Por Ana Vidigal | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 23:36

Hoje na Cervejaria Trindade, alguns SIMplex:

Em cima da esquerda para a direita: Rui Herbon, João Pinto e Castro, Ana Vidigal, Sofia Loureiro dos Santos, Bruno Cardoso Reis, Porfírio Silva, João Galamba, Paulo Ferreira, Tiago Julião.

Em baixo, da esquerda para a direita: André Couto, Eduardo Pitta, Mariana Vieira da Silva, José Sócrates, Palmira F. Silva, Irene Pimentel, Tomás  Vasques, José Reis Santos, Gonçalo Pires, João Contâncio.

Estiveram ainda presentes Victor Sancho, Guilherme W. de Oliveira Martins, Miguel Vale de Almeida e Eduardo Graça 

(fotografia de Maria João Pires)


Por Bruno Reis | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 23:00

Só o PS pode guarantir uma vitória da esquerda nas eleições legislativas.Claro que o PCP e o BE e muita comunicação social e “comentadores” dizem que o PS não é de esquerda.

 
Curiosamente na noite das eleições europeias o BE e o PCP vieram lembrar ao PSD que afinal quem tinha ganho a eleições não era o dito partido, mas sim o conjunto “da esquerda”. Portanto e para esse efeito o PS já era, afinal, de esquerda.
 
Mas o problema de fundo não são palavras de esquerda mas actos. Não se trata de saber quem fala mais ou menos de esquerda, mas quem faz mais. O PS tem uma linha de rumo clara nas últimas décadas e sobretudo nestes quatro anos – modernizar o país, e procurando criar mais riqueza e progredir economicamente, financiar de forma sustentada políticas de apoio aos trabalhadores e aos mais pobres.
 
Nunca a desigualdade cai tanto em democracia como nestes quatro anos de governo PS.
 
Nunca o salário mínimo subiu tanto em democracia como nestes quatro anos de governo de José Sócrates.
 
É verdade que a importância que o PS dá ao Estado como serviço público exigiu um esforço adicional a magistrados, professores e outros funcionários públicos.
 
É verdade que garantir um Estado solvente, exigiu contenção nos salários da administração pública. É normal que não fiquemos (individualmente) satisfeitos com isso. Ou até que defendamos alguns ajustamentos.
 
Mas reformas como a promoção pelo mérito, a loja do cidadão, ou o complemento solidário para idosos são actos (e não meros slogans) de esquerda; de quem quer guarantir melhores serviços públicos para todos; de quem quer faz uma opção preferencial pelos mais pobres e pelos trabalhadores com salários mínimos, mesmo sabendo que segundo os politólogos os pobres votam pouco.
 
Há quem fale muito de esquerda para ganhar votos. E há o PS que faz muita coisa de esquerda mesmo que isso custe votos. Resta saber se aqueles que se dizem de esquerda estão dispostos a ter a coragem das suas convicções e não se deixam levar pelas suas conveniências corporativas.

Por Sofia Loureiro dos Santos | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 23:00

 

Pergunto-me muitas vezes a razão de ser da minha necessidade de intervenção cívica, nomeadamente política, sem que esteja nos meus horizontes algo mais do que isso mesmo: escrever. Talvez a noção de compromisso com o outro, da dependência e interligação entre os seres humanos, do sentido de obrigação que, como elo de uma cadeia das relações afectivas, profissionais e sociais, devemos à construção da nossa vida.

 

Ao contrário do que, para outros, se basta na manifestação de vontade no acto de votar, a troca e o debate de ideias são, para mim, muito apelativos. Por isso, embora tenha uma noção muito exacta da falta de alinhamento com muitas das práticas dos nossos representantes e responsáveis políticos, não me podia de todo alhear deste combate que é a campanha para as eleições legislativas, numa altura em que está em causa a continuação de um projecto globalmente reformador e renovador, em oposição a uma alternativa com contornos pouco definidos, que se afirma apenas por aquilo que não quer e que não sabe, por muito importante que a clareza do que se nega seja um factor fundamental para as opções que vamos fazendo.

 

Até domingo é preciso reunir todas as formas de intervenção, as mais opinativas, as mais contemplativas, as mais silenciosas, e motivá-las para a importância de exercerem o seu direito, que é também um dever, de participarem colectivamente na decisão do que vai ser este país nos próximos quatro anos. Porque é de uma legislatura de quatro anos que falamos, da governabilidade numa altura de grandes dificuldades económicas, de desânimo e desespero para muitos desempregados, de angústia para muitas famílias.

 

Ao contrário do que todos os partidos da oposição propagandeiam, não é a liberdade, a censura ou a falta de transparência democrática que está em causa. Quem for eleito sê-lo-á em eleições democráticas e assumirá o poder com toda a legitimidade. O que importa é o que se pode e se quer fazer com esse poder. E essa é a diferença que importa à vida do dia-a-dia, à perspectiva que temos do que podemos e queremos atingir.

 

A minha escolha é votar PS. Seja qual for a vossa não deixem de a expressar nas urnas.

 

Nota: Também aqui.
 


Por Carlos Manuel Castro | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 23:00

No próximo domingo está em causa mais do que uma simples escolha dos próximos parlamentares, está o futuro do País.

 

Os candidatos, programas e causas de cada um, são conhecidos. As pessoas estão a par e sabem o que está em causa. Foi uma campanha longa e intensa. Nem sempre interessante, é certo, mas ainda assim foi uma campanha que soube cativar os portugueses e que fez vibrar Portugal. 

 

Agora, depende de cada um de nós o que queremos para o futuro de Portugal. 

 

Não custa muito, no domingo, ir à urna de voto, receber e inscrever uma cruz no boletim de voto, dobrá-lo duas vezes, depositar o voto na urna. 

 

É um acto bem SIMpleX, mas que vale muito. Por nós, por Portugal! 

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Por Bruno Reis | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 22:50

Segundo Manuela Ferreira Leite e PSD há um problema que condiciona todos os outros - a dívida pública portuguesa!!!

 

Isto é dito pelo partido que cavou mais fundo no deficit! Como argumento contra o partido que mais fez para equilibrar as contas públicas.

 

Mas mesmo assim o que diz a imprensa internacional de referência da área económica sobre esta questão tão premente da dívida portuguesa?

 

Fui ver o Financial Times que em artigo da semana passada afirma que a zona euro mostrou a sua força nesta crise, e o spread da dívida pública Portuguesa e de outros Estados periféricos tem caído a pique face à Alemanha: The so-called peripheral economies of Greece, Ireland, Portugal and Spain have seen their yield spreads drop by 50 per cent against Germany.O que mostra, segundo o Financial Times, que os mercados estão longes de - como se projectou inicialmente - pensar que este nível de dívida portuguesa é preocupante. Nisto como em tanta outra coisa o PSD está desactualizado.

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Por Bruno Reis | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 22:29

De Rui Tavares a Joaquim Aguiar há muitos oráculos da vida portuguesa que vêm dizer que Sócrates não pode, ou não deve falar do interesse geral. Falar do interesse geral é a ditadura, é a direita. O diálogo - tão vilipendiado com Guterres - é agora afinal o ideal.

 

Não concordo. Defender e progredir no sentido do interesse geral é o que faz a esquerda e o que dá sentido ao Estado democrático. Claro que numa democracia podemos discutir o que será melhor para o interesse geral, e até como o definir.

 

É aliás para isso que há programas eleitorais - não conheço nenhum que se afirme abertamente corporativo, de defesa apenas e só de certos grupos ou pessoas. É aliás por isso - porque há interesse geral, mas ele se vai sempre construindo e reconstruindo em democracia - que há eleições nacionais (e não corporativas).

 

Se não há interesse geral, que sentido faz o Estado, que sentido faz um governo? Deve só dialogar? Mas com que sentido se não no de promover o interesse geral? 

 

 

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Por Eduardo Pitta | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 20:22

Na recta final da campanha permito-me ser pleonástico. Domingo é preciso votar no Partido Socialista. Não vou falar das razões de natureza económica ou fiscal. Este blogue reúne contributos mais do que suficientes para esgotar o tema. E quem diz economia e fiscalidade diz saúde, educação, justiça, ambiente, energias renováveis, política externa, cultura, investigação e ensino superior.

 

Vou antes lembrar o óbvio: as questões civilizacionais. Aquilo a que a opinião de direita, com trejeitos maliciosos, chama questões fracturantes. Coisas simples de que depende a dignidade e o progresso das sociedades. Estou a pensar na possibilidade dos casais inférteis poderem recorrer à procriação medicamente assistida; em leis que acautelem os direitos de quem vive em união de facto; no casamento entre pessoas do mesmo sexo; na possibilidade de divórcios não litigiosos; na integração social dos imigrantes; nas leis da paridade, etc. Nenhum país moderno pode viver ao arrepio das mudanças civilizacionais.

 

Há cem anos, o divórcio era um anátema. Hoje é um lugar-comum. Há 35 anos, uma mulher não atravessava a fronteira sem o consentimento do marido. Há 35 anos, a polícia prendia homossexuais acusando-os de vagabundagem. Há 35 anos, o casamento religioso era indissolúvel. Felizmente, tudo isso ficou para trás.

 

Em 35 anos de democracia, muita coisa mudou. Mas, se pudesse, a direita punha um travão no que ainda falta mudar. Votar no Partido Socialista é apostar numa sociedade mais justa.

 


Por O Jumento | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 19:55

 

 


Por O Jumento | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 19:51

 

 


Por Bruno Reis | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 19:41

É normal que haja muitos professores irritados. Reformar a educação nunca é fácil. A avaliação nunca é uma coisa objectiva. O PS e Sócrates já deixaram claro que vão ouvir mais - os sindicatos, se desta feita for possível, ou directamente os professores se os sindicatos continuarem numa posição bloqueio de qualquer negociação exigindo a suspensão da avaliação

 
Há provavelmente muitos professores que acharão que com o PSD no poder conseguirão acabar com a avaliação. Coloco duas questões aos meus colegas professores:
 
1. Querem arriscar uma nova avaliação “científica” e “estrangeira” proposta pelo PSD no seu programa? Isto é um esquema para enganar tolos. Todos – especialmente os professores – sabem que não há avaliações 100% objectivas.   
2. O que é se pensa de alguém que diz que nenhuma avaliação lhe serve, que nenhum avaliador é justo?   
O futuro da escola pública está em jogo nestas eleições, é essa a minha convicção, e espero que haja mais professores a perceberam isso.
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Por Bruno Reis | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 18:31

Louçã não escondeu a sua ambição de fazer um Bloco comum da Esquerda, com ele a mandar, claro, e o PS engolido de preferência aos bocadinhos.

 

Nada conviria mais ao PSD que assim garantiria o monopólio do poder governativo para a direita durante umas décadas.

 
Além disso, o PSD e o BE convergem nas críticas a muitas das políticas do governo Sócrates. A única forma de evitar este cenário é o Partido Socialista ter o maior número possível de votos.

 

Isto não afasta que, em políticas económicas, por exemplo, o PS possa, se houver oposição responsável à direita, aprovar medidas responsáveis com ela nesse campo.

 

Isto não afasta que, em política sociais, por exemplo, o PS possa, se houver oposição responsável à esquerda, aprovar medidas progressistas neste campo com eles.

 

Não se trata de voto útil no PS. Todos os votos o são à sua maneira. Trata-se de dizer que (para mim) é evidente que quem quiser ter um país com governo a partir de dia 27 realmente terá de votar PS.

 

PS - Evidentemente que se o PSD e o BE vierem dizer que garantem que não formarão uma coligação negativa contra um governo PS, quem sou eu para duvidar até, eventualmente, actos desmentirem tais palavras. Mas ainda assim faltará quer a uns quer a outros uma ideia de governo de progressismo realista que é o me interessa.

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Por João Galamba | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 18:21

 

O PSD e o Jamais andam sempre a culpar o Governo pelo desemprego. Para além de (fingirem) ignorar o facto de estarmos a passar pela maior crise desde 1929, para além de (fingirem) ignorar que o desemprego disparou em flecha em todo o mundo, io PSD e o Jamais também se esquecem de comparar a performance do PS e do PSD nesta área. Como mostra o gráfico acima, as políticas do PS foram muito mais eficazes a travar o aumento do desemprego do que as do PSD. A superioridade do PS é ainda mais impressionante se atendermos ao facto que a recessão enfrentada pelo PSD não tem comparação possível com a crise actual. Nestes temas não é honesto atirar com valores à cara. Importa perceber de onde se partiu (a taxa de desemprego no início de 2005 andava próxima dos 8%), qual a evolução e sua relação com a crise actual (o desemprego cresceu muito menos com o PS do que com o PSD e, durante a crise, o desemprego em Portugal cresceu muito menos do que noutros países com quedas de produto semelhantes), etc. Isto é, é preciso interpretar os dados.

 

Apesar do desemprego elevado, foi durante o último governo PSD que se deram os maiores aumentos: passamos de cerca de 250 desempregados para aproximadamente 450 mil. Quanto ao governo PS é preciso não esquecer que até ao início da crise tinham sido criados 133 mil empregos. Só a crise impediu o PS de cumprir a sua promessa eleitoral.

 

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Por Vera Santana | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 17:41

. . .  os portugueses e as portuguesas terão exercido o direito de eleger representantes para a Assembleia da República ao longo do dia e os resultados provisórios começarão a ser conhecidos.

 

Recordo a longa noite democrática, na Fundação Calouste Gulbenkian, em que eramos muito jovens e esperávamos pelos resultados do 1º sufrágio livre. Estive lá, na sala da Imprensa, onde vivi com emoção esse primeiro escrutínio.

 

Hoje, a democracia continua a passar por aqui, pela eleição de representantes, mas passa também pelo exercício diário dos poderes, dos direitos e dos deveres que cada um tem, nos locais de trabalho e nos espaços públicos. Passa pelo diálogo e pela negociação do possível, enquadrados sempre por princípios. Este novo espaço público e virtual, de liberdade de expressão - o SIMpleX -  deu-me a possibilidade de dialogar com muitas pessoas que não conheço - os/as muitos/as comentadores/as que reagiram aos "posts" -cuja disponibilidade para participar e  força para argumentar, tantas vezes no sentido inverso ao das minhas ideias, fiquei a admirar profundamente!

 

A noite de dia 27 de Setembro de 2009 será curta, muito curta, ao contrário da 1ª noite de eleições em  Portugal. Muitos de nós já não somos jovens mas a expectativa, nestas eleições, é enorme. Sejam quais forem os resultados, há muito caminho a percorrer. Quotidianamente e em diálogo.

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Por Bruno Reis | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 16:25

Vasco Graça Moura, esse bardo ilustre, vem falar do homem da gabardina, ou seja de José Manuel Fernandes... ou.... espera.... não... é do outro homem da gabardine (o da PIDE! Sendo que o PSD pode falar do Estado Novo na campanha, só o PS é que não).

 

Eu de facto não vejo nada de anormal em que o Director do Público nos tempos que correm tenha ido a um comício do PSD e outro do CDS. Acho até perfeitamente normal.

 

Convinha, no entanto, que VGM se recordasse que quem veio falar de falhas graves no jornalismo político do Público, e de uma agenda política oculta, foi o próprio Provedor do Público, Joaquim Vieira.

 

Fora de brincadeira, o Público é um jornal fundado por grandes jornalistas e continua a ter grandes professionais. Esperemos que os deixem trabalhar como deve ser no futuro.

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Por O Jumento | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 11:15


Por Porfírio Silva | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 10:15

Salvador Dalí, Rosa Meditativa

 

 

Pela primeira vez empenhei-me numa campanha política na blogosfera. Mais exactamente, numa campanha eleitoral. Agora, essa fase está de partida. Segunda-feira, dependendo do resultado das eleições, Portugal estará em melhores ou em piores condições para enfrentar os nossos desafios colectivos. Segunda-feira, seja qual for o resultado das eleições, a minha vida pessoal vai continuar aquilo que era antes. Não vou mudar de trabalho, não vou ser promovido nem despromovido, não vou ganhar um gabinete com melhor vista para o Tejo. E tenho orgulho em que assim seja. Honra-me ter estado ao lado de gente que faz o que a sua consciência lhe dita, sem que isso envolva qualquer tipo de retribuição pessoal. Nesta campanha isso fez cócegas a muita gente: àquela gente que, vivendo avençada, só compreende quem vive avençado. Que não é o nosso caso.


Campanhas eleitorais nem são propriamente o meu prato preferido. Então, por que me meti nesta? Por achar que tinha a responsabilidade de dar o meu pequeno contributo. Contributo para quê? Para contrariar a tentativa mais sistemática que alguma vez vimos desde o 25 de Abril para destruir um líder político por meios desleais e desonestos. Que teve como alvo José Sócrates. Para denunciar a coligação negativa, entre a “direita” e a “esquerda”, que se montou neste país contra o PS. Com MFL a falar como o Major Tomé e com Louçã a falar como o pároco de Arronches, parecendo sempre à beira de dar a Sócrates uma penitência de três padre-nossos e cinco ave-marias por pecados que só o pregador conhecia. Para tentar ajudar à compreensão do que se fez nesta legislatura e do que é necessário fazer na próxima, já que acho simplesmente triste que um programa de governo tão vazio de ideias como o do PSD possa ter a oportunidade de se esconder atrás do biombo de campanhas ridículas como a da asfixia democrática. Acho que dei esse contributo: foi pequeno, mas foi o que estava ao meu alcance. A isso chamo cidadania.


Só falta mais uma coisa. Mas isso será no Domingo, no segredo da urna. Porque todos os votos são necessários.

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Por Eduardo Graça | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 09:53

 

As sondagens apontam para um bom resultado eleitoral do PS nas legislativas de domingo [Quadro final do Margens de Erro]. Coloco no campo improvável das surpresas absolutas a hipótese de qualquer partido alcançar a maioria absoluta. Com todas as reservas – sondagens são sondagens - o que é, para mim, um bom resultado eleitoral para um PS vencedor? É obter um número de deputados superior ao somatório dos deputados do PSD e do PP. Neste cenário um governo minoritário do PS correrá menos riscos pois só poderá ser derrotado pela convergência dos votos dos deputados da direita (PSD+PP) com os votos dos deputados do BE e/ou do PCP. Por razões de governabilidade, ou seja, de estabilidade política, é desejável, hoje mais do que nunca, que o PS obtenha uma vitória eleitoral por uma diferença confortável. Por isso voto PS!
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Por Porfírio Silva | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 09:26

Ouvi há pouco António Peres Metello, no programa Economia dia-a-dia, na TSF, a dar uma notícia que não vi ainda em mais nenhum meio. Certas notícias, apesar de verdadeiramente significativas, passam ao lado do ruído.

 

É que parece que foi finalmente concluída a revisão do contrato colectivo de trabalho para a indústria gráfica. Estava num impasse há anos. O impasse resultava de duas forças de travão. Por um lado, os sindicatos queriam preservar alguns direitos (nomeadamente salariais) sem dar a devida atenção às necessidades da indústria para se adaptar a condições que mudaram muito nos últimos anos – cedendo assim, os sindicatos, e por reflexo defensivo, à tentação de pura eternização de instrumentos reguladores desactualizados. Por outro lado, o patronato preferiria deixar caducar as convenções existentes e criar um vazio que lhe deixasse as mãos livres para fazer o que bem entendesse com os direitos dos trabalhadores – e era essa possibilidade com que sonhavam, muitos no patronato, desde que um recente governo de direita lhes abriu essa perspectiva de criar vazios na contratação colectiva.

 

Ora, com recurso a um mecanismo do novo Código do Trabalho, aprovado na legislatura que finda – a arbitragem obrigatória – é possível impedir que as partes bloqueiem as negociações, ao mesmo tempo que não se deixam os trabalhadores desprotegidos de qualquer contrato colectivo. Foi esse mecanismo novo que deu agora resultados novos. Há um novo contrato colectivo de trabalho para a indústria gráfica. O patronato conseguiu algo essencial à capacidade das empresas se adaptarem: as carreiras e categorias profissionais na indústria foram reduzidas de cerca de 400 para cerca de 100, factor importante para a adaptabilidade interna das empresas. Os trabalhadores conseguiram aumentos salariais obviamente acima daquilo que o patronato queria acordar. É uma indústria que ganha novas condições para avançar, a benefício comum das empresas e dos trabalhadores.

 

 

É este o sentido da evolução de que necessitamos. E pouco a pouco se vai vendo como julgam mal aqueles que falam do governo do PS como se não tivesse cuidado dos interesses dos trabalhadores. Cuidou – mas não numa perspectiva de mera resistência à mudança. Cuidou – na perspectiva do avanço por mútuo acordo e para mútua vantagem de empresas e trabalhadores.  Não será disso que precisamos?

 

(também aqui)


Por Hugo Costa | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 08:46

Não existem dúvidas que o BE defende o Serviço Militar Obrigatório.

 

 

Citação do programa do BE:

 

"Está transformada a própria natureza funcional das Forças Armadas: em nome do profissionalismo, da

eficiência empresarial, duma tecnocracia pretensamente apolítica, elas tendem a agir como corpos mercenarizados

de contratados de onde desapareceu qualquer eco, por retórico que fosse, do conceito republicano

dos “cidadãos em armas”. Corpos de profissionais de guerras imperialistas tendem a ser, em si mesmos,

uma ameaça à democracia."

 

É este o partido que os jovens olham como moderno? 

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Por Palmira F. Silva | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 08:40

A análise de Pedro Morgado de alguns pontos do programa do BE deveria ser de leitura obrigatória. Realço aqueles pontos, referentes a I&D, que me deixam realmente de cabelos em pé, embora a promoção do consumo de drogas e de banhas da cobra também não me tenha sossegado muito:

 

«Assumir o controlo público da investigação científica e da tecnologia, dando prioridade às alternativas no campo das energias renováveis e da eficiência energética que permitam o uso democrático dos recursos»
Controlo público da investigação científica? Onde é que eu já vi isto? URSS? China? Coreia do Norte?

«Criação de um banco de cérebros em Portugal para promover uma investigação científica séria, eficaz e segura na área das Neurociências (como Alzheimer e Parkinson), acabando com o sacrifício de centenas de animais por ano para efeitos deste estudo»
Este Bloco de Esquerda é mesmo um perigo. Primeiro dizem que querem controlar a investigação científica e, umas linhas abaixo, demonstram que não percebem mesmo nada de investigação científica. Quem lê esta frase até pensa que a investigação que se faz em Portugal não é séria, eficaz e segura, o que é verdadeiramente ultrajante para todos os investigadores em neurociências do país.


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