Por João Galamba | Quinta-feira, 30 Julho , 2009, 11:26

Hoje, no jornal i, o presidente do IPS deu mais uma lamentável entrevista onde volta a misturar de forma trapalhona, irresponsável e discriminatória - sim, discriminatória - os conceitos de grupos de risco e comportamentos de risco, retratando os homossexuais como um bando de promíscuos. A entrevista contém várias declarações inaceitáveis, como por exemplo "a experiência também nos diz que relações que em princípio eram totalmente monogâmicas não são tão monogâmicas assim" ou "quando uma pessoa se apresenta assumidamente como homossexual e quer dar sangue, eu interpreto como uma provocação. Quem quer dar sangue não vem com esta atitude".  Gabriel Olim pode dizer as vezes que quiser que não tem qualquer problema com homossexuais, mas quando lhes atribui, por definição, uma liberalidade sexual que os distingue de outros grupos, está objectivamente a discriminar um determinado grupo de pessoas em função da sua orientação sexual. Esta estigmatização colectiva é inaceitável, e um partido que se diz defensor dos direitos dos homossexuais não pode aceitar que uma pessoa que insiste em fazer declarações deste teor continue à frente de um instituto público. O Dr. Gabriel Olim não tem condições para continuar à frente do Instituto Português do Sangue, e devia ser imediatamente demitido.

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Hugo Costa a 30 de Julho de 2009 às 11:52

Caro João,

A entrevista do Presidente do IPS é de um conservadorismo triste. Li a entrevista e julgo que alguém tem de mandar calar o senhor…agora quer punir homossexuais? Vergonha!


Respeito muito a Ministra. Dessa forma espero que o demita.

Curiosa a 30 de Julho de 2009 às 12:59
Pode achar que há homofobia, mas também há o talibanismo gay, bem presente neste post. Até agora esta espécie de talibãs está mais preocupada com as sensibilidades do que com a saúde e bem-estar de quem necessita de receber uma transfusão sanguínea. De nada vos interessa as estatísticas, as explicações isentas e objectivas, etc.

O importante é não ferir a susceptibilidade de um grupo minoritário. O doente que precisa da transfusão que se lixe.

Já agora, antes de classificar este comentário como homófobo declaro que aceito perfeitamente o casamento gay e adopção de crianças por gays.

Mas como já recebi transfusões de sangue devido a cirurgias e sei interpretar dados estatísticos denuncio o talibanismo gay. Porque ele existe e fere a vossa causa ou até a saúde alheia (no caso das transfusões).

Augusto a 30 de Julho de 2009 às 15:02
Curiosa, sabe que em principio qualquer cidadão ou cidadã, que pretenda dar sangue, DEVE OBRIGATORIAMENTE fazer análises.

E sãio essas analises OBRIGAT ÒRIAS, que vão definir , se determinado cidadão ou cidadã , pode ou não dar sangue, e não a sua orientação sexual....

Aqui há qualquer coisa que me escapa.

Ou o sr Gabriel Olim não sabe o que anda a fazer, e aceita sangue de qualquer um , ( uma ) , desde que não seja homossexual , com todos os riscos que isso implica para a saude de quem o vai receber, ( é bom lembrar o caso do sangue contaminado na altura da Leonor Beleza) , ou o Instituto do Sangue, fará as analises a todos os possiveis dadores, e só aceitará o sangue , daqueles que não tenham doenças, e isso é válido para qualquer cidadão, independentemente da sua orientação sexual.

O resto é PURO PRECONCEITO:

Pedro Martins a 30 de Julho de 2009 às 15:45
Se o senhor fosse o responsável pela qualidade do sangue que é administrado nos nossos Hospitais, isto é, se tivesse que responder em tribunal por possiveis infecções transmitidas em tranfiusões, mandava alterar as regras de selecção de dadores? Tem a certeza?

Curiosa a 30 de Julho de 2009 às 19:26
Caro Augusto, há o chamado período de incubação... Por isso há todo este cuidado eliminando à partida grupos de risco - pessoas que receberam transfusões de sangue, homens que tiveram contacto sexual com outro(s) homen(s), ou até quem é profissional de saúde.

Os grupos de risco não surgiram do ar, mas sim após estudos da OMS, etc. O que se passa em Portugal não é diferente do que se passa noutros países ocidentais. Tudo isto para que as transfusões sejam o mais seguras possíveis.

É uma questão de saúde e de bem-estar para quem recebe uma transfusão. E não de homofobia.

Eu assim como muitos outros, já recebi algumas transfusões e apesar das análises limpas, também não posso dar sangue- é fobia?

Susana a 30 de Julho de 2009 às 20:43
Eu alterava. E não percebo onde reside a dúvida. A cada doação deve seguir-se uma análise (PONTO) Sem isso não há inquéritos prévios que nos salvem, a todos, de uma possível contaminação.

Quanto ao resto, não se deve aceitar que senhores como o Sr. Olim digam, de ânimo leve, tudo o que lhes vem à cabeça. A ignorância e a confusão entre comportamentos de risco e grupos de risco ainda mata em Portugal.

Augusto a 30 de Julho de 2009 às 23:26
Não há grupos de risco, há comportamentos de risco, o que é bem diferente.

Se um homem casado, frequenta prostitutas e não se protege, além de pôr em risco a sua esposa, tem um comportamento de risco, se der sangue, não vai dizer nada sobre a suas escapadelas, lá temos a possibilidade de sangue infectado.

Se uma senhora casada , gosta de dar umas voltinhas, sem o conhecimento do esposo, e não se protege, temos a mesma situação.

Se o problema é o período de incubação, estão talvez a conclusão a chegar é, que façam como as Testemunhas de Jeová, recusem transfusões , porque pelos vistos em Portugal o sangue não merece confiança.

Porta Aberta a 31 de Julho de 2009 às 20:21
É incrível!
As coisas não são assim tão Simplex! Só lhe faço uma pergunta - se precisar receber sangue de anónimos, tem esses pruridos todos? Não é a vida de quem recebe sangue que deve estar salvaguardada em primeiro lugar?

Anti Gabriel Olim a 31 de Outubro de 2009 às 19:04
Venho por este meio relatar-vos uma situação que considero de extrema gravidade.
Estamos num País liberar em que as pessoas não devem nem podem ser avaliadas e ou estigmatizadas pela sua cor, credo ou orientação sexual. Neste País à Beira mar plantado de brandos costumes e onde neste momento governa um Partido com orientações liberais, tanto mais que pretende fazer aprovar um diploma sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é de estranhar que alega para um cargo de Responsabilidade dentro do Aparelho do Estado, um pessoa de tendências perfeitamente homofóbicas.
Estamos a Falar de uma pessoa que já foi notícia em diversos órgãos de comunicação social por este mesmo motivo em relação aos Dadores de Sangue não poderem ser pessoas com divergências sexuais, como ele próprio afirmou. Este princípio não como já foi confirmado pela Comunidade Europeia não é um motivo de Exclusão.
Acontece que a referida pessoa, não só nega o direito a esta franja da população de ser dador de sangue, como também promove uma guerra interna aos seus colaboradores mal saiba que se sua orientação sexual seja divergente da sua opinião. Existem casos no referido instituto do qual esse senhor é administrador, que preconiza uma barbara perseguição aos seus colaboradores.
Estas situações têm acontecido de tal maneira que já houve casos de despedimentos e de pedidos de transferências para outros sectores do estado.
Está na hora de dizer basta, esse senhor a bem do interesse das pessoas e do País, que se diz democrático e que assinou a Declaração Universal dos Direitos do Homem, não pode admitir nas suas chefias pessoas que não respeitam esta declaração.
"Artigo II - 1. Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição."
Neste novo Governo Socialista não poderá ter à frente de Instituto Públicos como é o caso do Instituto do Sangue, dirigentes que só vêm atrapalhar a governação com estes comportamentos homofóbicos

Bruno a 22 de Dezembro de 2009 às 13:36
Boa tarde, gostava da vossa opinião.

hoje dirigi-me ao ips para doar sangue, respondi ao questionário onde referi que recebi uma transfusão de sangue depois de 1980.
ficou logo posto de parte a possibilidade de doar sangue segundo informação da medica tudo por culpa da doença das vacas loucas.
Alguem me pode explicar o porquê?

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