Por Luis Novaes Tito | Terça-feira, 04 Agosto , 2009, 13:03

LâmpadaUma das frases que gostei de ouvir a Sócrates na BlogConf foi a de que: "não havendo tempo a perder com o agravamento da crise energética, o Governo entendeu incentivar o desenvolvimento de energias alternativas em vez de relançar o debate nuclear".

 

Essa atitude reflecte-se já em entradas na rede nacional de largos milhares de kW de electricidade que neste momento teriam de estar a ser adquiridos no estrangeiro ou a ser produzidos com matérias-primas importadas e poluentes.

 

Não sei ao certo quantificar esta energia já produzida, agora, para a comparar com a que poderia ser produzida, no futuro, com recurso ao nuclear, mas sei que enquanto alguns conversam, desconversam, batem e debatem, escrevem e rasgam, outros fazem, e isso é bom.

 

É bom para nós contribuintes, que não vemos o dinheiro a escoar-se para os outros, e para nós, cidadãos preocupados com o futuro, que desenvolvemos a indústria para aproveitar forças limpas e produzir equipamentos capazes de aproveitar os nossos recursos naturais.


Ibn Erriq a 4 de Agosto de 2009 às 14:50
Acredito que tenha escrito isto de boa fé, mas seguramente com muito desconhecimento.

sabe responder quando começou a aposta nas energias renováveis em Portugal, esquecendo é claro, as hídricas da EDP? Tenho a leve desconfiança que não sabe.

Acha portanto que o "boom" das eólicas se deve ao Pinho.

Para não ir mais longe sabe quando foi iniciada a construção do parque de Bolores ou de Catefica? julgo que não!

Ou do do Alqueidão? ou dos Candeiros?

Deve portnato achar que em 15 dias se fizeram os projectos, se obtiveram as licenças, os financiamentos e se construíram os parques!

Acho que se devia informar melhor em vez de repetir aquilo que foi ouvindo sem qualquer espírito critico.

Núncio a 4 de Agosto de 2009 às 15:21
Este ponto de ordem é muito importante.
Claro que também há mérito em prosseguir boas políticas e bons projectos que vêm de governos anteriores, mas é desonesto assumir a paternidade do filhos dos outros. Quanto muito, adoptem-nos!

Luis Novaes Tito a 4 de Agosto de 2009 às 15:30
Caro Núncio
Penso já ter respondido a isso na resposta que dei ao primeiro comentador.
Não sei onde foram ler esse esquema da paternidade.

Luis Novaes Tito a 4 de Agosto de 2009 às 15:40
E fico admirado que o Núncio, sempre tão atento, valha-o Deus (sou um patusco, sabe) não tenha reparado que a imagem que usei tem uma lâmpada de filamento o que representa desperdício nada condizente com o Post.

Luis Novaes Tito a 4 de Agosto de 2009 às 15:26
Caro IBN Erriq

Começo por lhe agradecer o comentário, mas mais agradecido ficaria se, em vez de ter levantado tantas questões para medir o meu conhecimento ou ignorância sobre o assunto, tivesse dado as respostas porque, não só seria mais útil a quem nos lê, como lhes poderia passar argumentos interessantes para rebaterem o meu texto.

De qualquer forma, e para além do que lhe peço anteriormente, proponho que releia o texto para entender o sentido. Verá que o que lá está não se limita a transcrever acriticamente coisa alguma, mas sim a explicar que o imobilismo é a pior arma que podemos usar. Verá que em parte alguma digo seja o que for sobre Pinho, nem tão pouco que o “boom” das eólicas se deve a ele. Aliás verá que nem sequer refiro as eólicas mas sim as alternativas (onde evidentemente se enquadram as eólicas)

Sabe que considero que um dos nossos grandes problemas é que avançamos para os teclados sempre de pedra na mão prontos a acertar em quem opina, mas assim não vamos lá. Acredite que há pessoas interessadas em construir.

Mais uma vez agradecido pela sua participação.

LNT a 4 de Agosto de 2009 às 15:37
Claro que lhe peço que não comece o relato pelos moinhos de maré do Séc XII/XIII, ou pelas alternativas anteriores a eles.

Joaquim a 4 de Agosto de 2009 às 15:59
Começa por uma citação de Sócrates, continua com o elogio a uma boa decisão, não indicando que Sócrates apenas continuou o caminho iniciado por outros, e com a repetição das "palavras de ordem" que o PS repete diariamente contra o PSD.

Não se faça de "virgem ofendida" depois de "cobrar pelo servicinho".

Luis Novaes Tito a 4 de Agosto de 2009 às 16:50
Virgens somos todos, Joaquim.
Mas diga lá, por favor, quem são esses outros a que se refere.
Terão sido: Durão Barroso, Manuela Ferreira Leite, Santana Lopes?

Ibn Erriq a 4 de Agosto de 2009 às 16:02
O problema não está na sua ignorância, essa não posso atestar! Mas se é assim tão conhecedor porque diz isto?

Quem são os que fazem e os que não fazem?

O sentido do seu texto ou é desonesto ou motivado pelo desconhecimento, como lhe dou o beneficio da dúvida opto pela segunda opção.

Eu não tenho que lhe dizer nada, Vexa, é que se tenta escrever um artigo sério devia estar informado e não lançar umas bocas, sabe, é aquele lugar comum "uma mentira repetida ...."

Quanto ao Pinho, é claro que não se ira referir a ele ;-)

As perguntas que lhe deixei, poem em causa a conversa do imobilismo, certo? Antes deste governo já havia milhares de MW a produzidos por fontes renováveis (eólica, solar e mini-hídricas) por isso não compreendo onde está o imobilismo.

Um dos outros problemas que temos é que avançamos para o teclado para escrever coisas de forma leviana. Assim não vamos lá. Acredite que há muita gente, não interessada, mas a construir, mesmo sem ser com base em meias verdades.

Luis Novaes Tito a 4 de Agosto de 2009 às 17:14
Não sei onde vê as meias-verdades, mas deve ser um problema meu. Leio e releio o meu texto e não as encontro.

Quanto a não ter nada para me dizer já o tinha percebido. Nem a mim, nem a ninguém que aqui o leia, pela simples razão que não veio aqui para dizer nada mas só para tentar o insulto fácil. (expl.s Tenho a leve desconfiança que não sabe, repetir aquilo que foi ouvindo sem qualquer espírito critico, do seu texto ou é desonesto ou motivado pelo desconhecimento, lançar umas bocas, avançamos para o teclado para escrever coisas de forma leviana, mesmo sem ser com base em meias verdades)

No entanto, caso reconsidere, faça o favor de me ensinar a mim e a quem nos lê. Todos lhe ficaremos gratos.

Ibn Erriq a 4 de Agosto de 2009 às 17:21
Caro Luís Novaes Tito,

Está a ver como a sua argumentação é pouco séria.

Atente "Quanto a não ter nada para me dizer já o tinha percebido." Quando o que eu escrevi foi "Eu não tenho que lhe dizer nada, Vexa, ..."

Consegue ver a diferença? Não?

Ok

Meias verdades é atribuir o crescimento das energias renováveis a este governos, isto para não lhe chamar outra coisa.

Uma virtude Vexa tem que é arte da retórica, assim não vamos lá!

Mas se quer tantos assim os dados que lhe faltam. faça uma coisa uma simples pequisa no google dar-lhas-á, verá que pode ter algumas surpresas!

Nota-se que está a ficar nervoso, será pela falta de argumentos?

Luis Novaes Tito a 4 de Agosto de 2009 às 18:09
Ibn,
Vou-lhe contar um segredo, aliás, dois:

1º Os seus comentários só aparecem aqui porque eu os faço aparecer. Se estivesse nervoso era fácil, não era?

2º Meias verdades é tentar fazer passar que os Governos Socialistas não foram os grandes impulsionadores das renováveis. Basta que se lembre que se a questão nuclear tivesse sido lançada (e é disso que o meu texto fala) as renováveis poderiam não estar onde estão. Porquê? Você sabe, já se percebeu que é um expert, embora que como tal, não me devesse remeter para a ciência Google mas para outras mais de expert.

Mas ainda assim lhe volto a sugerir que tente não ler o que no meu texto não está escrito.

Se conseguir ler só aquilo que escrevi verá que muito do que tem dito nesta caixa de comentários não faz sentido.

Voltando ainda à questão energética, vou ter que suspender por algum tempo esta lição que teve a amabilidade de me dar. A bateria do meu equipamento está a começar a falhar. Recomenda-me algum dispositivo solar para maquinetas de banda larga?

Ibn Erriq a 4 de Agosto de 2009 às 20:20
Caro Luís Novaes Tito,

Vou eu também contar-lhe três segredos:

1 - Agradeço o seu esclarecimento acerca da moderação dos comentários, é que nem sonhava que fosse assim que funcionava.

3 - para que os comentários sejam publicados e antes de serem por si publicados têm que ser por mim escritos, infelizmente mal, porque, tenho uma certa falta de jeito para a prosa.

2 - O seu sarcasmo e ironia não colhem.


Está enganado não sou nenhum expert, atento talvez!

Remeto-o para o google pelo simples facto de que o motor de busca facilmente lhe dará as respostas à evolução das eólicas.

Bom vejo que o conversa mudou ligeiramente de rumo, ou seja, já não foi obra deste governo, mas sim dos dos PS.

Posso até adiantar-lhe que durante o governo do Durão fujão nada foi feito nessa área. E antes nos governos do Cavaco também nada foi feito. Isso é falta de seriedade, não sabia? Nem sequer legislação foi publicada acerca da matéria em apreço.

Novais, vamos fazer de conta que eu ainda não escrevi nada e que estou completamente enganado relativamente ao seu Post.

Esclarece-me então se tiver essa bondade o que significa isto, relativamente ao tema

"(..) mas sei que enquanto alguns conversam, desconversam, batem e debatem, escrevem e rasgam, outros fazem, e isso é bom."

henrique pereira dos santos a 4 de Agosto de 2009 às 16:04
Vi num comentário de uma ONG que a omissão de referência à energia nuclear no programa do PS era o forma de não compromisso nesta matéria.
Pode alguém explicar-me se há alguma razão para o programa do PS não pôr de lado a hipótese de recurso à energia nuclear?
henrique pereira dos santos

Luis Novaes Tito a 4 de Agosto de 2009 às 17:01
Caro Henrique

Confesso não ter uma resposta concreta para lhe dar. No entanto, pelo que sei, o PS não tem a questão nuclear como assunto encerrado.

Isso implica uma discussão profunda da sociedade e neste momento de urgência de energia a atenção está virada para o desenvolvimento de alternativas que são consensuais. Para além de consensuais essas alternativas estão a criar investigação e postos de trabalho em sectores que montam e fabricam componentes para a respectiva indústria.

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