Por Rui Pedro Nascimento | Segunda-feira, 03 Agosto , 2009, 12:34

“Um dos pontos mais importantes e que nem sempre é referido com a dimensão que merece é a questão da quantidade e da qualidade legislativa.
Considero que é essencial legislar menos, legislar de forma criteriosa e de forma precisa”

Manuela Ferreira Leite, 29 de Julho de 2009

 

 

"Nunca me recordo de tantos diplomas. Eu penso que quase enchem um bom jipe"
Presidente da República, 2 de Agosto de 2009

 

(Retirado daqui)

 

Há duas hipóteses para esta convergência de opiniões:

 

  1. Ambos estão sintonizados naquilo que, neste caso, consideram um problema;
  2. Um/a lidera e define a estratégia e outro/a executa-a;

Quem quiser pode escolher a sua opção...


Joaquim a 3 de Agosto de 2009 às 14:24
Ambos estão sintonizados naquilo que qualquer pessoa minimamente inteligente considera um problema.

Núncio a 3 de Agosto de 2009 às 14:59
Subscrevo o comentário do leitor Joaquim e acrescento o seguinte: muita gente anda incomodada com a (aparente) sintonia entre Belém e MFL, nos temas em que qualquer cidadão médio revelaria a mesmíssima sintonia (como a diarreia legislativa).
Mas não se incomodaram com a (descarada) sintonia entre Belém e o Largo do Rato quando dissolveu a AR, escolhido que estava o Grande Líder.
Podemos (e devemos) ter convicções políticas e militância partidária, mas ser intelectualmente desonesto e reiterada e conscientemente parcial é que não está nas regras de um bom debate.

Rui Pedro Nascimento a 3 de Agosto de 2009 às 15:05
E eu que nem disse a minha opinião mas somente levantei duas hipóteses é que sou considerado intelectualmente desonesto...

Núncio a 3 de Agosto de 2009 às 15:29
E acha que, nessa matéria, não é de estar em total sintonia?
Aliás, se a memória não me falha, quem identificou a maleita da "diarreia legislativa" foi, ironicamente, Vital Moreira, há já alguns anos. Se não foi ele, terá sido, também ironicamente, Jorge Miranda.
Acho absolutamente lamentável é que tenham de ser dois economistas (qualquer que seja a sua côr política, porque os comentários não são bons ou maus dependendo de quem os faz!) a subscrever esse diagnóstico e os deputados e membros dos governos, classe onde abundam os juristas e os professores de Direito, não páram de alimentar esse outro "monstro".

Rui Pedro Nascimento a 3 de Agosto de 2009 às 15:47
Respondendo à sua pergunta: acho. Mas acho curioso o timming de ambos os 'actores' desta questão.

O que não invalida a razão da opção.

Núncio a 3 de Agosto de 2009 às 15:56
Obrigado, Rui, pela resposta (coisa que nem todos os "bloguistas" têm a decência de fazer, mas - que eu saiba - isto é um debate e não uma lição de cátedra, como as que faz Eduardo Pitta que não permite o contraditório).

Rui Pedro Nascimento a 3 de Agosto de 2009 às 16:00
Núncio,
O Eduardo exerce o seu direito de não querer abrir os seus posts a comentários. Já assim é no blogue dele...

Joaquim Amado Lopes a 3 de Agosto de 2009 às 19:28
Acha curioso que o Presidente da República (que tem que aprovar os diplomas) e a Presidente do principal partido da oposição (que quer marcar a sua posição relativamente às diversas matérias) manifestem opinião semelhante (e, diga-se de passagem, certeiríssima) sobre o excesso de legislação e de má legislação precisamente no momento em que o Parlamento aprova uma carrada de diplomas num único dia, sem discutir nenhum deles devidamente?

Sim, tem toda a razão. É muito suspeito.

Rui Pedro Nascimento a 3 de Agosto de 2009 às 20:08
Não, não é curioso, porque é uma situação que nunca se passou com este Presidente. Ou será que se passou?

amália a 3 de Agosto de 2009 às 16:24
O Eduardo Pitta tem e-mail para quem o quiser contactar. Já o fiz. Era o que faltava que outros quisessem impor as suas regras a quem já tem as que escolheu. Eu não sou "mandatária" do Eduardo Pitta e nem lhe pedi para dar aqui a minha opinião...Espero que ele não leve a mal.Sou apenas apreciadora do seu blog que também é de João Paulo Sousa e da sua poesia.

Núncio a 3 de Agosto de 2009 às 19:27
Obrigado pelo seu esclarecimento, amália. Preferia tê-lo recebido do próprio, mas aceito-o.
Quanto à imposição de regras, não as quero nem vou impor a ninguém, mas julgava que as pessoas criavam blogues para dar pública nota das suas ideias e para as colocar a discussão, a debate, a contraditório.
Enganei-me, certamente.

P.S. Também aprecio. Por isso a perplexidade.

amália a 3 de Agosto de 2009 às 19:50
Penso que há imensas razões que levam as pessoas a criar blogs. Por exemplo, os meus blogs têm por finalidade divulgar o que é interessante para mim, pode ser que outros tenham opinião semelhante...ou não. Por outro lado, um dos meus blogs destina-se também a colocar as minhas elucubrações, escritos, fotos, obras plásticas minhas, etc. Não fico à espera de retorno. O exprimir-me chega. É claro que estas minhas atitudes podem ser criticáveis. Mas não me apetece escrever um diário em papel. Procuro apenas divertir-me. Se mais alguém o faz à minha custa, a responsabilidade não é minha.
Pronto.
Ah, e também me divirto a ler alguns comentários de alguns blogs. Mas só comento quando me apetece. :) um sorrisinho faz bem.

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