Por Tiago Barbosa Ribeiro | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 15:13

Em Espanha, por exemplo, já se fala da campanha vergonhosa contra o PS:

 

«Un escándalo debilita las opciones de la candidata conservadora portuguesa. Destituido un asesor presidencial por filtrar acusaciones falsas contra Sócrates. (...)

 

El caso compromete al propio Cavaco, deja malparada a la candidata Ferreira Leite - ambos del Partido Social Demócrata (PSD), en la oposición de centroderecha -, y abre numerosos interrogantes sobre la relación entre poder y prensa. Porque entre los ingredientes de esta historia destaca el diario Público, que sacó a la luz el supuesto caso de espionaje. (...)

 

El escándalo del supuesto espionaje entre altas instituciones del Estado, cuyas consecuencias son imprevisibles, no contribuye a la estabilidad política de Portugal».


Por João Galamba | Terça-feira, 22 Setembro , 2009, 02:42

Não deve explicações aos Portugueses? Haja vergonha.


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 18:55

A demissão de Fernando Lima confirma a falsidade das suspeições alimentadas contra o PS, num espantoso conluio entre altas figuras do Estado e um jornal diário. As demissões, obviamente, não se vão ficar por aqui. Mas neste momento importa sobretudo analisar as consequências políticas destes dois meses de «escutas» ficcionadas, numa campanha criada e alimentada para atingir o PS. Uma campanha, vejam lá, absolutamente negra.

 

O PSD, que foi o partido que mais cavalgou nesta história, devia corar de vergonha sempre que ousar falar de «asfixia democrática». A principal asfixia democrática que vivemos está na forma como o principal partido da oposição é incapaz de fazer política de forma ética.

 

Simultaneamente, Cavaco Silva terá também de assumir as suas responsabilidades. Durante todo este tempo, deixou que se instalasse uma ideia pastosa que incluía escutas, serviços secretos e o partido do Governo. A forma como lidou com este caso foi absolutamente desastrosa e, claramente, atinge a credibilidade da Presidência da República.

 

A sua inacção foi um facto incontornável desta campanha eleitoral. Perante a demissão de um colaborador da sua confiança há mais de duas décadas, o silêncio de Cavaco acaba por tornar-se intolerável. Para quando uma declaração ao país ou uma acção perante o país?


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