Por Miguel Vale de Almeida | Quinta-feira, 30 Julho , 2009, 11:57

«Por isso, fico estarrecido com afirmações de líderes de movimentos activistas que vêm dizer que vão passar a esconder o facto de serem homossexuais. E ninguém se revolta? Isto é deliberadamente querer introduzir no circuito sangue contaminado. Ética, moral e criminalmente pode ser processado

Esta entrevista é um susto.  O presidente do IPS nem sequer percebe o que está implícito no que está a dizer. Foi contaminado pela homofobia e ainda está em período de janela... (postado originalmente aqui)

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Paulo Ferreira a 30 de Julho de 2009 às 12:53
Se calhar o melhor será ele passar ao periodo de porta...da rua!

Joaquim Paulo Nogueira a 30 de Julho de 2009 às 13:09
Eu creio que há vários sustos aqui e o principal é de discutirmos este assunto pelos sound bytes que ela contém, e sem dúvida que este vaivém entre o tecnicamente e o politicamente correcto nos fornecem vários.
Dou até um exemplo de um, que esse sim, pela sua ambiguidade, é chocante pela inabilidade: " Quando uma pessoa se apresenta assumidamente como homossexual e quer dar sangue, eu interpreto isso como uma provocação."
Porque esse que aponta até é um falso sound byte para mim, já que, ao ler a entrevista percebe-se que o que se pergunta aos futuros dadores não é se são homossexuais, sim pelos comportamentos que tenham tido.
Ora o que estarrece o presidente do Instituto do Sangue, como me estarrece a mim, e como o deve estarrecer a si, é que alguém possa, numa pré-entrevista de qualificação como dador, esconder (omitir, mentir) a verdade sobre os comportamentos sexuais ou não que o podem habilitar ou não como dador.
É evidente que não dou, politicamente, nem um dia pela cabeça deste homem, principalmente depois dos comentários no Jugular, e nem sei se fico com pena já que para uma entrevista que se sabia ser completamente orientada para este tema, o Presidente do Instituto do sangue deveria ter-se preparado para não só evitar a criação de sound bytes como, o que aconteceu, porporcioná-los.
Mas também há que o reconhecer, e possivelmente o seu sucessor pode ser mais dextro politicamente mas menos bem preparado tecnicamente: 90% por cento da entrevista é esclarecedor sobre o esforço que é feito para qualificar o sangue que o Instituto recebe e da forma como tentam não serem contaminados pelos preconceitos sobre estes temas.
Cabe-nos a nós saber o que queremos: assinalar a sensatez mostrando que a politica de doação de sangue está cada vez mais liverta de preconceitos sobre os comportamentos sexuais. Ou evocar os sound bytes para fazer agitação política.
Embora as valorize de modo diferente, qualquer uma destas posições é legítima.

pedro m a 30 de Julho de 2009 às 15:25
caro Joaquim ,

a pergunta é se o cidadão dador é ou não homossexual independentemente do seu comportamento sexual!

não desculpe o indesculpável.

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