Por João Galamba | Quinta-feira, 30 Julho , 2009, 18:10

A medida dos 200 euros é estapafúrdia e ineficaz. Pior: parece ter sido tomada porque sim, sem qualquer tipo de lógica que não a de atirar uns dinheiritos para o ar. Ou seja, é eleitoralismo puro e duro - e merece ser criticada por isso. Apesar das críticas, a Rua Direita propõe alternativas que me parecem positivas:

 

"A atribuição de vantagens financeiras, como aqui já se deixou sublinhado e o CDS consistentemente vem defendendo, não será sequer o principal meio de incentivo à natalidade. Na verdade, porventura mais importante, será, por exemplo, a rigidez do mercado de trabalho e a paupérrima cobertura de creches."  Concordo. Mas, curiosamente, e apesar dos 200 euros, o PS, ao longo desta legislatura, tem procurado fazer exactamente aquilo que o CDS sugere. Por um lado, temos as várias medidas que constam do Código do Trabalho, como alargamento da licença parental; por outro, temos o investimento no crescimento da rede pré-escolar. Folgo em saber que o CDS aplaude o que o PS tem feito nesta área. O CDS quererá mais, mas, aparentemente, não quer diferente.    


Adelino Vilela a 30 de Julho de 2009 às 18:32
Concordo.
Acho estranho é ainda não ter visto mais ninguém da área do PS a criticar esta proposta tola (e populista?).

PAC a 30 de Julho de 2009 às 20:18
Mas é assim tão tola? Ou foi apenas erradamente enquadrada como um incentivo à natalidade? Parece-me que não se deu relevo suficiente a uma das componenentes essenciais da ideia: a possibildade de depositar todos anos na conta aberta em nome da criança uma quantia dedutível em termos fiscais. Como a quantia só pode ser levantada se se cumprir a escolaridade obrigatória, acho que estamos perante um instrumento que cria hábitos de poupança e que permite colocar à disposição dos jovens uma quantia considerável para ser utilizada em projectos próprios. Se o dinheiro só fica disponível no mínimo aos 18 anos da criança, o que é que isto tem a ver com natalidade?

Anónimo a 30 de Julho de 2009 às 22:33
Exatamente. O erro está em associar esta medida à natalidade.

S. Correia a 31 de Julho de 2009 às 02:30
200 euros entregues à banca por cada criança nescida, por um prazo garantido de 18 anos?! isto é que é estimular a natalidade?!Quem 'é que querem enganar?!

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