsável (o silêncio do PR cauciona o raciocínio) foi demitido. Pacheco Pereira desafiou o Chefe de Estado a explicar-se antes das eleições. Fez bem. Afinal de contas, o silêncio autoriza as piores suposições. E contaminou a campanha eleitoral.

 

Não contente, Pacheco Pereira descobriu uma Operação Diário de Notícias. O DN é acusado de enfraquecer o Presidente da República e de violar todas as regras do jornalismo: «para obter um efeito político deliberado [o DN] cometeu vários crimes».

 

Não é extraordinário? E eu a pensar que Pacheco Pereira era um defensor acérrimo do tipo de jornalismo que justamente celebrizou Bob Woodward e Carl Bernstein. Enganei-me. Do lado de cá do Atlântico o escrutínio independente é crime. É pena.

 

 


Por Eduardo Pitta | Terça-feira, 22 Setembro , 2009, 00:40

No Jornal da Meia Noite da SIC-Notícias, o único que vi, passam imagens de uma conversa de Maria João Avillez com Mário Crespo, repescada do Jornal das Nove. Maria João Avillez é peremptória: no alegado caso das escutas, Fernando Lima não foi a única fonte do Público. Outro membro da Casa Civil do Presidente da República teria feito a sua parte. Crespo pergunta: «Tem a certeza?» A biógrafa de Cavaco Silva faz voto de confiança nas suas próprias fontes.

 

Isto serviu para quê? Para tentar ilibar Cavaco? Ou para dar da Casa Civil do PR a imagem de uma caterva de alcoviteiros?

 

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Por João Galamba | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 20:34

Ricardo Costa diz que não percebe a razão da presidência não ter desmentido esta história em Agosto. Pois eu não percebo a dúvida de Ricardo Costa:  porque haveria a própria presidência de desmentir uma história que ela própria criou? Já agora, também não percebo como é que Ricardo Costa insiste em falar da seriedade e da credibilidade política de Cavaco Silva sem corar. Aliás, eu não percebo muita coisa e gostava mesmo que o presidente não se limitasse a criar um bode expiatório e desse, de uma vez por todas, explicações cabais sobre este caso. Mas isso sou eu que sou histérico e vejo crises onde só existem abalozinhos. É isto. não é?


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