Por Vera Santana | Domingo, 13 Setembro , 2009, 18:40

Em Julho escrevi no SIMpleX um post invocando um clássico de quem gosto, Max Weber. Hoje volto-me de novo para o ensaio "A Política como vocação", desse autor, não para dar "indicação de voto" mas para percorrer dois caminhos - que começam por ser paralelos e acabam num ponto único - permitindo tomar opções.

 

O caminho da ética da convicção leva-me ao lugar que é o Partido Socialista. É o meu espaço ideológico, aquele onde se encontram as possibilidades de "actualizar" a igualdade, a liberdade e a solidariedade. Não há, no sistema partidário português, nenhum outro lugar onde estes três factores elementares da vida individual e colectiva se possam tornar realidade, de um modo justo.

 


Por Irene Pimentel | Terça-feira, 28 Julho , 2009, 18:07

 

É extraordinário o que se lê por aí na blogosfera. Há uma sensação de anacronismo. Parece que estamos no PREC (naquilo que ele teve de pior, nomeadamente o sectarismo dos pequenos grupos, em que cada um que não pense como nós é colocado num campo inimigo). Engraçado também como o «politicamente correcto» invadiu o pensamento que alguns gostariam que fosse único! Em particular, é politicamente incorrectíssimo dizer que se vai votar PS, o que implica não estar na oposição (palavra sinónima de «bom», por contraposição ao «situacionismo» mau), uma vez que é esse partido que está no governo. Agora os maus da fita são os independentes, identificados como dependentes, tachistas, oportunistas, provocadores, cúmplices de um logro, idiotas úteis…
Hellooooo! Posso pensar, posso falar, posso ter uma opinião? Já agora, era bonito chamar os nomes às coisas. Dizer a quem são dirigidas as críticas, para que a/o criticada/o possa responder, sem que lhe digam que «não é consigo!»
 

Por Diogo Moreira | Terça-feira, 28 Julho , 2009, 17:17

No cabeçalho do Jamais deparamos com várias imagens emblemáticas do que algumas pessoas consideram ser os piores ministros deste governo. Muito poderia ser escrito sobre o conteúdo desta banner. Retenho sobretudo a imagem dos “indicadores de Manuel Pinho” (a manchete que dá origem a esta expressão deve merecer um prémio), não só pelo carácter insultuoso do gesto em si, mas por nos fazer recordar uma dos actos mais tristes e vergonhosos que um membro do governo alguma vez cometeu no hemiciclo. A única consolação foi a sua pronta saída do executivo. Adiante.

 

É com alguma estupefacção que noto a presença, entre os magníficos, de José Eduardo Martins (JEM), infamemente conhecido como o deputado do círculo eleitoral de Taiwan. Aqui no SIMplex até desenvolvemos a teoria de que JEM seria uma espécie de “Bobby e Tareco”, sendo a sua função intimidar os adversários blogosféricos do Jamais, com “cabeçadas à la Cais de Sodré”, havendo inclusive apostas sobre quanto tempo demoraria JEM a mandar-nos para o outro sítio.

 

Falando agora a sério, é com agrado que noto que o Jamais ignora o calculismo politico fácil que levaria a que JEM fosse remetido para a obscuridade. Apesar dos óbvios custos que tal acção acarreta, como se pode ver na parte humorística deste post. Conhecendo a integridade moral e coragem politica de alguns elementos do Jamais, este acto não me surpreende.

 

Seria de facto uma infelicidade, talvez mesmo uma tragédia, que todo o historial de dedicação à causa pública duma pessoa, que todo o seu trabalho em prol do que acreditava e do seu pais, fosse reduzido a um mero acto irreflectido, por muito insultuoso e grosseiro que fosse, ocorrido no parlamento.

 

Devemos dar oportunidade a essa pessoa de se redimir.
 


Por Vera Santana | Domingo, 26 Julho , 2009, 19:34

Aqui deixo um possível eixo orientador de decisões, capaz de estruturar ideias para o acto de cidadania que é votar.

 

“Há, por fim, o dever da verdade. É também ele incondicional, do ponto de vista da ética absoluta (...) Para dizer a verdade, se existe um problema de que a ética absoluta não se ocupa, esse é o problema das consequências”. Desembocamos, assim, na questão decisiva. Impõe-se que nos demos claramente conta do facto seguinte: toda a actividade orientada segundo a ética pode ser subordinada a duas máximas inteiramente diversas e irredutivelmente opostas. Pode orientar-se segundo a ética da responsabilidade ou segundo a ética da convicção. Isso não quer dizer que ética da convicção equivalha a ausência de responsabilidade e a ética da responsabilidade, a ausência de convicção. Não se trata disso, evidentemente. Não obstante, há oposição profunda entre a atitude de quem se conforma às máximas da ética da convicção – diríamos, em linguagem religiosa, “O cristão cumpre seu dever e, quanto aos resultados da acção, confia em Deus – e a atitude de quem se orienta pela ética da responsabilidade, que diz: “Devemos responder pelas previsíveis consequências de nossos actos”. (Max Weber, A Política como vocação, 1918)

 

Voltarei a estas balizas. Para já, passo a bola a quem a quiser agarrar.

 

 

 

 


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