Por Tiago Julião Neves | Sábado, 19 Setembro , 2009, 19:36

É fundamental reconhecer a relação entre os limites do crescimento económico e a capacidade de regeneração do planeta, resistindo à quimera da sacralização da tecnologia. Este momento é decisivo e existe um sério risco de destabilizarmos definitivamente o conjunto de equilíbrios complexos que regem a vida na terra.

 

Necessitamos de uma gestão sensível e cautelosa que evite ilusões sobre:

-        A capacidade de carga do planeta;

-        A devastação causada pelo Homem;

-        O potencial regenerador da tecnologia;

-        O custo de adiar o combate às alterações climáticas.

O Relatório Stern e o IPPC fornecem ampla informação sobre estes aspectos, abordados também na revisão dos 30 anos do icónico "Limits to Growth".

 

 


Por Tiago Julião Neves | Sábado, 19 Setembro , 2009, 00:37

“Current trends in energy supply and consumption are patently unsustainable – environmentally, economically and socially – they can and must be altered”.

 

A frase não é de um ecologista radical, mas do director executivo da Agência Internacional de Energia no lançamento do World Energy Outlook 2008. Nobuo Tanaka e a publicação de referência da AIE anunciam o que muitos sabem, mas poucos parecem aceitar, que o tempo do desperdício energético está a chegar ao fim.

 

O crescimento económico e demográfico das economias emergentes, da Índia ao Brasil, agravou a pressão sobre recursos cada vez mais escassos e fez disparar a procura mundial de energia. A oferta responde e na China o crescimento anual da produção de electricidade apenas, equivale a inaugurar duas centrais por semana.


 



Por Palmira F. Silva | Terça-feira, 08 Setembro , 2009, 11:34

De acordo com um press release da Eurostat divulgado hoje, a inovação em Portugal cresceu mais que a média da UE nos últimos 5 anos, em particular nas PMEs. Numa altura em que tantos acordaram para a realidade do tecido empresarial nacional e rasgam vestes em prime time em defesa das PMEs, importa perceber que é necessário continuar as políticas do presente governo em relação a ID&D e inovação. Só assim estas podem crescer de forma sustentada e competitiva.

 

Por outras palavras, o que escrevi no DE sobre energias renováveis pode ser aplicado ipsis verbis para o que o Eurostat confirma: ID&D e inovação devem ser prioridades do programa de qualquer partido que pretenda governar o país e apostar no futuro. Ao ler os programas dos principais partidos, é fácil verificar que apenas um deles assume esse desígnio.


Por Simplex | Terça-feira, 08 Setembro , 2009, 09:29

[Depoimento de Pedro U. Lima *]

 

Lembro-me de, adolescente, no meio de discussões políticas mais ou menos inflamadas com os meus amigos – faço notar que fui adolescente na segunda metade dos anos 70 em Portugal – sempre defender que o grande problema de Portugal era o enorme atraso do nosso povo, em termos de formação e literacia, relativamente aos outros países da Europa (Ocidental e Oriental). Certamente terei registado algumas alterações das minhas posições políticas de então para cá, mas esse princípio básico continuou sempre a ser o que mais as influenciou. Naturalmente, sempre me interessei por saber o que defendiam os vários partidos relativamente à Educação (básica, secundária e superior) e, em anos mais recentes, quando o Partido Socialista trouxe a Ciência para o primeiro plano, pela Investigação e Inovação.

 

Evidentemente, outras áreas são certamente fundamentais, como a Saúde, a Justiça ou as Finanças, mas para mim a aposta na Educação é a mais fundamental das apostas nacionais. O nosso atraso, em termos de percentagem de licenciados, ou de número de jovens que concluem o ensino secundário, ou da simples capacidade de preencher um formulário, é tão grande, que muitos dos nossos perenes problemas têm nele profundas raízes: a dependência do Estado para resolver os problemas através de subsídios,  o mau funcionamento generalizado das repartições públicas (e de muitas instituições privadas), a baixa eficácia dos nossos trabalhadores, a falta de visão dos nossos empresários, a bur(r)ocracia reinante, o baixo nível cultural da população, a valorização da imagem relativamente ao saber, televisões com programação de nível rasteiro, e muitos outros. Como consequência, a Justiça não funciona, a Saúde tem problemas básicos, o país não tem saúde financeira, porque não produz o suficiente, nem inova para competir e ser melhor que os outros países de nível de riqueza semelhante.

 

 

Tanto quanto é do meu conhecimento, o actual governo foi, desde o 25 de Abril, o primeiro a colocar a Ciência, a Inovação, e a Educação, como a prioridade número 1 de Portugal. Reduziu-se o orçamento de todos os outros ministérios para aumentar o da Ciência. Floresceram o empreendedorismo e as empresas tecnológicas inovadoras (não apenas as que compram feito para vender e fazer lucro – típicas fontes de milionários portugueses ao longo dos tempos), aumentaram as bolsas de estudo universitárias, os doutorados contratados nas universidades (muitos deles, como aliás os bolseiros, provenientes do estrangeiro, de onde foram atraídos para Portugal), reformou-se de forma profunda e avançada o sistema de ensino universitário, procurou-se – ainda que com grandes resistências corporativas – fazer o mesmo no básico e secundário.

 

 

Prosseguir esta caminhada, não a deixar retroceder, é um imperativo nacional. São apostas a médio e longo prazo, cujo impacto não se vê ao fim nem de uma nem de duas ou três legislaturas, mas que acabarão por ser fundamentais para mudar a cara do país e fazer das suas gentes um povo culto, que sabe resolver os problemas básicos, ter iniciativa e pensar pela sua cabeça, que prefere governantes que decidem sobre assuntos fundamentais com bases científicas e não em função de “impressões” ou referendos de ocasião. Não vejo mais nenhum partido que coloque a Ciência e a Inovação, a par da Educação, como prioridade nacional. Isso basta-me para ultrapassar um ou outro erro de governação, ou execução de medidas, e para não ter dúvidas sobre em quem votar nas próximas Legislativas.

 

 

* Pedro U. Lima

Professor no Instituto Superior Técnico

Investigador no Instituto de Sistemas e Robótica

 


Por Palmira F. Silva | Quinta-feira, 03 Setembro , 2009, 13:50

As tecnologias associadas às energias renováveis serão as próximas indústrias globais, ultrapassando muito provavelmente as tecnologias da informação daqui a uns anos. Os países que mais apostarem em investigação nessa área, hoje, disporão de uma vantagem estratégica num futuro próximo. Reforçar os recursos afectos a I&D no sector energético e assegurar a sua forte conexão com o sistema económico, como se compromete no programa o PS, é fundamental na visão energética a longo prazo de que o país necessita.

 

De facto, recentemente este jornal transmitia o aviso da Agência Internacional de Energia de que se está a atingir a capacidade máxima da produção de petróleo, ou seja, que uma "catastrófica crise energética" ameaça a retoma da economia mundial. Em Portugal, este aviso assume contornos preocupantes devido à nossa dependência energética do exterior, preocupação confirmada na recente crise petrolífera que demonstrou a vulnerabilidade da nossa economia em relação ao petróleo e a urgência na alteração do paradigma energético nacional.

 

Investir na produção de energia, em especial nas renováveis, deve ser prioridade do programa de qualquer partido que pretenda governar o país e apostar no futuro. Ao ler os programas dos principais partidos, é fácil verificar que apenas um deles assume esse desígnio.

 

Hoje, no Diário Económico.


Por Simplex | Quarta-feira, 02 Setembro , 2009, 15:23

Many forms of Government have been tried, and will be tried in this world of sin and woe. No one pretends that democracy is perfect or all-wise. Indeed, it has been said that democracy is the worst form of Government except all those other forms that have been tried from time to time. Esta é uma citação muito conhecida, sobretudo a parte final, de um discurso de Winston Churchill, na Câmara dos Comuns, em 1947. E recordo-a com alguma frequência nos momentos de votar, ao optar por aquela que é a pior opção, com a excepção de todas as outras. E é por isso que, no dia 27, vou votar no PS.
 

Cínico? Não, realista. Foram poucas as vezes que votei convicto de que era mesmo aquele partido/líder ou aquela pessoa que queria ver no governo ou na presidência. Se muitas vezes me apeteceu o voto de protesto, acabei sempre por votar com a cabeça fria.
Votar branco ou abster-me, não é solução. É como partir o meu voto em partes, na proporção dos demais votantes, dando um pouco a cada um, PS, PSD, PCP, BE, CDS, … Ou seja, dando parte do meu voto também a partidos nos quais não quero votar.
 

E votar com a cabeça fria significa também fazer um esforço de memória. O que o governo em funções fez é recente e está mais presente na nossa memória. E é natural que, para além de já se ter esquecido os erros da oposição quando esteve no governo, se pense que os tempos são outros, as lideranças também e que desta vez... Mas vale a pena fazer um esforço para recordar os governos do PSD, com ou sem o CDS, e a sua líder quando Ministra das Finanças ou da Educação.
  


Por Palmira F. Silva | Sábado, 29 Agosto , 2009, 10:53



Logo na sua prioridade máxima, a economia, podemos ler no programa do PSD um ponto 15 referente a energia. Este ponto, tirando as políticas energéticas do actual governo que prometem continuar (estas aparentemente não rasgam nem repudiam), é um conjunto vazio de propostas em que se debitam uma série de termos que estão no ouvido do eleitorado, alguns em sintaxes que me deixam perplexa, outros, como os biocombustíveis, que espero sinceramente sejam apenas buzz words lançadas inconsequentemente.

 

Tal como no resto do programa, parece-me no entanto que o PSD, por uma razão que não percebo nem vem inscrita em nenhum lado, considera que o facto de ser governo seria q.b. para que os cidadãos, e em particular as empresas privadas, alterassem drasticamente os comportamentos. Por isso, considera não ser necessário apresentar qualquer proposta nem linha de acção concretas num programa que assume que o futuro do país assenta exclusivamente na mão da iniciativa privada que, num passe de mágica, só porque o PSD é governo, vai fazer milagres por motu proprio.

 


Por Palmira F. Silva | Domingo, 23 Agosto , 2009, 11:05

O Tiago apresenta no seu último post algumas razões que explicam porque é necessário investir em energias alternativas, um tema recorrente no SIMplex. Em particular, explica a relevância das centrais fotovoltaicas de Serpa e da Amareleja (as maiores do mundo), que  «extravasa em muito a relevância da energia efectivamente aí produzida: são projectos de marketing nacional que colocam Portugal no mapa das energias renováveis e na linha da frente de um sector que movimenta biliões de euros e cresce a um ritmo exponencial». 

 

Na realidade, a importância destas centrais é muito maior. Por um lado, os custos de uma forma de energia, como o Tiago exemplificou com a nuclear, é muitas vezes uma questão política. No caso da energia solar. o fraco investimento estatal no sector até há bom pouco tempo - o que, para além de subsídios à produção, inclui também financiamento de investigação - determinava preços mais elevados, como veremos ao longo do artigo.  Mas não é despiciendo o facto de que um dos factores determinantes no abaixamento dos preços deste tipo de energia, um dos factores limitantes na sua utilização, é o aumento da procura que ajuda as indústrias a ultrapassarem a massa crítica no mercado de energia. De facto,  a duplicação da capacidade fotovoltaica instalada tem sido acompanhada de uma redução nos custos de produção de cerca de 35%, quase o dobro do que se tem verificado para as tecnologias eólicas. E projectos como os referidos, pela visibilidade que apresentam, são muito importantes.

 


Por Palmira F. Silva | Quinta-feira, 20 Agosto , 2009, 11:47

Considero sempre muito interessantes as tentativas de exportação do léxico científico para o léxico do quotidiano. Infelizmente, estas são demasiadas vezes abusivas, em jeito de argumento de autoridade que valide as conclusões ou objectivos em causa, em particular quando são «forças» (ou a mecânica quântica) que estão na berlinda. Assim, nos últimos tempos temos assistido a um proliferar de forças espúrias,  desde «quintas forças» variadas a «forças vitais», «magnéticas» ou da «atracção», com charlatães sortidos a apropriarem-se da linguagem da Física para vender os maiores disparates, alguns dos quais eu, o Carlos Fiolhais e o Jorge Buescu, nos temos entretido nos últimos anos a desmontar no De Rerum Natura.

 

Tudo isto a propósito da edição de hoje do Diário Económico, na qual Sofia Vala Rocha utiliza metaforicamente as «leis» da Física para tentar mostrar que o «vector» Estado não tem «força» suficiente para alterar o estado de repouso da nossa economia. Para além de alguns detalhes que estragam a analogia,  pensando que se está falar no spin económico, importaria falar não em força «bruta» mas sim no momento da força. Ou seja, seria importante discutir o(s) ponto(s) onde se aplicaria essa força (ou o vector Estado) - eu, por exemplo, considero que são fulcrais os pontos que referi nas páginas do mesmo periódico - e, dadas as conclusões, não percebi se foi isso que a Sofia tentou fazer. Como também não percebi o que pretende com o penúltimo parágrafo, que me parece não fazer sentido no referencial inercial do texto.

 

Porque, acima de tudo, a autora esquece que, desde meados do século XIX, mais concretamente desde 1851, data em que o físico francês Jean Baptiste Leon Foucault  idealizou e montou um dos pêndulos que tem o seu nome na abóbada do Panthéon, em Paris, se sabe que a Terra é um referencial não inercial. E que só são válidas em referenciais inerciais as tais «mais elementares leis da física» de que fala, que são apenas as três leis, da física clássica, formuladas por Newton nos seus Principia. Assim, contrariamente ao que pensa, nem a física se restringe à física clássica nem os referenciais se esgotam nos de inércia. Mas, aparentemente, a inércia é o único referencial para o PSD...


Por Palmira F. Silva | Sexta-feira, 07 Agosto , 2009, 15:10

 

Em Abril, o The Economist recomendava para Portugal um investimento na qualificação da mão-de-obra. Que as políticas nacionais devem ter a tecnologia e a inovação no seu centro estratégico, foi o conselho de Charles Wessner, que veio em Julho ao Porto explicar que a crise internacional só pode ser superada com o auxílio das universidades.


Estas intervenções recentes são análogas a muitas outras a que temos assistido ao longo dos anos, concordantes no diagnóstico e na terapia, aumentar a competitividade reformando o tecido produtivo e qualificando a mão-de-obra. Esta terapia, como explicou o conselheiro de Obama, passa necessariamente pelas universidades, em particular pelas escolas públicas de ciência e tecnologia que são incubadoras da inovação e empreendedorismo que urgem em Portugal.


Mas parece que nem todos os nossos políticos estão conscientes de que é necessário assegurar as condições para que estas escolas possam preparar os seus alunos para responderem aos desafios de uma nova era, em que a tecnologia e a inovação são determinantes na competitividade. Há quem viva num país das maravilhas, onde basta dizer que é prioritário aumentar a competividade e tudo se compõe num passe de mágica, sem esforço nem investimento.


De facto, se o programa do PS indica que aprenderam com os erros dos últimos anos, a antevisão do programa do PSD é deveras preocupante. Em relação ao primeiro, para além do reconhecimento de que não se pode investir apenas em ciência e desinvestir no ensino superior, a página 23 parece um mea culpa que promete livrar-nos do insustentável peso burocrático que o Código dos Contratos Públicos acarretou para as universidades.


Já as linhas gerais do programa eleitoral do PSD são intrigantes. O último ponto, sobre educação, indica que, para o PSD, esta se resume ao ensino básico e secundário. Mas, realmente mistificante é o ponto sobre políticas económicas, do qual transparece que melhorar a competitividade das empresas é, simultaneamente, premissa, meio e objectivo central. Em nenhum ponto ou preâmbulo se explica como, apenas que importa romper com políticas que «atiram dinheiro para cima dos problemas, endividando ainda mais o País». O que, aplicado ao ensino superior, inovação ou tecnologia, é catastrófico. Porque, não tenhamos ilusões, a economia global em que competimos só tem correspondência com o clássico de Lewis Carroll no excerto que por acaso deu nome a uma teoria científica: «É preciso correr o máximo possível, para permanecermos no mesmo sítio». Assim, rasgar, romper ou nada fazer é receita certa para ficar para trás.

 

(artigo publicado no Diário Económico)


Por Palmira F. Silva | Quinta-feira, 06 Agosto , 2009, 23:47

As estimativas da evolução das necessidades energéticas globais e da fatia assegurada pelos combustíveis fósseis mais conservadoras deveriam ser suficientes para que todos percebessemos que as energias renováveis serão as próximas indústrias globais, ultrapassando muito provavelmente as tecnologias da informação daqui a alguns (poucos) anos. Ou seja, se não existem ainda respostas absolutas sobre o que será o novo paradigma energético, há a certeza que o actual, assente nos combustíveis fósseis, não chega para as encomendas.

 

Por todas estas razões e mais aquelas que o Gonçalo aponta, os países que mais investirem agora em fontes energéticas alternativas beneficiarão de uma vantagem estratégica no futuro próximo, facto a que os nossos dirigentes políticos deveriam estar muito sensíveis (e não há uma linha sobre energia nas políticas de «Verdade»...)

 


Por Palmira F. Silva | Terça-feira, 04 Agosto , 2009, 14:57

Nos comentários ao post «In Rasgo Veritas», quer no SIMplex quer na jugular, tive oportunidade de reviver o passado e apreciar argumentos análogos aos que ouvi há mais de 15 anos quando tentava explicar aos nossos empresários por que deviam apostar na integração de mão de obra altamente qualificada nos quadros das suas empresas. Que teriam de pagar muito mais a um doutor ou mestre e isso retiraria emprego aos mais necessitados, que esses doutores poderiam saber muito teorica e tecnicamente mas o que interessava era a prática e para isso servia qualquer engenheiro técnico, sem os «vícios» (?)  da Universidade e com a subserviência aos seus superiores que um doutor nunca  teria. Por outro lado, argumentavam, quem nos garante que vamos ter retorno do investimento nesses doutores e mestres? A sua contratação seria um risco que as empresas não podiam, responsavelmente, assumir.

 


Por Luis Novaes Tito | Terça-feira, 04 Agosto , 2009, 13:03

LâmpadaUma das frases que gostei de ouvir a Sócrates na BlogConf foi a de que: "não havendo tempo a perder com o agravamento da crise energética, o Governo entendeu incentivar o desenvolvimento de energias alternativas em vez de relançar o debate nuclear".

 

Essa atitude reflecte-se já em entradas na rede nacional de largos milhares de kW de electricidade que neste momento teriam de estar a ser adquiridos no estrangeiro ou a ser produzidos com matérias-primas importadas e poluentes.

 

Não sei ao certo quantificar esta energia já produzida, agora, para a comparar com a que poderia ser produzida, no futuro, com recurso ao nuclear, mas sei que enquanto alguns conversam, desconversam, batem e debatem, escrevem e rasgam, outros fazem, e isso é bom.

 

É bom para nós contribuintes, que não vemos o dinheiro a escoar-se para os outros, e para nós, cidadãos preocupados com o futuro, que desenvolvemos a indústria para aproveitar forças limpas e produzir equipamentos capazes de aproveitar os nossos recursos naturais.


Por Palmira F. Silva | Segunda-feira, 03 Agosto , 2009, 18:42

No dia em que o Diário Económico desvenda alguns detalhes sobre o LEAF, o carro eléctrico da Nissan que rodará em breve com baterias made in Portugal, numa notícia aparentemente não relacionada dá-nos igualmente conta de um aviso da Agência Internacional de Energia. De acordo com o economista-chefe da AIE,  uma «catastrófica» crise energética pende sobre a retoma da economia mundial devido ao facto de estarmos a atingir o peak oil, isto é, a capacidade máxima de produção de petróleo.

 

A relação que encontro entre ambas as notícias é explicada por um artigo de Paul Ames no Global Post, reproduzido pela Reuters,  intitulado «Has Portugal solved the electric car problem?» O artigo, que refere o grande investimento do governo Sócrates em energias alternativas, descreve igualmente o plano arrojado que pretende evitar que estes carros eléctricos sofram  o destino dos seus antecessores, descrito num documentário de 2006 - que conta a história da «morte» dos carros eléctricos nos Estados Unidos,  nomeadamente do General Motors EV1  (ou do Ford Ranger EV, ou do Honda EV Plus e do Toyota RAV4 EV). E o que matou o carro eléctrico foi a inexistência de uma rede de abastecimento de base eléctrica.

 


Por Carlos Manuel Castro | Domingo, 02 Agosto , 2009, 22:19

A Nissan apresentou esta madrugada o Leaf, o aguardado carro eléctrico que poderá vir a ter baterias de iões de lítio produzidas na fábrica que a marca vai instalar em Portugal.

 

Há quem diga que Portugal é um país sem arrojo nem audácia, sem visão nem estratégia.

 

É um facto que em determinadas áreas ainda estamos por progredir, de modo a atingirmos níveis de maior desenvolvimento. Mas isso não se obtém sem trabalho nem empenho. E nestes últimos anos, se há algo que podemos apontar a este Governo do PS é precisamento trabalho e determinação em catapultar Portugal para a dianteira tecnológica a nível mundial. Uma das áreas chave contemporâneas para fazer crescer e progredir uma sociedade.

 

Se a nova fábrica da Embraer já era um caso referência, esta aposta da Nissan em Portugal é outro exemplo das conquistas deste mandato.

 

Enquanto uns se limitam a condenar, e nada apresentam, este Governo cria condições para gerar riqueza, emprego e desenvolvimento. 

 

E novas medidas e metas neste domínio não faltam para o próximo mandato:

 

"assegurar, até 2015, que 50 por cento dos veículos comprados pelo Estado sejam híbridos ou eléctricos e que, até 2020, 750 mil veículos em circulação sejam híbridos ou eléctricos".

 


Por Luis Novaes Tito | Sexta-feira, 31 Julho , 2009, 15:34

Joaninhas USB


Por Hugo Mendes | Terça-feira, 28 Julho , 2009, 18:32

 

 

a propósito disto.


Por André Couto | Segunda-feira, 20 Julho , 2009, 16:57

Os Governos que a História guarda e transmite com maior entusiasmo não são os que se fecham no seu tempo, na sua pouca ambição, visão retrógrada e pequena. Os Governos são recordados por no seu tempo olharem além das montanhas que se erguem à sua frente, construindo desde logo as bases para um futuro melhor.

Em 4 anos Portugal é o quinto país da União Europeia em Energias Renováveis, fruto da forte aposta feita no aproveitamento da água e do vento como energias de inesgotável futuro. Em matéria económica é assim que se reduz a terrível dependência do petróleo, em matéria ambiental é assim que se limpa o fumo que nos suja. Isto é marca de inegável modernidade e visão governativa.

 

Neste campo demos hoje outro passo firmando novo acordo com a Renault-Nissan. Somos um País capaz de atrair investimento numa indústria de futuro, na indústria do futuro. É certo que um dia não mais nos deslocaremos em carros movidos pela força dos combustíveis fósseis. Como tal uma rede de carregamento de carros eléctricos nasce pelo País, tudo isto muito antes dessa preocupação nascer no interior das pessoas. Assim se faz o futuro nos dias que correm.

Isto é sinónimo de maturidade governativa. Assim se Governa em Portugal e é por isso que rejeito as outras vias que nos tentam vender.


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