Por João Galamba | Terça-feira, 04 Agosto , 2009, 15:51

A crítica Marxista ao Capitalismo pressupõe uma certa noção de crítica (crítica imanente) e uma determinada visão da história. Mas Louçã abandonou esse caminho e optou por uma espécie de crítica fundada na denúncia moral. O problema do socialismo-moralista de Louçã é a sua absoluta desconsideração pelas condições de possibilidade da concretização do seu ideal político. Por outras palavras, mantêm-se os chavões de sempre, mas perde-se todo e qualquer contacto com a realidade. Para Marx, o comunismo seria um potencial reprimido interno ao próprio capitalismo; mas o capitalismo não podia ser entendido como um erro ou uma aberração moral. Quando se abandona o horizonte revolucionário e a frase "superação do capitalismo" deixa de fazer sentido, um Marxista transforma-se automaticamente num moralista e entra no campo da religião. A denúncia de tudo e de todos, a visão conspirativa da realidade, a pureza moral face a uma realidade decadente, a negação abstracta do capitalismo - tudo isto representa uma perversão do pensamento de Marx. No fundo, Louçã é um líder religioso. Se não concordam, sugiro que leiam a Ideologia Alemã. Está lá tudo.


portela menos 1 a 4 de Agosto de 2009 às 16:35
claro Galamba, é capaz de estar cheio de razão mas, o que é que isso tem que ver com os onze (11) anos de governo PS ... nos últimos catorze (14)?

Miguel Matos a 4 de Agosto de 2009 às 17:30
Caríssimos,
Para adicionar ao humor, o Bloco de Esquerda tem um padre católico como mandatário da sua candidatura à Câmara Municipal de Viseu.

Louça, na falta (se Deus quiser, permanente) de autoridade legal, procura espaço para se assertar com uma autoridade carismática. (v. Max Weber in The Three Types of Legitimate Rule)

O carisma demagogo e irresponsável de Louça assusta-me a mim e a muitos. No entanto, muitos outros caiem no abismo da sua retórica inflamatória (já Churchill dizia que a retórica era a «chave para o coração dos homens».

O que existe com o Bloco é o mesmo que deu a vitória aos Nazis após a Grande Depressão, a coesão negativa. As pessoas não concordam com as ideias do Bloco, simplesmente se assimilam mais a ele devido à sua demagogia anti-crise que, nestes tempos difíceis, é desesperadamente procurada.

Assino,
Miguel Matos,
portugalparafrente.blogspot.com

Vera Santana a 4 de Agosto de 2009 às 18:34
Interessante comentário, Miguel

Autoridade carismática a dobrar: Louçã + Padre Católico

Autoridade burocrática: quem pisa as regras é punido/a

Mas não posso subscrever inteiramente o seu último parágrafo. Teria tendência a compará-lo (ao Bloco) mais com Chávez.

Saudações,

Vera


josé Vladimiro a 4 de Agosto de 2009 às 20:11
Obsessão!

portela menos 1 a 4 de Agosto de 2009 às 21:53
este espaço de debate só dá para um lado?
só se podem fazer elogios ao PS e insultos ao BE?
assim dá para compreender porqúe um comentário meu, a meio da tarde, ainda está "sob análise"!

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