Por José Reis Santos | Segunda-feira, 26 Outubro , 2009, 13:24

 

Hoje tomou posse o XVIII Governo Constitucional. Um governo liderado por José Sócrates que, depois do resultado das eleições legislativas de 27 de Setembro, foi indigitado pelo Presidente da República a apresentar solução governativa. Essa era a intenção do Simplex, quando publicámos o nosso primeiro post no dia 20 de Julho. Nesse dia apresentámos no nosso manifesto inicial as nossas intenções em defesa do projecto que o PS tinha colocado em marcha quatro anos e meio antes.

 

A este post seguir-se-iam mais 1285, publicados por uma equipa de 40 autores; uns conhecidos bloggistas, outros estreantes nestas andanças; uns militantes do Partido Socialista, outros (muitos) independentes; uns ilustres figuras das nossas praças públicas, outros desconhecidos do grande público. A nós nada disso interessou. Quem tinha ou não cartão, quem tinha ou não visibilidade, quem tinha ou não cargo A ou B. Interessava promover o debate político – sempre de forma crítica e construtiva – e defender o projecto político que, em nossa opinião, melhor defendia o progresso para o País – o projecto do PS.
Nos dois meses de existência na blogosfera a defender o voto no Partido Socialista atraímos mais de 200.000 visitas, publicámos 1285 posts que suscitaram 6645 comentários. Conseguimos entrar e ganhar o debate político na blogosfera portuguesa (continuamente dominada pela direita e pela extrema esquerda) e fomos mesmo uma das atracções da campanha eleitoral.
Hoje este projecto finda. A tomada de posse do XVIII Governo Constitucional materializa e consagra as nossas intenções. Atingimos o objectivo a que nos propusemos. Plenamente.
Assim, resta agradecer a todos os quantos tornaram isto possível, a todos os nossos leitores e comentadores e à nossa extensa equipa (Ana Paula Fitas, Ana Vidigal, André Couto, Bruno Reis, Carlos Manuel Castro, Carlos Santos, Diogo Moreira, Eduardo Graça, Eduardo Pitta, Gonçalo Pires, Guilherme W. Oliveira Martins, Hugo Costa, Hugo Mendes, Hugo Sousa, Irene Pimentel, José Reis Santos, João Coisas, João Constâncio, João Galamba, João Paulo Pedrosa, João Pinto e Castro, Leonel Moura, Luís Novaes Tito, Mariana Vieira da Silva, Miguel Abrantes, Miguel Vale de Almeida, O Jumento, Palmira F. Silva, Paulo Ferreira, Pedro Adão e Silva, Pedro Aires Oliveira, Porfírio Silva, Rogério da Costa Pereira, Rui Herbon, Rui Pedro Nascimento, Simplex, Sofia Loureiro dos Santos, Tiago Barbosa Ribeiro, Tiago Julião Neves, Tomás Vasques e Vera Santana). 
Por fim, e como não podia deixar de ser, deixamos a composição do XVIII Governo Constitucional:
Primeiro-Ministro: José Sócrates
Ministro da Presidência: Pedro Silva Pereira
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros: Luís Amado
Ministro de Estado e das Finanças e da Administração Pública: Fernando Teixeira dos Santos
Ministro da Defesa Nacional: Augusto Santos Silva
Ministro da Administração Interna: Rui Pereira
Ministro da Justiça: Alberto Martins
Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território: Dulce Pássaro
Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento: José Vieira da Silva
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas: António Serrano
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações: António Mendonça
Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social: Maria Helena André
Ministra da Saúde: Ana Maria Teodoro Jorge
Ministra da Educação: Isabel Alçada
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior: Mariano Gago
Ministra da Cultura: Gabriela Canavilhas
Ministro dos Assuntos Parlamentares: Jorge Lacão
 
Ana Paula Fitas, Ana Vidigal, André Couto, Carlos Manuel Castro, Carlos Santos, Eduardo Graça, Eduardo Pitta, Guilherme W. Oliveira Martins, Hugo Mendes, Irene Pimentel, José Reis Santos, Luís Novaes Tito, Mariana Vieira da Silva, Miguel Abrantes, O Jumento, Paulo Ferreira, Porfírio Silva, Rui Herbon, Rui Pedro Nascimento, Sofia Loureiro dos Santos, Palmira Silva, Tomas Vasques. João Constâncio, Miguel Vale de Almeida, Tiago Julião.  

Odete Pinto a 26 de Outubro de 2009 às 18:54
Obrigada pelos textos que nos deram a ler, a reflectir e admirar.
Pelos "bonecos" fabulosos.
Pela esperança e ânimo que nos transmitiram.
Pela sabedoria que generosamente nos transmitiram.

Muitos parabéns a todos!

Teresinha a 27 de Outubro de 2009 às 12:38
Sou nova nestas andanças, da net (não em anos-57) fui passando por aqui, lendo os textos, muito esclarecedores sem dúvida e com os quais me identifico. Não por filiação partidária; não sou filiada em nenhum partido, mas porque me identifico plenamente com a governação do Engº José Sócrates e o apoio de forma clara nas mudanças que começou a implementar neste país e que se forem continuadas, como espero, levarão em especial esta gente mais jovem a uma sociedade mais justa, mais qualificada e muito mais esclarecida
O meu muito obrigado a todos os que aqui trabalharam em prol do progresso
Bem-hajam

António Jardim Santos a 10 de Dezembro de 2009 às 23:27
Esclarecimento
A notícia é apenas sobre uma proposta do governo irlandês, que muito provavelmente será chumbada no parlamento. Tal como está: “Public sector pay will be cut by 5 per cent on the first €30,000, 7.5 per cent on next €40,000 and 10 per cent on the next €55,000, with a top rate of 15 per cent on those earning in excess of €200,000.” Não é aceitável, visto que uma pessoa que ganhe o salário mínimo também será atingida o que não o mínimo de senso. De facto este assunto leva-me a abordar o seguinte tema: Qual deve ser o papel do estado? É consensual que só existem duas alternativas: (i) estado assume o papel de providenciar com serviços próprios os bens comuns, ou (ii) estado pagador desses mesmos serviços prestados por privados. Ambos os modelos possuem virtudes e defeitos. Começando pelo segundo, e sem cair na deriva do favorecimento do individualismo como atributo negativo, há a apontar uma crítica que muitos actualmente fazem ao papel do estado em Portugal: a economia extremamente dependente do estado. Como é óbvio se o estado não tiver um papel no mercado e só pagar os serviços prestados cria-se uma situação de total dependência da economia face ao estado pagador de serviços. Acresce que este modelo tem como vantagem teórica a optimização dos recursos pelos privados, mas não podemos esquecer que isso implica o pagamento do lucro dessas empresas por serviços públicos. Adicionalmente, o estado pode neste modelo passar ao utilizador uma parte do pagamento do serviço público. Deste modo este modelo para funcionar deverá seguir um conceito de sociedade totalmente diferente do actual: impostos muito baixos, leis laborais mínimas, regulação forte e acima de tudo uma sociedade com ética e moral. Ora como qualquer pessoa racional pode concluir este modelo é instável por natureza. O exemplo dos EUA é exemplo disso. Além do mais, na prática com as imperfeições do sistema e da sociedade torna-se injusto socialmente, não existe igualdade de direitos e deveres entre ricos e remediados.
Antes de abordar o primeiro modelo convém salientar que em Portugal o partido do regime “democrático” PS quer o melhor dos dois modelos. Quer instaurar uma democracia que favorece as parcerias público-privadas. O que se passa, e com estes últimos governos se acentuou, é que a gestão privada (ou público-privada) tem uma série de vícios ligados precisamente com a falta de ética e moral da sociedade. As consequências estão à vista: Portugal é simultaneamente o país onde mais injusto socialmente, com menor rendimento per capita da zona euro, com população com menores conhecimentos (diferente de menores qualificações académicas), menor esperança de vida (e este indicador diz tudo sobre a capacidade da sociedade) e também o país onde as pessoas que pagam impostos pagam mais impostos (quando comparado com a qualidade dos serviços, preço dos serviços, etc.), o país mais corrupto e onde o papel regulador do estado é inexistente. O estado público-privado é asfixiante, estrangula e corrói a sociedade.
O primeiro modelo é no meu entender o mais virtuoso. Facto: Nunca li nenhuma notícia de jornal de uma empresa portuguesa que fosse exemplo no estrangeiro e que exercesse a sua actividade numa área de bem comum. Partindo deste ponto e retomando um texto que já escrevi, o papel das empresas não é substituírem-se ao estado, e muito menos criar riqueza virtual (controlada por poucos para benefício de poucos), a economia não pode ser controlada pelas finanças virtuais, mas sim pelas mais valias e pela utilidade das empresas. Ao estado o que deve ser do estado: o bem comum, é para isso que pagamos os nossos impostos. Não há justificação para que em sectores onde não há possibilidade de produzir mais valias, como os bens comuns, sejam empresas a gerir e a facultar esses serviços. Há sim uma necessidade do estado, assim como das empresas, de gerirem bem os seus recursos finitos. O papel das empresas é produzir riqueza com o progresso competitivo do país, e o do estado é dar suporte à sociedade de modo a esta não se ter de preocupar com o futuro.
Eu defendo uma clarificação entre os dois modelos. Assumam-se os partidos, não fiquem a meio caminho, no pântano!

criação de sites a 29 de Abril de 2010 às 07:24
Espero que o José Sócrates faça um bom trabalho..

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