Por Bruno Reis | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 14:34

IMAGEM: www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com

 

Os nossos amigos do PSD resolveram colocar dois textos demoradamente dizendo que falar hoje de Salazarismo e Salazarentos em relação a um(a) adversári@ polític@ é uma prova de grave falta de cultura democrática,  uma tentativa de conquistar o voto dos cidadãos assustando-os como se fossem criancinhas.

 

Só é pena que estes textos publicadas por duas pessoas que aprecio – o Nuno Gouveia e o Miguel Morgadonão tenham sortido efeito no Carlos Botelho que publicou (até ver) nada mais, nada menos do que 17 postes (!!!!!!) no blogue de apoio ao PSD (que partilha com os ilustres citados) a acusar Sócrates de salazarismo. Não notaram? Não tem o dito Carlos Botelho nada a dizer a respeito deste crítica violenta de que foi alvo? Não têm NG e MM nada a acrescentar em vista deste facto algo paradoxal? 

 


Por Sofia Loureiro dos Santos | Sábado, 19 Setembro , 2009, 12:19

 

A uma semana das eleições os dois maiores partidos mantém as hipóteses de as vencer. As últimas sondagens têm resultados algo díspares mas, no essencial, mostram o PS ligeiramente à frente do PSD e o BE como terceira força política.

 

A uma semana das eleições nota-se, no entanto, o desespero de quem não conseguiu aproveitar a onda dos resultados das europeias. A campanha a que assistimos, em que  todos os partidos se uniram com o objectivo de derrotar o PS e José Sócrates, tem penalizado predominantemente o PSD. Manuela Ferreira Leite e os seus conselheiros parecem não entender que as suspeições e as insinuações fazem pior à democracia e à credibilidade de quem as alimenta do que os melhores currículos académicos, as mais rígidas e austeras posturas, os maiores protestos de verdade e de rigor.

 


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sexta-feira, 18 Setembro , 2009, 12:06

O que o DN hoje noticia, a confirmar-se, representa a maior crise institucional da democracia portuguesa. O conluio entre o principal assessor de Cavaco Silva e o jornal Público demonstra a espantosa virulência das várias campanhas sujas de que o PS tem sido alvo, numa escala nunca vista.

 

Asfixia democráticaNeste contexto, a proximidade de Belém com o actual PSD suscita as maiores suspeitas em relação ao desequilíbrio institucional que o DN confirma no círculo de confiança do PR, que claramente se orientou por servir a agenda de um partido. Quanto ao Público, previsivelmente, deixou a partir de hoje de ser um jornal de referência no panorama nacional enquanto se mantiver a actual direcção.

 

Enquanto o país aguarda uma acção do PR, e não uma mera declaração, fica a certeza de que só o reforço do PS pode impedir a tomada do poder por quem o disputa na cave da democracia.


Por João Galamba | Domingo, 13 Setembro , 2009, 02:09

A líder do PSD estão tão segura da sua superioridade em relação a Sócrates que acha que pode dizer tudo, que ninguém lhe liga, que as palavras não têm importância. E hoje saiu-lhe algo mais ou menos assim: "veja lá se controla os seus camaradas que, juntamente com autarcas espanhóis, andam a fazer manifestações e petições para me pressionar sobre o TGV. Eu não gosto disso". Aparentemente, Ferreira Leite acha que isto é normal, que foi só uma frase, que não importa. Como está a críticar José Sócrates — uma vil criatura, um trafulha —, e como, afinal,  Ferreira Leite "É" Ferreira Leite, está tudo bem. Inexplicavelmente, tudo se vai desculpando a Ferreira Leite. Mas há limites. Tem de haver limites.

 

Dizem-nos que Ferreira Leite é um desastre comunicativo. Dizem-nos que, mais do que as declarações públicas, interessa a pessoa, o carácter, a seriedade de Ferreira Leite. Mas estas qualidades não podem ser pressupostas. Em algum momento do tempo, Ferreira Leite terá de ser confrontada com as suas palavras, com, digamos, a sua existência empírica — aquilo que vai dizendo e fazendo. E Ferreira Leite hoje disse uma coisa inadmissível em democracia. Asfixia democrática? Tenham pudor.


Por Irene Pimentel | Sexta-feira, 21 Agosto , 2009, 23:03

 

 
Não assisti à entrevista de Manuela Ferreira Leite, mas li hoje na imprensa que a senhora que se está a candidatar a chefe do governo de Portugal, e que até já ganhou as eleições (pelo que afirma), diz que se está a viver um clima «de asfixia democrática», em que «as pessoas têm medo de se pronunciar contra o Governo porque têm medo de retaliações» e que o «sentimento e o clima que existem no pais é de que as pessoas estão a ser controladas», além de que, desde «o 25 de Abril (PREC incluído, digo eu), só com este Governo é que existe a ideia de retaliação» (Público, 21 de Agosto de 1009, p.4).
Peço que a putativa “futura primeira-ministra” de Portugal dê exemplos do que afirma, porque, não tendo dado pela terrível situação referida, não deixo de me preocupar que, até 27/9/2009, se possa estar a viver a uma situação parecida com a que se viveu no nosso País até 25 de Abril de 1974.
Declaração de interesse (s): pessoalmente, abominei o que se passou até Abril de 1974 e faço questão que não se repita. Caso contrário – se não der os exemplos pedidos – poderei pensar que, com comparações abusivas, Manuela Ferreira Leite estará a relativizar situações de falta de liberdade, o que – sabe-se há muito, pela História – não é a melhor arma contra potenciais futuros ataques à democracia. E não qualifico de burguesa (a democracia), porque não conheço outra.

Por João Galamba | Sexta-feira, 07 Agosto , 2009, 01:33

Em resposta a este meu post, o Rodrigo Adão da Fonseca escreveu:

 

"É perfeitamente possível ser-se "democrata" e aspirar a um papel secundário do Parlamento. Aliás, em Portugal, o Parlamento tem vindo claramente enquanto instituição a perder o respeito dos eleitores, por contraposição ao Presidente da República que é no nosso quadro democrático a figura mais respeitada (...) tenho de aceitar que no quadro da democracia portuguesa, é na instituição "Presidente da República" que reside, actualmente, a dignidade e a garantia do Regime. E é essa a opinião, também, da maioria dos portugueses. Julgo até que seria bastante positivo que no próximo ciclo político houvesse uma forte aproximação entre o Presidente da República e o Governo, não apenas uma "cooperação estratégica", mas uma forte cumplicidade institucional e pessoal entre ambos, a bem do país e da coesão necessária para enfrentar as difculdades que se avizinham"

 

O Rodrigo Adão da Fonseca confunde popularidade do presidente da república com apoio ao presidencialismo ou apoio ao reforço dos poderes presidenciais. Será que nunca lhe ocorreu pensar qual a razão que leva os portugueses a gostar tanto dos nossos presidentes? Deixo-lhe aqui uma pista: ausência de poder executivo. E, já agora, uma aposta: no dia em que Portugal tenha um regime presidencialista, a popularidade de um presidente abandona os níveis de embevecimento actuais. É certinho como o destino.


Ver mais... )

Por João Galamba | Quinta-feira, 06 Agosto , 2009, 01:31

Os apoiantes de Ferreira Leite podem aplaudir a lista apresentada pelo PSD. Também podem dizer que é decepcionante — a crítica não é incompatível o estatuto de apoiante. O que não podem é dizer que é irrelevante e escrever, como o João Gonçalves, assumindo o papel de vanguarda (iluminada, claro) da plebe: "Experimente perguntar às pessoas fora deste circuito mediático-intelectual em que todos nós mais ou menos navegamos, o que é que as pessoas pensam do Parlamento e da deputação nacional". Defender que as listas (e o programa) são irrelevantes porque "o povo está-se nas tintas para essas coisas",  é todo um programa. E é um programa que qualquer democrata tem a obrigação de repudiar de forma veemente. Aqui não há a posição do partido A ou B: para um democrata, certas instituições são sagradas. A pergunta que a Sofia deixou ao João Gonçalves (e a todos que pensam como ele), é fundamental:  "Se descrê do regime, porque pactua activamente?"

 

Antecipando uma crítica: os ironistas e os cínicos vêem em toda a reacção apaixonada um exemplo de histeria.  Mas, para um democrata, o compromisso para com as instituições constitutivas da vida democrática não é compatível com ironia ou com cinismo para com essas mesmas instituições. Sei que o João Gonçalves gosta muito de Richard Rorty e de Peter Sloterdjik; tenho a certeza que nunca os entendeu.


Por Sofia Loureiro dos Santos | Quarta-feira, 05 Agosto , 2009, 21:26

 

As próximas eleições são para a Assembleia da República. Na nossa democracia representativa os partidos apresentam os seus candidatos, filiados ou simpatizantes, aqueles que os dirigentes partidários julgam mais capazes de defender os interesses e os projectos do seu partido.

 

Pode discutir-se a reforma do sistema eleitoral, a representatividade dos partidos, a obrigatoriedade do voto. Podemos ser mais idealistas, pensando que é apenas o interesse dos cidadãos que importa aos dirigentes partidários. Podemos ser mais cínicos, achando que há muito mais interesse pessoal que público, corporativo, económico, etc. Podemos balançar entre estes dois extremos, aplaudindo uns e desiludindo-nos com outros.

 

Mas não me parece aceitável que alguém que apoie um partido concorrente a estas eleições parlamentares escarneça da importância do parlamento, o defina como uma excrescência desnecessária, transformando os anseios e os problemas dos eleitores, da tal sociedade civil que se agrupa, que faz campanha, que debate, numa imensa brincadeira de mau gosto. Mesmo sabendo que há muitos deputados incumpridores, faltosos, oportunistas, venais, há muitos que levam a sério os seus mandatos.

 


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