Por GWOM | Terça-feira, 04 Agosto , 2009, 03:03

 

Franklin D. Roosevelt era um adorador do mercado como único regulador. No entanto, como, durante a Grande Depressão, não funcionava a auto-regulação, ouviu os conselhos avisados do Homens de Cambridge: a procura agregada é o mais importante em conjuntura de desemprego e de quebra de produção.

 

Qual foi, então, o método de sucesso para combater a Grande Depressão? Aumentar a despesa pública, desde que tivéssemos sustentação suficiente nas receitas, de curto (impostos, para cobrir as despesas correntes) e de longo prazo (dívida, para cobrir as despesas de capital).  Confiar no funcionamento dos mercados e reduzir a intervenção do Estado não cura, mas agrava o mal do desemprego...


Joaquim a 4 de Agosto de 2009 às 11:16
Com a dívida pública a subir sistematicamente, mesmo nos períodos de expansão económica, como é que se aplica o critério "desde que tivéssemos sustentação suficiente nas receitas, de curto (impostos, para cobrir as despesas correntes) e de longo prazo (dívida, para cobrir as despesas de capital)"?

Onerar as gerações futuras com dívidas que não vão poder pagar e um Estado que não vai poder ajudar os mais desfavorecidos tem bons resultados no combate ao desemprego?

Vejamos: a dívida pública aumenta logo aumenta a parte do OE destinada a pagar os juros da dívida; como a despeza pública não diminui, o OE tem que aumentar; como a maior parte das receitas são fiscais, aumentam os impostos; com impostos mais altos e com a competição global, há menos incentivo para investir em Portugal; com menos investimento (e mais deslocalização), menos emprego.

Mas depois vem o lado positivo:
1. Com falta de emprego, os portugueses emigram.
2. Com o Estado sem dinheiro para suportar as despezas sociais, os portugueses terão que se desenrascar, criando os seus próprios negócios.

No fim, o desemprego acaba por diminuir. Será sempre muito superior ao actual mas se subir muito e depois baixar um bocadinho, isso é positivo, não é?
Afinal, o Governo PS baixou o IVA em 1%. Foi depois de o aumentar em 2% mas o facto inquestionável é que o baixou.

GWOM a 4 de Agosto de 2009 às 17:41
"Com o Estado sem dinheiro para suportar as despezas sociais, os portugueses terão que se desenrascar, criando os seus próprios negócios." Essa solução, para além de caricata, é muito imaginativa... É o desenrasquem-se do costume... Sem comentários!

FJJ a 4 de Agosto de 2009 às 19:56
Recomendo-lhe que estude a depressão de 1920 nos Estados Unidos da América e tire as suas conclusões.

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