"Quando uma pessoa é considerada inocente até prova em contrário, que também tenho como princípio, tem de poder manter os seus direitos completamente inalterados. Isto inclui o de se candidatar a cargos públicos." obviamente!
Já me parece ser bem mais defensável q após uma condenação na primeira instância, e pese embora a possibilidade de recursos, se esteja inibido de se candidatar até ao fim da história toda.
Não sendo jurista, a interpretação que faço nesse caso é de que a pessoa em questão já foi considerada culpada e sentenciada. Já não se aplica a questão da presunção da inocência (mais uma vez, na minha óptica de não jurista)
Portanto: sim! Nesse caso que esteja inibido de candidatar até ao fim da história.
Diogo a 3 de Agosto de 2009 às 21:02
Bom, deixemos a justiça seguir o seu majestático curso. Nunca vi um corrupto na cadeia em Portugal. Nem a nossa Fátima Felgueiras.
Todos os partidos?
Já imaginou os danos que aprovação de uma lei dessas fazia no PS e no PSD...Ficavam sem candidatos pá, a começar pelo candidato a PM!
Deve estar a confundir os textos. O meu defende que só quando alguém é considerado culpado é que se aplicaria o caso. O Primeiro-Ministro, e recandidato ao cargo (que é um bocado diferente do que você diz) nem sequer arguido é!
José Barros a 3 de Agosto de 2009 às 22:49
No entanto, não subscrevo que quem esteja constituído como arguido ou mesmo em processo de julgamento esteja na mesma situação. Pelo simples facto de que existe algo chamado presunção de inocência - do post
O pequeno problema é que a presunção da inocência também existe depois da condenação em primeira instância e até à decisão definitiva do processo em última instância, ou seja, até ao momento do trânsito em julgado da decisão judicial. E isto está na constituição, pelo que muito me surpreende que os comentadores mostrem tanto desconhecimento.
Isto tudo para dizer que a proposta de Marques Mendes, com a qual toda a gente parece concordar, é muito possivelmente inconstitucional como referiu Mota Pinto, na SIC-Notícias, há pouco.
Culpem a constituição e o sistema penal orientados - desde sempre e com ar ecente reforma penal ainda mais - por um garantismo doentio que impede a investigação criminal, cria burocracia e morosidade e basicamente redunda no desastre que conhecemos.
Meu caro,
Como referi n vezes, não tenho formação jurídica. Como tal, não estou familiarizado com todos os artigos constitucionais. Assim sendo, e crendo nas suas palavras, não tenho problemas nenhuns em aceitar que Isaltino ou outro qualquer se candidatem. Foi esse o espírito do texto.
E quanto a concordar com Marques Mendes, somente o faço sendo a pessoa considerada culpada "de forma definitiva", por assim dizer.
Rui Pedro Nascimento
De facto uma pessoa é inocente até se provar que é culpada. Esse é um princípio inquestionável. Mas será que a legislação existente permite que Isaltino Morais possa manter a candidatura neste momento?
james a 3 de Agosto de 2009 às 23:07
Enquanto o acórdão não transitar em julgado - o que parece que não vai acontecer tão depressa, i. e., Isaltino já manifestou intenção de recorrer - pode, na verdade, candidatar-se ao Executivo e se ganhar poderá vir a exercer o mandato.
Apesar de ter sido esse o começo do meu post o que considero mais importante é a declaração de Guilherme Silva sobre a contaminação política da justiça. Ninguém parece ter ligado muito.
james a 3 de Agosto de 2009 às 23:37
Não sei qual é a admiração da Sofia.
E o caso recente da Lei do financiamento dos partidos?
Mário Cruz a 4 de Agosto de 2009 às 03:56
Estou atónito com toda esta argumentação em volta da lei e do direito.
Uma candidatura deve, acima de tudo, ser baseada numa ética e numa moral exemplares.
Qualquer cidadão deve mostrar que é ética e moralmente exemplar antes de aceitar um compromisso político. Identicamente, qualquer cidadão devia ter isso presente quando escolhe votar no candidado A ou B.
Há 4 anos não votei em Isaltino exactamente porque tinha suspeitas. Hoje continuo a ter suspeitas e te-las-ei até o próprio me convencer do contrário.
António da Costa a 4 de Agosto de 2009 às 12:01
"O que os cidadãos de Oeiras vão escolher é um presidente de Câmara. Não vão decidir se Isaltino Morais é culpado ou inocente".
José Leite Pereira, "Jornal de Notícias", 04-08-2009
Não sei quem é José Leite Pereira, no entanto esta frase contém uma grande verdade, tão grande que muitos daqueles que habitam o concelho de Oeiras, independentemente da área politica a pertencem, encontram na pessoa de Isaltino aquele que modificou para melhor o concelho, vou mais longe, alguns deles Socialistas.
Afinal a MFL com a sua políca de verdade também batalhou pelo António Preto ( as cartas de condução de Tábua) e pela Helena Napoleão ( das casas da autarquia).
Não há diferenças entre o PS e o PSD!
Votar num é votar no outro!
Quer pão com ou sem manteiga?
António a 12 de Agosto de 2009 às 00:01
Ao menos escrevam assento como deve ser, por favor!