Por Bruno Reis | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 16:25

Vasco Graça Moura, esse bardo ilustre, vem falar do homem da gabardina, ou seja de José Manuel Fernandes... ou.... espera.... não... é do outro homem da gabardine (o da PIDE! Sendo que o PSD pode falar do Estado Novo na campanha, só o PS é que não).

 

Eu de facto não vejo nada de anormal em que o Director do Público nos tempos que correm tenha ido a um comício do PSD e outro do CDS. Acho até perfeitamente normal.

 

Convinha, no entanto, que VGM se recordasse que quem veio falar de falhas graves no jornalismo político do Público, e de uma agenda política oculta, foi o próprio Provedor do Público, Joaquim Vieira.

 

Fora de brincadeira, o Público é um jornal fundado por grandes jornalistas e continua a ter grandes professionais. Esperemos que os deixem trabalhar como deve ser no futuro.

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Por Ana Vidigal | Terça-feira, 22 Setembro , 2009, 16:42

 


Por Ana Paula Fitas | Sábado, 19 Setembro , 2009, 23:21

Hoje, em Coimbra, no comício do Partido Socialista, Manuel Alegre confrontou o país com a demagogia inerente ao artifício demagógico de Manuela Ferreira Leite que se tem insurgido contra uma "asfixia democrática" que o olhar da líder do PSD reconhece em Portugal e não vê na acção de Alberto João Jardim... seria ingénuo pensar que o recente slogan de Manuela Ferreira Leite não resultara de um cálculo político elementar que tomara em consideração a presumida desavença de Manuel Alegre em relação ao PS... porque foi Manuel Alegre quem, num outro contexto e em relação a realidades específicas e datadas, evocara um certo "clima de medo" que só uma estratégia partidária de direita, com débeis fundamentos e paupérrimo gosto, poderia pensar em evocar para sua defesa contra a Esquerda... Por isso, foi importante a intervenção de Manuel Alegre que ergueu, poética e forte, a sua voz poderosa contra a manipulação... De forma clarividente, Manuel Alegre foi a Coimbra dizer que Portugal foi grande quando foi universal e não quando esteve "orgulhosamente só" e explicou, de forma clara e oportuna, que a asfixia democrática é, nada mais nada menos, do que a asfixia social a que conduz a pobreza resultante da aplicação de políticas de direita, valorizadoras do liberalismo e redutoras da acção social do Estado. Por isso e porque "quando se esvazia um direito social, estão a enfraquecer-se os direitos políticos", defendeu que  "Portugal precisa de um governo de esquerda e a esquerda possível é o Governo PS"  contra "a direita dos interesses", enunciando o desafio que se nos coloca nas eleições que se aproximam: "Recusar um Estado mínimo para os pobres e um Estado máximo para os poderosos"... desta intervenção deveria o PSD retirar uma lição: a de que o plágio, nomeadamente descontextualizado, é abusivo e pode fazer com que "o feitiço se volte contra o feiticeiro" porque só o original sabe defender com lisura as suas deduções porque só ele conhece a intencionalidade da sua enunciação... e é à Esquerda, com o Partido Socialista, que, neste momento, se impede a sujeição dos portugueses à anunciada asfixia democrática que tanta experiência de uso tem já na Ilha da Madeira. 

 

(Este post tem publicação simultânea no A Nossa Candeia e no Público-Eleições 2009)


Por Bruno Reis | Quinta-feira, 17 Setembro , 2009, 14:58

Segundo Vasco Graça Moura – com o seu jeitinho sempre tão tolerante – só um burro iliterato é que não percebe sempre o que Manuela Ferreira Leite tem para dizer.

 
 
Eu proporia, antecipando o clima de democracia “à madeirense” que o PSD de MFL se propõe promover em Portugal, que sejam decretado a seguintes adenda ao Dicionário de Português das Academia da Ciências, para que todos sejamos suficientemente literatos em Manuelaferreirês (essa variante tão rica do português):
 
Asfixia democrática: Segundo MFL o regime política vigente em Portugal continental durante o governo de José Sócrates.
 
Autenticidade Depois de MFL passou a designar aquilo que anteriomente se designava por gafes, asneiras, erros, confusões, ignorância, mau uso do português.
 
Coerência Circunstancial: Designa aquela pessoa que é coerente em cada circunstância, é, portanto, coerente no contexto de cada momento, no devir. Como “todo o Mundo é composto de mudança, tomando, sempre tomando, novas qualidades” (Camões), isto significa que MFL pode ser sempre, em verdade, coerente na sua incoerência. Neologismo cunhado para designar a atitude política de MFL.
 
Democracia: Segundo MFL regime político vigente na Madeira sob Alberto João Jardim.
 
Privatizar: antes de MFL dizia-se do acto de tornar propriedade privada entidades e serviços anteriormente na posse do Estado, e.g. privatizar empresas públicas. Depois de MFL privatizar significa manter em mãos privadas o que já está em mãos privadas. 
Foi no famoso debate entre a licenciada em Economia Manuela Ferreira Leite e o mestre em Gestão José Sócrates que MFL brilhantemente explicou que quando afirmara preto no branco, em verdade, coerentemente que se podia privatizar tudo (excepto as funções de soberania, incluindo portanto a saúde, a segurança social e a educação) significava afinal -não que o Estado iria entregar a empresas privadas partes ou a totalidade da educação, assistência social e saúde públicas ou dos respectivos orçamentos - que nestas áreas continuarão a existir a empresas privadas que já existem sem nenhuma alteração na gestão e financiamento público.
Foi a propósito desta diferença fundamental entre PS e PSD que José Sócrates mais revelou a incompreensível iliteracia relativamente ao Manuelaferreirês que tanto irritou Vasco Graça Moura.
 
Jamé: o mesmo que jamais. Este francesismo foi patrioticamente nacionalizado pelos seguidores de MFL na elegante forma – jamé – geralmente seguido de ponto de exclamação.
 
Mabalarismo: antes de MFL malabarismo. Designa aquilo que Manuela Ferreira Leite faz com tanta literacia, sabedoria e jeito no seus uso da língua portuguesas e nas sua proposta políticas.
 
TVG: antes de MFL conhecido por TGV: comboio que alegadamente dizem ser da alta velocidades mas que é demasiado caro para Portugal suportar o seus custos com fundos da UE, e cuja construção só serve os interesses dos imigrantes ucranianos e cabe-verdianos e dos espanhóis (os quais note-se têm pouca ou nenhuma literacia em português). Um francesismo que MFL tratou patrioticamente e em verdade de  tornar uma palavra bem portuguesa.

 

 

PS : Imagem do Príncipe Filipe de Edimburgo (um bom par para MFL) in http://myfunnybusiness.com 


Por Ana Vidigal | Quarta-feira, 09 Setembro , 2009, 15:46

 

Archie Bunker/Alberto João


Por Tiago Julião Neves | Segunda-feira, 07 Setembro , 2009, 18:37

De acordo com MFL não há "asfixia democrática" na Madeira porque "quem legitima o poder é o voto do povo e não está ninguém aqui por imposição, é em resultado dos votos", acrescentando que "há asfixia democrática no continente" onde "todos os jornalistas, todos os empresários, muitas das pessoas da sociedade civil, percebem que estão sob algum tipo de chantagem".

 

Notícia publicada no Público de hoje, jornal que se suspeita ter sido adquirido overnight por sociedades secretas ligadas ao PS via uma offshore de bivalves nas Bahamas.


Por Leonel Moura | Domingo, 06 Setembro , 2009, 19:59

Há uma coisa que não posso deixar de dizer sobre esta ideia da asfixia democrática. Não sou militante do PS, sou assumidamente libertário, vulgo anarquista, com um comportamento e até alguns livros publicados sobre o assunto. Como artista preciso do máximo de liberdade, sob o risco de não conseguir desenvolver uma actividade e, já agora, uma ambição que está por sua natureza para além das convenções e daquilo que é aceite.

Do que conheço, e já conheço alguma coisa, nem o PS enquanto organização, nem a vasta maioria dos socialistas com quem me fui cruzando nas curvas da vida, alguma vez reagiram mal à minha condição de artista e anarca. Pelo contrário, nunca vi um partido mais aberto à diferença, mais tolerante, mais empenhado nas novas coisas e nas novas ideias. Há comprovadamente uma cultura da liberdade instalada no PS que não vejo nos outros partidos, da direita ou da dita esquerda, salvo rarissimas excepções. Há, para além disso, neste PS de Sócrates uma genuína vontade de acompanhar o que efectivamente vai fazendo o mundo de hoje e do futuro. Uma abertura, uma ambição, uma respiração que só pode favorecer o país e os portugueses. Não encontro isso em mais partido nenhum. Confirmo sim, todos os dias, a asfixia do medo, do conservadorismo, da demagogia.

Por isso sobre asfixias estamos conversados.

 


Por Leonel Moura | Sexta-feira, 04 Setembro , 2009, 09:27

Esta é a campanha eleitoral mais suja da história da nossa democracia. E é de esperar mais nojeira nas próximas semanas. O estratagema é simples. À falta de argumentos as oposições, todas elas, inundam o debate político de acusações, mentiras, insinuações, intrigas, numa verdadeira onda demagógica que tudo e todos vai envolvendo. Os media servem de caixa de amplificação.

Portugal vive assim num estado de asfixia demagógica que impede a discussão séria sobre qualquer assunto. Por isso, o PS e todos os que o apoiam devem manter a lucidez e a serenidade e não responder à histeria que se instalou na política portuguesa. Também aí se marcará a diferença entre o partido que pensa no desenvolvimento do país e os que só pensam em lançar novas campanhas de fanatismo e ódio.


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