Por Luis Novaes Tito | Domingo, 02 Agosto , 2009, 17:51

Joaninha - Rosa A silly season caracteriza-se pela falta de notícias. Quando a ela se junta uma campanha eleitoral que não prescinde de novidades, ainda que tenham de ser fabricadas, aparecem os não-casos Joana. Recapitulemos para melhor sentir o ridículo: Joana Amaral Dias resolveu, há dois anos, afrontar o seu líder partidário que concorria à Presidência da República tornando-se mandatária para a juventude de Mário Soares. Como Soares ficou em terceiro lugar, JAD não recolheu o protagonismo que pretendeu e Francisco Louçã não lhe admitiu a dissidência, coisa comum em Partidos radicais, tendo-lhe retirado as luzes com que JAD gosta de se iluminar. Passado o tempo de recobro, JAD não aguenta o anonimato e resolve contar uma conversa privada,Joaninha - Gato sem qualquer relevância até por ser só uma coisa entre duas pessoas, e sentindo que era tempo de reacender as luzes e reaproximar-se do seu querido líder, agora que se pressentem perspectivas de futuro, arranja um pseudo-caso útil à propaganda do BE que está apagado da comunicação social devido ao extremado dualismo PS/PSD. A silly season e a falta de notícias sérias catapultam o fait-divers para as primeiras páginas e dá a JAD o relevo que nunca teve, nem quando foi mandatária de Soares. Tudo visto e espremido ganharam-se duas semanas de conversa de praia e de esplanada para gáudio dos interesses da comunicação social e do seu protegido Bloco de Esquerda. Estranha-se que o pseudo-assédio de JAD seja notícia depois dela ter sido mandatária de Soares contra Louçã e que nessa altura o convite feito, por quem tinha o poder para o fazer, fosse considerado normal (como é normal, diga-se, porque as pessoas são livres de contactarem, de serem contactadas e de decidir). Confirma-se que o BE é uma força de contra-poder onde os seus militantes estão impedidos da liberdade de ousar desafiar a nomenklatura sob o risco do rótulo de tráfico de influências. Que se seguirá? Talvez um internamento em clínica de reeducação, presume-se.


Fernanda Sobral a 2 de Agosto de 2009 às 18:29
V. não é nada tolo.

Luis Novaes Tito a 2 de Agosto de 2009 às 18:46
É tudo tão evidente! Agradecido pelo comentário

portela menos 1 a 2 de Agosto de 2009 às 18:42
se isto foi/é um pseudo-caso o que leva o pessoal do Simplex a editar 34 posts por dia sobre o tema?

já sei? estão a fazer um favor ao BE uma vez que consideram que isto (não se riam) ... "arranja um pseudo-caso útil à propaganda do BE que está apagado da comunicação social devido ao extremado dualismo PS/PSD"


Luis Novaes Tito a 2 de Agosto de 2009 às 18:52
Ainda bem que entendeu, Portela menos.

É isso mesmo( embora os 24 posts devam ser um exagero). A nossa democracia não gosta de ver o BE sem qualquer protagonismo, mesmo que seja através de coisas tão silly season como esta.

Aquele dedinho acusador de Louçã não deve ser escondido das luzes da ribalta.

Se eu lhe contasse a quantidade de conversas tidas com pessoal menor que já me tentaram convencer a isto ou aquilo com o BE.

Haja paciência!

Luis Rainha a 2 de Agosto de 2009 às 19:52
Este esmiuçar das supostas intenções e da adivinhada atracção pela ribalta da JAD é um pouco nojento. E repare que a sua colega do post anterior fala em "confirmado convite".
Por fim, isso da "conversa privada sem qualquer relevância até por ser só uma coisa entre duas pessoas" parece um elogio à omertà – as "coisas" (?) entre duas pessoas não têm relevância porquê?
Já agora, olhe que é "nomenklatura".

João Maneiras a 2 de Agosto de 2009 às 20:21
Olha outro que vem atraído pela luz. ZZZZZZZZ...ploft! Temos pena.

Luis Novaes Tito a 2 de Agosto de 2009 às 23:09
Quem? O autor ou o Luis Rainha?

João Maneiras a 3 de Agosto de 2009 às 11:05
Ó isso nem se pergunta. Claro que é a borboleta Luis Rainha. Claro!

Luis Novaes Tito a 2 de Agosto de 2009 às 23:07
Fico satisfeito que me tenha corrigido a palavra nomenklatura. Como estou pouco habituado a escrevê-la cometi o erro, mas vou emendar.

Quanto ao nojo dos processos de intenção que aqui faço, comparados com os que Francisco Louçã insiste em fazer em relação a este fait-divers, são meras brincadeiras.

Se o meu caro Luís Raínha nunca teve conversas privadas com alguém posso entender o que diz, mas se já as teve sabe bem que em privado se dizem muitas coisas que não passam a ser importantes só porque se fazem inconfidências.

Enfim, penso que já basta deste pseudo-caso. A minha avó sempre me dizia que o que se passa entre amigos não deve saír daí.

Luis Rainha a 2 de Agosto de 2009 às 23:53
Tenho essas conversas privadas com amigos e gente em quem confio, não com estranhas que quero "sondar". As duas pessoas em questão não são nem nunca foram "amigas".
Já agora, não me lembro de ver o Louçã a lançar palpites e a fazer juízos de valor sobre o carácter do Paulo Campos. E foi isso que você aqui fez.

Luis Novaes Tito a 3 de Agosto de 2009 às 01:12
Mas viu o Louçã a dizer que tinha sido Sócrates. Aliás o que aqui se fez não é nada semelhante ao que Louçã fez.

Quanto a serem ou não amigas é o que menos interessa. Certo é que a conversa foi em privado entre elas.

Mas é como lhe digo, tudo isto é politiquice e protagonismo, coisas com um interesse irrelevante.

Oráculo a 3 de Agosto de 2009 às 00:04
Caro Sr. Luís,

Deixo-lhe um conselho: quando ligar para um estranho para lhe falar da possibilidade de este vir a assumir um cargo público por um partido a que pertença, não deixe de fazer a prévia advertência de que, contra toda a evidência, esse é, indubitavelmente, um contacto privado.

Quanto a "não-casos" a questão é esta (parece-me): ao que se sabe, o que se esperaria era que a JAD desse o nome para um lugar elegível pelas listas de Coimbra - assim roubando votos à esquerda e preenchendo as boas as cotas; porém, ficasse a JAD sossegadinha que ninguém estava à espera que se sentasse no Parlamento - o jeitinho pagar-se-ia com um cargo num Instituto Público, o tacho do Parlamento iria para outro amigo (não eleito).

Got it? Claro que sim, você estava só a fazer o seu papael, leia-se, de parvo.

Luis Novaes Tito a 3 de Agosto de 2009 às 01:16
Caro Sr Oráculo
No got it!
Agradecido pela última saudação. Graças a ela prescindo de lhe explicar que tudo o que escreve é coisa da sua cabeça. Não ouvi JAD nem o SE dizer o que você diz.

A construção de não-notícias já é coisa velha.

Ricardo a 3 de Agosto de 2009 às 14:46
E agora, mesmo depois da entrevista, continua sem ouvir a JAD a dizer o que o Oráculo disse?

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