Por Palmira F. Silva | Terça-feira, 04 Agosto , 2009, 14:57

Nos comentários ao post «In Rasgo Veritas», quer no SIMplex quer na jugular, tive oportunidade de reviver o passado e apreciar argumentos análogos aos que ouvi há mais de 15 anos quando tentava explicar aos nossos empresários por que deviam apostar na integração de mão de obra altamente qualificada nos quadros das suas empresas. Que teriam de pagar muito mais a um doutor ou mestre e isso retiraria emprego aos mais necessitados, que esses doutores poderiam saber muito teorica e tecnicamente mas o que interessava era a prática e para isso servia qualquer engenheiro técnico, sem os «vícios» (?)  da Universidade e com a subserviência aos seus superiores que um doutor nunca  teria. Por outro lado, argumentavam, quem nos garante que vamos ter retorno do investimento nesses doutores e mestres? A sua contratação seria um risco que as empresas não podiam, responsavelmente, assumir.

 


Por Bruno Reis | Terça-feira, 28 Julho , 2009, 12:04

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Rodrigo Adão da Fonseca em dose dupla e ainda dizendo mais o Paulo Marcelo resolveram responder ao que apelidam de deslumbramento tecnológico do PS.

 

Vale a pena responder a estes postes pelo que têm de revelador relativamente às alternativas de governo com que nos deparamos.

 

Paulo Marcelo oferece-nos esta pérola de política verdadeira: Como explicou o Rodrigo Adão da Fonseca, os erros socialistas neste campo são os habituais. Por um lado, pensar que deve ser o Estado, e não as empresas em livre concorrência, a comandar todo o investimento em novas tecnologias. Ou a literacia anda fraca por esses lados, ou isto é uma mentira das grossas. Alguém no SIMplex ou no programa do PS defendeu que o Estado deve “comandar todo o investimento em novas tecnologias”? Quanto a política de verdade e propaganda estamos conversados.

 


Por João Galamba | Terça-feira, 28 Julho , 2009, 11:40

«I am a  member of no political party. I vote – if I have to vote – for the party which is likely to do the least harm

 

Michael Oakeshott, citado por Nuno Miguel Guedes

 

Os conservadores adoram Oakeshott - adoram a sua elegância e depuração estilística, a sua moderação, o seu anti-aventureirismo. Mas a citação de Oakeshott tem um problema; aliás, é o conservadorismo em geral que me parece assentar num equívoco, sobretudo quando este se apresenta como uma disposição a-histórica e indiferente à apreciação da realidade concreta. Os conservadores tendem a considerar que só a mudança deliberada comporta risco e incerteza, esquecendo-se que a realidade na qual vivemos não é um dado adquirido e que, por isso mesmo, tanto a acção como a inacção são formas de intervir numa realidade em permanente mutação. Neste caso concreto, parece-me que o Nuno desvaloriza a realidade em que vivemos e parte de um conceito a-histórico de "harm", pois ignora todos os riscos associados ao não-fazer. Dir-me-ão: mas o conservador é prudente e corre menos riscos. Em geral, até pode ser verdade. Mas, no contexto actual, a prudência não é necessariamente uma forma de minimizar riscos; é apenas uma forma de não correr certos riscos, ignorando outros.


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