Por Pedro Adão e Silva | Terça-feira, 28 Julho , 2009, 11:30

Para quem está no poder, um novo ciclo assenta na avaliação combinada do que foi feito com o que de novo se propõe.

Não por acaso, o PSD, assim que o PS apresentou as suas linha programáticas, veio chamar a atenção para as promessas não cumpridas nos últimos cinco anos. E, nesta legislatura, promessas não cumpridas é sinónimo de 150 mil postos de trabalho. Sejamos claros: não fazem sentido promessas quantificadas em torno de objectivos cuja concretização não depende exclusivamente da acção governativa. Este é o caso da criação de emprego. Estando descartada a possibilidade de criar emprego público, o mais que o Estado pode fazer - e está longe de ser pouco - é criar condições que estimulem o emprego privado e intervir nos factores que alteram o padrão de especialização da nossa economia. Ora esta intervenção pública só produz efeitos no médio prazo e a sua avaliação não é compaginável com metas quantificadas. Dito isto, o que é que aconteceu, de facto, aos 150 mil postos de trabalho? a resposta está no meu artigo de hoje no Diário Económico.


ds a 28 de Julho de 2009 às 16:40
E lá continua o pessoal «simplex» a lançar poeira para os olhos das pessoas, como se estas fossem ignorantes e não soubessem o que o sr. Pinto de Sousa se propunha fazer ou queria atingir quando fez a promessa da criação de 150000 empregos...
È que o importante aqui não é o número em si mesmo, nem ele se referia à criação liquida de empregos, como de repente a propaganda Pinto de Sousista decidiu que se devia referir, na esperança de poder dizer que a promessa foi cumprida. Não. A promessa de criação de empregos foi de 150000, porque esse foi o número de postos de trabalho perdidos na legislatura anterior, e que conduziu à subida da taxa de desemprego. Portanto, o que estava em causa era mesmo a taxa de desemprego, pois foi o próprio Pinto de Sousa quem afirmou que a taxa deixada pelo governo anterior era uma expressão de um governo falhado.
Ora, durante os anos desta governação e antes de qualquer crise internacional não se verificou qualquer descida da taxa de desemprego, muito pelo contrário. Verificou-se, sim, uma contribuição deste governo para o desemprego das pessoas, porque se o Estado não tem que dar emprego a ninguém, a verdade é que no que este governo esteve empenhado foi no contrário: em reduzir o número de trabalhadores do Estado, como o próprio PAS acaba por reconhecer no seu artigo.
O que se pode dizer de forma sintética, portanto, é que o sr. Pinto de Sousa prometeu governar à esquerda (era isso que significava o slogan da campanha), e atingido o poder adoptou políticas de direita pouco preocupadas em combater o desemprego, mas empenhadas em reduzir os trabalhadores do Estado, assim como em reduzir os direitos ao subsídio de desemprego. Daí que pergunte, esta nova promessa de resolver a situação dos 25000 jovens desempregados sem direito ao subsídio de desemprego é mais da mesma farsa, não é?

assis a 28 de Julho de 2009 às 18:12
oh ds , o que é governar à esquerda? é seguir a cartilha marxista do bloco de esquerda (ponto comum nessa manta de retalhos)? porque é que o acordo colectivo de trabalho na auto-europa é bom e a legislação laboral já não é boa? e que tal consultares os números do desemprego para não dizeres larachas sobre a real descida de desemprego antes da crise (andamos sempre a discutir nºs e não ideias ou capacidades)? queres mais funcionários públicos, mas onde vais buscar dinheiro para lhe pagares? paleio chocho demagógico à la bispo louçã é o que é!
deixa lá o teu emprego de funcionário público e experimenta montar uma empresa criando postos de trabalho para perceberes que o teu paleio é demagógico e fora do mundo real!

ds a 28 de Julho de 2009 às 18:46
No que diz respeito ao assunto em causa, governar à esquerda é, como está explicito no meu comentário e para quem sabe ler (o que não é o caso do assis), adoptar políticas que apostam na criação de emprego e combatem o desemprego- que foi o que foi prometido com o slogan-embuste.
Para o mesmo que não sabe ler, eu não disse que se deviam contratar mais funcionários públicos; disse sim que este governo andou empenhado em fazer o contrário: em dispensá-los.
E num discurso de uma verdadeira esquerda não se diabolizam os funcionários públicos como as campanhas deste governo fizeram, e os papagaios como o assis repetem, nem se apercebendo que têm um discurso que sempre caracterizou a direita liberal. Ou se se apercebem disso, deviam ter a dignidade de assumirem que não são de esquerda.

António Monteiro a 28 de Julho de 2009 às 21:14
Senhores, a promessa foi textualmente 150 mil empregos numa legislatura, agora podem dourar a pilula, mas está lá gravado para quem quiser escutar, por essa e pelas outras, "não subimos impostos", é que estão os portugueses escaldados, que os politicos mentem em campanha todos sabemos, não somos assim tão cândidos, com esta magnitude, com este descaramento, depois lançar as culpas para factores que não puderam conrolar por serem externos e internacionais, então esses crâneos que pensaram além duma legisltura não previram que uma coisa destas pode ocorrer, que é ciclica e que devia estar para acontecer? Afinal porque havemos de confiar de novo neste tao competente Engenheiro, lá porque conseguiu obter o canudo ao domingo, não se deve ao facto de ser religioso, porque se fosse sabia que mentir é pecado.Então ele que vá mentir para bruxelas e nos deixe em paz.
"Sejamos claros: não fazem sentido promessas quantificadas em torno de objectivos cuja concretização não depende exclusivamente da acção governativa."
Então para quê prometê-las? tenha dó e vá chatear o Camões.

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