Por Eduardo Graça | Quarta-feira, 16 Setembro , 2009, 10:20

Hoje, em Espanha, três destaques, três: la candidata Manuela Ferreira Leite, Cristiano Ronaldo e Durão Barroso. Dos três, Manuela desiste! Cristiano marcou! Barroso luta! Manuela “acusó a "los españoles" de intromisión en la política portuguesa, y proclamó que Portugal "no es una provincia de España". El motivo es la construcción de la red ferroviaria de Alta Velocidad acordada por los dos Gobiernos y que conectará Madrid con Lisboa en 2 horas y 45 minutos a precios competitivos con el avión.”; "Cristiano Ronaldo, que en media hora descorchó al Zúrich con versos de su repertório"; "El infatigable José Manuel Durão Barroso redobló ayer sus gestos y promesas especialmente en materias sociales en un último esfuerzo para convencer a los eurodiputados socialistas y verdes para que le voten hoy para un segundo mandato de cinco años al frente de la Comisión Europea."


Por Ana Paula Fitas | Segunda-feira, 14 Setembro , 2009, 13:06

Ainda nem foi a votos e já despertou uma crise que pode ter impacto internacional... trata-se de Manuela Ferreira Leite, claro! A líder do PSD, escudada num nacionalismo bacoco que pretende justificar-se com custos e benefícios para o país, decidiu investir contra um acordo de Estados, causando perplexidades e declarações públicas do Ministro do Fomento e das autoridades regionais extremenhas de Espanha que deixaram claro não poder vir a confiar num Estado que rompe unilateralmente com os acordos, a palavra e a cooperação. Como se não bastasse, a artificial polémica sobre o TGV (que o PSD defendeu e de que não prescindiria se fosse Governo) implica, no caso da desistência nacional deste investimento no calendário previsto, uma perda de 333 milhões de euros para Portugal... e assim cai por terra mais um dos argumentos da senhora que insiste em querer liderar o Governo de um país que não tem estrutura económico-social para falhar investimentos desta ordem à conta de "gaffes" e irreponsabilidades cujos efeitos nem do ponto de vista político são acautelados. Envergonhados devem também ficar muitos dos jornalistas da "nossa praça" que se têm empenhado, na campanha eleitoral em curso, em construir de Manuela Ferreira Leite uma imagem em tudo contrária ao que a mais simples observação do senso comum constata... enfim... cada um olha e vê o mundo com a côr das lentes que se lhe assemelha conveniente... o que é inegável é que não se vislumbram, entre parte significativa da comunicação social e no maior partido da oposição, efectivos sinais de preocupação com o interesse nacional. É pena!


Por Bruno Reis | Sexta-feira, 04 Setembro , 2009, 16:06

Se houve pressão política sobre a TVI para afastar Manuela Moura Guedes ela é intolerável. Mas não menos intolerável é fazer acusações desse tipo sem provas.

 

Mas talvez o João Caetano Dias que tem tão boa memória me possa fazer o favor de recordar do seguinte: quando Marcelo Rebeldo de Sousa foi afastado da TVI alegando pressões nunca cabalmente desmentidas qual foi a reacção da Direcção de Informação da TVI? Demitiu-se alegando pressão política intolerável? Ou permaneceu em funções? Será que a pressão do PSD é tolerável, quiçá até agradável?

 

Sócrates pode ser muitas coisas, mas burro não me parece que seja algo de que mesmo os seus piores inimigos o acusam (pelo contrário aparece como um maquiavélico príncepe). Se quisesse afastar MMG a última coisa que devia ter feito era aparecer publicamente a denunciar o seu programa. Já MMG se queria garantir que nunca seria afastada do ar teria apenas de assumir uma agenda anti-PS que tornaria o fim do seu programa uma bomba política.

 

MMG não pode ser alvo de censura, mas pode ser censurada (no sentido de criticada). O seu Jornal da Noite era segundo as palavras da próprio um programa que assumiu como missão criticar sistematicamente o governo PS (e não acrescentou todos os partidos e todas as instituições de Portugal). Em qualquer país democrático normal, com uma saudável tradição de rigor jornalístico, isso seria suficiente para acabar com um programa que disfarçado de informação fazia opinião política completamente parcial. O jornalismo não deve ser nem a favor, nem contra ninguém. Deve informar criticamente sobre tudo e sobre todos. Este oposicionismo pueril de quem nunca se levantou contra a Censura no tempo do Estado Novo (onde estava então Manuela Ferreira Leite?) é um das heranças do tempo da ditadura que mais tempo demorou a passar.

 

Solução? Que a TVI passe a dar a MMG espaço para um programa de comentário político assumido. Ou seja, chame os bois ou as vacas (em sentido figurado) pelos nomes.


Por Paulo Ferreira | Quinta-feira, 03 Setembro , 2009, 11:16

No negócio da comunicação social, quer na área de informação quer na área de "variedades", são disponibilizados muitos palcos e dado amplo destaque a Pacheco Pereira.Este responde com desempenhos a preceito em prol das audiências.É uma espécie de estrela "Big Show SIC" recauchutada!

As intervenções de Pacheco Pereira, tendenciosas e manipuladoras, saturadas de ódio e despeito, sempre mascaradas com pudor, recheadas de hipocrisia e impregnadas de vitimização, parecem mesmo dum menino reguila e traquina que com a carinha mais inocente do mundo sorri para os outros enquanto faz "o seu serviço nojento"...

 

 


Por João Paulo Pedrosa | Terça-feira, 01 Setembro , 2009, 12:40

 

 

Os modelos tradicionais de campanha eleitoral e o modo como funcionam os partidos políticos estão totalmente datados. Todavia, uma coisa é a emergência de novas formas de fazer política, outra coisa é a total incapacidade de lidar com as actuais.

Com efeito, MFL declarou hoje que não vai fazer comícios, vai fazer sessões de esclarecimento, como se nuns estivesse o pecado e noutras a virtude. Ora, justamente, todos sabemos que comícios, arruadas programadas, visitas institucionais, palestras temáticas e sessões de esclarecimento são tudo a mesma coisa, ou seja, iniciativas públicas preparadas e programadas para servirem de base à transmissão de determinadas mensagens políticas.

 

Portanto, em bom rigor, MFL não faz comícios porque o modelo da iniciativa lhe é adverso e a sua prestação seria um desastre comunicacional total. MFL não tem nenhuma das características políticas dos líderes partidários, não é boa oradora (expressa-se mal, nas palavras de Pacheco Pereira) e tem grande repulsa em contactar com as pessoas. O seu modelo de comunicação política é, pois, o da antiga Telescola.

 

É que, de facto, a exigência de um comício não é compaginável com uma sala programada de fiéis ouvintes, onde se lê um texto e se expressa uma determinada mensagem política com o fim exclusivo de servir os 5 mn do telejornal da noite. Paulo Portas e, em parte, Louçã têm sido eficazes nesse modelo e Ferreira Leite quer, agora, seguir-lhes o rasto.

 

Portanto, só o PS e o PCP arriscam (e vão continuar a arriscar) nesta forma de comunicação política, mais improvisada, mais solta, mais emotiva e também mais sujeita à análise dos órgãos de comunicação social e ao livre escrutínio do público, mas como não é previsível podermos contar com a mediação da comunicação social, num tempo em que todos os partidos e todas as mensagens têm o mesmo valor no espaço comunicacional, o modelo dos directos tem, em consequência, muito maior alcance e eficácia eleitoral. Quando uma estação de televisão dá a mesma importância e o mesmo espaço noticioso quer a uma visita de Paulo Portas a uma feira, quer à mobilização de 10 mil pessoas para um comício do PCP no Pavilhão do Atlântico, por exemplo, a política está mesmo reduzida à Telescola. Convém não facilitar…


Por Vera Santana | Quarta-feira, 26 Agosto , 2009, 12:36

 

 

Defendem os autores da "Pragmática da Comunicação" que não existe não comunicação. Tudo é passível de ser interpretado, tudo é escolhido em função da interpretação que se quer que os outros tenham.

 

Um silêncio não é não comunicação mas sim comunicar que se não quer comunicar. Do mesmo modo, a gravata azul de José Sócrates não é ingénua, como o não é o colar de pérolas de Manuela Ferreira Leite. Significam respectivamente que o primeiro é homem e que a segunda é mulher. Significam muitas outras coisas mais.

 

Para além da comunicação imediata e imagética há os programas, as cosmovisões e, mais para além, o que queremos para o nosso País. Podemos fazer toda a semiologia da imagem, do discurso, do tom de voz e dos gestos mas atentemos, como aqui no SIMpleX se tem feito, aos programas políticos e aos seus efeitos.

 

Todos nós sabemos isto. Apeteceu-me relembrá-lo a mim mesma . . .


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