Por O Jumento | Quinta-feira, 24 Setembro , 2009, 11:58

No dia 27 só há duas escolhas possíveis ou um governo que conduza o país segundo um projecto coerente, ou um governo que se tenha de sujeitar a negociações de bastidores, com cedências a troco de favores a militantes do BE ou do PSD. A opção está entre orçamentos sérios ou orçamento sujeito à chantagem dos deputados do Alberto João ou de um qualquer deputado regionalista.


Não se enfrentam crises da gravidade da actual crise económica mundial a pensar diariamente nas sondagens, a negociar com políticos ávidos por servir as suas clientelas. Enfrenta-se a crise com medidas a pensar no futuro e não medidas para satisfazer os interesses imediatos de clientelas corporativas. O próximo governo deve governar em vez de empenhar o futuro do país em negociações obscuras onde em vez de se discutir o futuro os votos da oposição são vendidos a troco de favores e lugares para amigos.

O próximo primeiro-ministro deve ser alguém que não chegou à liderança com votos comprados ou que não foi escolhido para líder vitalício por directórios esclarecidos.

No dia 27 voto pelo meu país, voto num governo que mostre trabalho, que tenha a coragem de enfrentar os problemas mesmo que isso lhe possa custar votos, que não receie as manobras canalhas de gente que não ousa colocar os interesses corporativos à frente dos do país. Voto a pensar em Portugal, mesmo que isso signifique ter de partilhar custos e sacrifícios em nome deste país.


mario silva a 24 de Setembro de 2009 às 12:20
De acordo. Os nossos lideres é que não estão dispostos a isso porque defendem uinicamente os seus interesses corporativos. Mas a negociação faz parte da politica e é um instrumento fundamental para evitar derivas autoritárias e/ou tiques ditatoriais. A tese da estabilidade depender exclusivamente de maioria absoluta é ventilada por quem quer defender os tais interesses corporativos. O problema está na falta de ética politica nos nossos dirigentes, que são irresponsáveis ao ponto de não governar para o país. Basta olhar para os países nórdicos para perceber que a estabilidade não depende de maiorias absolutas mas da responsabilidade e ética dos lideres (por exemplo, a Dinamarca cumpriu mandatos com coligações de 4 partidos!...)
Realisticamente, qualquer que seja o resultado do dia 27, quem de certeza vai perder é o cidadão comum, que vai ter de continuar a labutar nas imensas dificuldades do quotidiano. Os que concorrem, não perdem nada, porque manterão o seu confortável e desafogado sustento independentemente de conquistarem ou não o poder.
A governação genuína só existirá quando as decisões emanadas pelos lideres também os afectar pessoalmente; de outro modo, é muito fácil decidir quando tenho garantido que a decisão não afecta a minha vida pessoal.

Jumento a 24 de Setembro de 2009 às 12:23
Concordo consigo, mas somos o país que somos e temos um país que temos. Não estou a ver um governo a discutir o futuro do país com o António Preto!

Luis Oliveira a 24 de Setembro de 2009 às 17:03
Concordo com o apelo, até para evitar ao PS e ao PP a farsa do depuatdo do queijo.

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