Por Rogério Costa Pereira | Sexta-feira, 07 Agosto , 2009, 12:30

Rui Castro, co-autor do blogue que apoia o PP (o CDS já se foi há muito), partido que luta pela sobrevivência - tentando ser co-autor do próximo Governo -, diz que "Não vale sequer a pena - pelo menos, para já - explicar[-me] que o CITIUS, apesar de potencialmente constituir uma óptima ferramenta de trabalho para todos os que trabalham na Justiça, tem debilidades e riscos graves que importa minimizar." Concordo com o Rui, o CITIUS tem mesmo debilidades. É rasgá-lo, pois então. Começar do zero! Reset. Isso de corrigir, emendar, adequar (trata-se de um programa informático) é que não. Mesmo, "Apesar de potencialmente constituir uma óptima ferramenta de trabalho para todos os que trabalham na Justiça", avancem as suspensões, os estudos, as comissões de inquérito (se parlamentares ainda melhor).

Next.

Quanto ao "falhanço da reforma da acção executiva e da lei do arrendamento, a desadequação de regimes legais - como por exemplo o da insolvência" custa-me a crer que o Rui queira mesmo falar disso, mas tudo bem, um dia destes não me importo de dar a minha opinião, temos é que começar pelo princípio - pelos Decretos-Leis 53/2004, de 18 de Março de 2004, e 38/2003, de 8 de Março de 2004, e pela relevância dos mesmos nas ditas reformas (com excepção da do arrendamento - tema que merece outro destaque).

Entretanto, Rui, aproveite e fale-me lá das propostas do seu PP para a justiça. Teria muito gosto em discuti-las (andei agora à procura do programa de governo do PP e - falha minha, por certo -, não dei com ele).

 

PS (pardon my french) - Caramba, Rui, desculpe, só agora reparei que "o CDS ainda não apresentou o seu programa de Governo, razão pela qual [o Rui não pode] defender propostas que não são ainda conhecidas."  Não duvido que logo que forem conhecidas - o país aguarda o tempo que for preciso-, o Rui defendê-las-á com unhas e dentes. Já eu estou mais à vontade, que não me resumo a "segundo os socialistas" - nem eles aos meus posts.


Tomás Belchior a 7 de Agosto de 2009 às 16:38
Gosto deste estilo de argumentação. Começa por fazer extrapolações completamente demagógicas a partir do que o Rui Castro escreveu e acaba a desvalorizar por antecipação uma qualquer defesa que o Rui possa fazer das propostas do partido em que vota (como se isso não fosse natural), reclamando para si mesmo uma pseudo-independência como se a independência fosse uma qualidade em si mesma.

No entanto, cai no tique seguidista que faz furor no Largo do Rato de tentar responder às debilidades dos governos socialistas que governaram este país em 11 dos últimos 14 anos, apontando falhas a um governo que esteve em S. Bento durante 3 anos.

Caro Rogério, o país que temos hoje, lamento dar-lhe a notícia, é obra dos governos do PS. Se quer discutir com a independência que proclama, comece por discutir (para não ir mais longe) o que não foi feito nestes últimos quatro anos e meio. Não precisa de ter receio das críticas vindas de um partido que luta pela sobrevivência.

Rogério Costa Pereira a 7 de Agosto de 2009 às 17:04
11 dos últimos 14 anos? Não terão sido 14 dos últimos 11? Parecem discos riscados. E olhe, desses 14 votei sempre PSD, com excepção das últimas e das que se avizinham.

Já agora: foi nos nos outros três foram publicados os tais diplomas que deram origem às reformas de que o Rui fala.

Quanto aos lugares-comuns que usa, independência e tal, quando escrever de forma que não seja meramente conclusiva e assente em chavões, talvez lhe possa responder. Mas adianto-lhe o que nos distingue: para além das minhas, não tenho propostas para defender; já o Rui aguarda novas do Caldas. É só isso.

Tomás Belchior a 7 de Agosto de 2009 às 17:42
Caro Rogério,

Se não gosta de chavões, comece por discutir o que foi feito nestes últimos quatro anos pelas pessoas em quem votou. É isso que está em causa nestas eleições. Ao contrário do que o partido que apoia nestas eleições parece pensar, os resultados do governo PSD/CDS já foram avaliados pelo eleitorado. Continuar nessa linha de argumentação, isso sim é um disco riscado.

Mais uma vez lhe digo que defender propostas que são só suas e não propostas do PS, não faz dessas mesmas propostas boas propostas. Por outro lado, se passar outra vez pelo pelo Rua Direita fica a saber que as "novas do Caldas" que aí vêm foram elaboradas com a ajuda do Rui, logo além de serem do CDS também serão do Rui Castro. Recorrendo à sua lógica, parece que a génese das suas propostas é idêntica à das propostas do Rui. Não consigo perceber se o facto de coincidirem com as do CDS será bom ou mau do seu ponto de vista, mas pelo menos presumo que tenham esse ponto positivo a seu favor.

De resto, compreendo que não goste do que eu digo, nem da forma como eu o digo, mas tem que reconhecer que se gostasse era provável que votássemos no mesmo partido, o que não é o caso. Não vejo é razão para melindre nisso.

Rogério Costa Pereira a 7 de Agosto de 2009 às 19:06
Melindre?

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