Por Ana Paula Fitas | Domingo, 02 Agosto , 2009, 11:37

Helena Roseta pediu a maioria para a CMLisboa... justamente, como se deduz da honestidade de um mandato que teve apenas 2 anos de duração e cujos objectivos foram alcançados, no equilíbrio das contas da autarquia que a gestão PSD agravara significativamente... justamente, pelos esforços de concertação em que o Movimento de Cidadãos se empenhou para, com o PS, concretizar uma alternativa de esquerda à gestão municipal deste pequeno/grande mundo que é a capital portuguesa... justamente, pelo apoio que o Movimento Lisboa é Muita Gente e a Renovação Comunista decidiram dar à candidatura liderada por António Costa à CM Lisboa... justamente porque o interesse colectivo, da cidade e das pessoas, prevaleceu sobre os interesses próprios!... já o disse e repito: um exemplo para o país que legitima o pedido de maioria para uma governação estável, capaz de garantir uma intervenção política sem bloqueios, promotora das medidas essenciais à requalificação da vivência urbana da população... quando, como escrevi no texto "Aos 58 Dias" se verifica a dispersão discursiva e se aguarda a seriedade do confronto político-ideológico no que à economia e à gestão social respeita a que me referi no texto "Lições da Crise, procuram-se!", a Convergência da Esquerda continua a evidenciar que as vitórias políticas resultam da correlação de forças, dos consensos e dos esforços... quando se consegue a grandeza da humildade política em reconhecer a primazia do interesse público.


Jorge Nascimento Fernandes a 2 de Agosto de 2009 às 15:07
Prove lá onde é que a Renovação Comunista deu apoio ao António Costa. Que eu saiba houve alguns renovadores que apoiaram a criação do Movimento de José Sá Fernandes, mas mais nada.
A Renovação Comunista, como Movimento, nunca deu apoio a António Costa.

Ana Paula Fitas a 2 de Agosto de 2009 às 16:52
Além do movimento institucional a que se refere, a Renovação Comunista existe como movimento informal e tem, felizmente!, uma natureza muito mais abrangente do que provavelmente reconhece, dados os termos em que aqui se dirige ao teor deste texto... quanto a renovadores comunistas que apoiaram o Movimento Lisboa é Muita Gente e/ou a própria candidatura de António Costa penso que não é proibido... contudo, a ser proibido, apresento as minhas desculpas... de facto, pensei que o centralismo autoritário já se não colocava nestes moldes... fico esclarecida.

Bo a 2 de Agosto de 2009 às 16:32
Já agora, podem explicar-me como é que uma maioria é sinónimo de estabilidade numa democracia?

É que desde uns anos a esta parte não me sinto nada estável.

Ana Paula Fitas a 2 de Agosto de 2009 às 16:59
Uma maioria tem margem de acção para tomar decisões políticas que a sua não existência pode impugnar, adiando-as sucessivamente... um exemplo já longínquo do que isto pode significar está na forma como a quase esquecida Sociedade das Nações acabou por ser extinta... outro exemplo, mais próximo, encontra-se na sociedade italiana onde os governos se sucedem a um ritmo que não podemos desejar para Portugal sob pena de agravarmos, cada mais perigosamente, a situação económico-social... confortáveis talvez não estejamos mas, provavelmente, não é esse o termo adequado a uma sociedade com os problemas que reconhecidamente se encontram na sociedade portuguesa e para os quais não há receitas unilaterais de efeito imediato...

Núncio a 2 de Agosto de 2009 às 21:09
Ana Paula,
Portugal não tem tido, nos últimos 25 anos, falta de estabilidade política (seja pelos três governos de maioria absoluta monopartidária e pelo governo de quase maioria absoluta monopartidária - o que perfaz 16 anos -, seja pelo facto de a alternância ser feita entre os dois partidos com maior identidade no "arco da governação").
Permita-me que desfaça esse mito da estabilidade. O que está a faltar a Portugal é estabilidade de outra ordem: legislativa, social, ética.

Ana Paula Fitas a 3 de Agosto de 2009 às 00:22
Caro Núncio,

Obrigado pelo seu comentário. O facto da estabilidade política que refere não ter produzido os resultados que desejariamos não significa que a sua ausência não tivesse implicado piores resultados... nomeadamente porque, pelo que nos é dado constatar, não se registou até ao momento capacidade efectiva para legitimar, com base em alianças inter-partidárias no quadro de uma maioria relativa, uma governação sustentada e eficaz já que, nesse contexto, toda a oposição se concentra em "derrubar" o governo sem atender, minimamente aos problemas do país e da população... concordo por isso com a sua observação relativa à ausência de estabilidade legislativa, social e ética que, se me permite acrescentar, decorre da incapacidade de consenso no que à responsabilidade cívico-política respeita.

Jorge Nascimento Fernandes a 2 de Agosto de 2009 às 23:51
Pode encontrar no meu blog
http://trix-nitrix.blogspot.com/2009/08/falta-de-seriedade-politica-de-uma.html
a resposta ao seu comentário

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