Pode ler-se no programa eleitoral do BE (pág. 108-109):
«Está transformada a própria natureza funcional das Forças Armadas: em nome do profissionalismo, da eficiência empresarial, duma tecnocracia pretensamente apolítica, elas tendem a agir como corpos mercenarizados de contratados de onde desapareceu qualquer eco, por retórico que fosse, do conceito republicano dos “cidadãos em armas”. Corpos de profissionais de guerras imperialistas tendem a ser, em si mesmos, uma ameaça à democracia. (...) É preciso, para isso, atacar a questão pela raiz. (...)»
A recusa da profissionalização das Forças Armadas implica, obviamente, a reintrodução do Serviço Militar Obrigatório e anulação de um enquadramento com o qual a maioria dos jovens portugueses se revê. Algo a reter na hora de votar no próximo domingo.

