Por Tiago Barbosa Ribeiro | Sexta-feira, 25 Setembro , 2009, 23:55

«Muitos temos assistido esta como outras campanhas no passado.

E sempre vamos deitando o olho aqui e acolá, nos debates, nos programas e nos cartazes, e confesso que o resultado final é alguma tristeza pela forma como se vais falando uns dos outros, nos diferentes suportes.

Campanha que reside os seus argumentos na base da ofensa, da caricatura barata, do argumento sem conteúdo.

Esperava eu, e de certo a restante população, uma campanha inteligente onde pudéssemos ouvir argumentos com substância, … ideia e propostas que de facto fossem isso mesmo, propostas para fazer mais e melhor, mas aquilo que se vê é totalmente o contrario.

Temos quem faça propostas de que vai fazer isto e aquilo de forma irrealista e injustificada, sem conseguirem na realidade explicar como pensam fazer o que dizem.

Depois temos outros que de um momento para o outro esquecem certas posições do passado, usaram batalhas para ascender ao poder, quando pensávamos que queriam estar ao lado daqueles que diziam defender, … mas não se deixem iludir, o poder na mão de alguém sem estrutura corrompe e faz esquecer os ideais sociais, e se dúvidas tivéssemos essas seriam dissipadas pelas alterações do discurso, paladinos do apoio às PME são os mesmos que as querem tributar, fazendo das suas tributações melhores que aquelas que outros tenham então instituído.

Remata-se depois com os conteúdos vazios de conteúdo apresentados por outros, que nada dizem para não se comprometerem, e para no futuro poderem sempre ter o espaço de manobra ideal para dizerem o que bem entenderem em seu proveito.

Não se comprometem com nada, porque NADA é aquilo a que se propõe, e desta forma esperam conseguir iludir o “Zé Povinho”, tomando-os como ignorantes, pobres coitados que acreditam em tudo, talvez tenha sido assim no passado, como no passado parece viver quem nos vê assim.

Porr isso mesmo reforço a minha posição já antes tomada, tenho motivos de sérios para não votar na continuidade.

Sou homossexual e vi as minhas garantias uma vez mais adiadas no dia 10 de Outubro.
O meu marido é professor, e vejo a sua carreira congelada.
Os meus pais foram expropriados muito com base num progresso propagandista

Mas também como o disse antes tenho como cidadão de olhar alem do meu umbigo.

E para além do meu umbigo está o milhar de jovens que hoje tem um portátil, uma ligação ao mundo via net, as famílias que viram o seu abono de família aumentado para mais do dobro, e aqueles que viram a sua gravidez mais facilitada por um apoio institucional, … falta coisas claro que falta, algumas das que foram implementadas não chegam, claro que não, mas fez-se.

E porque falta fazer o que falta, VOTO na continuidade. Estamos mais perto da UE, o que poderá para muitos não dizer nada, mas para tantos outros quer dizer, mais progresso, mais economia, mais oportunidades, … quem as tem? Quem não ficou aguardar por “sapatos de defunto” e acreditou em si mesmo e na sua capacidade de trazer riqueza a Portugal, bem como de levar o nome de Portugal mais longe.

Por todas estas razões e outras que ficaram por nomear eu VOTO na continuidade.

Na continuidade do progresso!

Mas não se deixem enganar porque a face das coisas tem ainda “pontos negros” que precisam ser limpos, e encontrar melhores soluções.

Estarei sempre ao lado dos polícias por melhores condições de trabalho e tratamento.
Estarei com os professores para que seja reconhecido o seu trabalho e premiado por isso.
Estarei com todas e todos que dia a dia são discriminados com base em preconceitos e ou pré-conceitos.

Estarei de novo nas escadas da assembleia da república pelo direito que tenho à figura jurídica do Casamento Civil; na porta do IPS porque exijo que possamos dar sangue e receber sangue devidamente controlado, e por isso de qualidade. Direi presente com os alunos por uma melhor educação, por um ensino de excelência.

Não mudei, sou exactamente quem era, não mudou nada, apenas entre o que tenho e o que me é oferecido prefiro o que já tenho.

“Para melhor está bem, para pior já basta assim!”

E é por tudo isso que VOTO na continuidade!»

João Paulo
Editor PortugalGay.pt
Activista pelos Direitos Humanos


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