Por Luis Novaes Tito | Quarta-feira, 23 Setembro , 2009, 02:29

Bloco Esquerda 

Dá gosto ver aquele cartaz do BE onde estão onze homens e seis mulheres a dizer que estão prontos.

 

Eles lá saberão para quê estão prontos mas, pelo grafismo, parece  não ser para a paridade.  

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Intruder a 23 de Setembro de 2009 às 08:44
Não será, "estamos feitos"?

Vera Santana a 23 de Setembro de 2009 às 14:43
O assunto é importante. Sem paridade não pode haver uma democracia plena para aqual estamos a caminhar, devagar talvez, mas com sentido.

Pena haver comentários jocosos e não haver comentários sérios quando aqui se escreve sobre igualdade de género ou sobre paridade. Ambos fazem falta: os jocosos para exorcisar medos arcaicos, os sérios para informar do sentido do caminho.

Luis Novaes Tito a 23 de Setembro de 2009 às 15:08
Agradecido pelo seu comentário que ajuda a fundamentar o meu Post.

Joaquim Amado Lopes a 24 de Setembro de 2009 às 00:14
Do Portal do Governo (salvo erro na contagem):
Primeiro-Ministro: 1 M
Ministros: 13 M (+1 M demitido recentemente) 2 F
Secretários de Estado: 26 M 5 F

Total em exercício: 40 homens e 7 mulheres

Não dá para comparar com os Governos anteriores porque, incompreensivelmente, a composição dos Governos anteriores foi removida do site.

Sophia a 23 de Setembro de 2009 às 11:31
Caro Luís, se olhasse um bocadinho para além do cartaz, veria que a sua afirmação é, no mínimo , ridícula.

O que o outdoor mostra são os possíveis deputados após as eleições.

Informe-se antes de colocar posts tão mentalmente limitados.

Uma votante do PS incomodada com tamanha ignorância.

Luis Novaes Tito a 23 de Setembro de 2009 às 15:15
Cara Sophia

Já que teve a amabilidade de me dar um conselho retribuo com outro.

Faça o favor de, antes de avaliar o intelecto dos seus interlocutores, analisar com atenção a sua própria argumentação.

Isto porque o facto (já conhecido) do cartaz em questão representar os deputados que o BE pensa ter possibilidade de eleger, em nada contradiz a chamada à atenção para a diminuta representação das mulheres.

Se o BE já tinha ideia de quem ia eleger (note que o cartaz é anterior aos resultados eleitorais) deveria ter considerado, em coerência com o que defende, o equilíbrio de género no seu grupo parlamentar.

11 a 6 parece-me tudo menos paridade.

A coerência é tramada.

Pedro a 23 de Setembro de 2009 às 14:11
Este seu post é reaccionário e homofobico.
São pessoas

Luis Novaes Tito a 23 de Setembro de 2009 às 15:12
Caro Pedro

Partindo do princípio de que dá às palavras o seu verdadeiro significado, gostaria que me explicasse porque razão caracteriza o meu texto de reacionário e homofóbico.

O facto de serem pessoas não diminiu a questão da paridade que, como deve saber, é uma das questões sociais só resolvidas (ainda que parcialmente) nas sociedades mais avançadas.
Lá chegaremos.

Sophia a 23 de Setembro de 2009 às 15:15
Caro Luís, se o PS fizesse um cartaz na mesma toada deste do BE, o cenário não seria assim tão diferente. Ora tente lá!

Paridade é pra todos e quem tem telhados de vidro não atira pedras ao do vizinho...

Saudações

Luis Novaes Tito a 23 de Setembro de 2009 às 15:19
Mas não fez, pois não Sophia? Possivelmente por alguma razão, penso.

Luis Rainha a 23 de Setembro de 2009 às 15:42
Esta resposta é fabulosa. A honestidade é para recriminar, portanto. Bom é ocultar.

Luis Novaes Tito a 23 de Setembro de 2009 às 20:05
Não, não é para recriminar.

A honestidade é passar a vida a falar da paridade e depois cumpri-la, coisa que se vê não se aplicar no caso em apreço.

Bem prega Frei Tomás. Olha para o que eu digo mas não faças o que eu faço, não é, Luís Raínha.

Vera Santana a 24 de Setembro de 2009 às 09:43
As eleições para deputados à Assembleia da República que vão ter lugar no próximo Domingo serão as 1ºs eleições legislativas que obedecem, para todos os partidos, à norma seguinte:

NENHUM DOS GÉNEROS (FEMININO OU MASCULINO) DEVERÁ ESTAR REPRESENTADO COM MENOS DE 1/3 DA TOTALIDADE DE CANDIDATOS.

Depreende-se que, para estarem efectivamente representados, terão de se encontrar em lugares elegíveis.

Ora 1/3 é - na minha opinião e tendo em conta o que se passa pela Europa adentro, nomeadamente na vizinha Espanha onde foi instituída a regra 40%/60% - uma proporção ainda limitada. Foi a proporção passível de ser tornada realidade, agora, em Portugal.

No entanto, nada impedia o BE - cujo cartaz constitui o miolo deste post do Luís Novais Tito - de vanguardisticamente ter escolhido - para lugares elegíveis - 10 mulheres candidatas e 9 homens candidatos ou mesmo 19 mulheres candidatas. No entanto - hélàs! - a imaginação do BE pára onde pára a vontade de poder. Poder que, em todos os partidos - nuns mas do que noutros - continua fortemente masculinizada.

Coube ao Partido Socialista a inovação de um princípio de caminho para a paridade. Essa é uma das razões pela qual o Partido Socialista obteve o Primeiro Prémio Comunitário de 2009 para a Igualdade, no presente mês de Setembro.

Sobre a obtenção desse prémio, postei eu, no SIMpleX, há uns dias atrás. Por acaso (ou não) não houve comentários.

Joaquim Amado Lopes a 24 de Setembro de 2009 às 13:58
Vera,
Em primeiro lugar, o BE só poderia escolher para lugares elegíveis 19 homens ou 19 mulheres se não elegesse mais de 2 deputados em cada círculo.
Só para se ter uma ideia, nas últimas eleições, o BE elegeu 4 deputados por Lisboa, 2 pelo Porto e 2 por Setúbal. É precisamente nestes círculos que tem mais hipóteses de aumentar a representação.

Em segundo lugar, a Lei da Paridade é uma farsa e é sexista.

É uma farsa porque a Lei não impõe paridade mas sim mínimos. Além disso, só se aplica aos candidatos, não a quem efectivamente ocupa os cargos. Nada impede os partidos de apresentarem listas conforme a Lei e, depois, todas as mulheres eleitas renunciarem aos cargos e o Parlamento ser constituído apenas por homens. Ou vice-versa.
Para a Lei da Paridade fazer sentido, cada homem ou mulher que renunciasse ao cargo deveria ser substituido/a pelo elemento seguinte da lista com o género "certo", de forma a que a regra fosse respeitada. E está-se mesmo a ver onde isso nos conduziria: um candidato ou candidata passar à frente de uma série de outros candidatos apenas porque era do género "certo". A Vera aceitaria isso?

Honra seja feita ao PS que, em 121 deputados em exercício de funções, 53 são mulheres. Mas isso apenas demonstra que a Lei da Paridade não é necessária, já que esta situação existe desde antes de a Lei da Paridade começar a ser aplicada.

E a Lei da Paridade é sexista não por proteger um dos géneros em detrimento do outro mas porque faz com que o género se torne um factor determinante numa questão para a qual deve ser irrelevante: o exercício de um cargo público.

É desejável que não exista uma diferença tão acentuada na participação de homens e mulheres na vida pública. Não porque se possa dizer que mais ou menos mulheres na política fará alguma diferença substantiva mas sim porque essa diferença deriva de factores culturais que podem indicar uma subalternização do papel da mulher.

Esses factores culturais devem em primeiro lugar ser entendidos e depois avaliado até que ponto devem ser combatidos ou minimizados, já que cada um sabe de si e não é o Estado que deve decidir se é para haver mais ou menos mulheres na política. É cada mulher que deve decidir por si se quer ou não enveredar por essa actividade/carreira. O papel do Estado é garantir que não é o género que tornará essa decisão mais fácil ou difícil.

Os homens e as mulheres são (ou é suposto serem) iguais em direitos e deveres mas não são iguais em termos fisiológicos nem (estatisticamente) em termos mentais ou psicológicos. Se (estatisticamente) homens e mulheres são diferentes, é natural que (estatisticamente) tenham interesses diversos e propensão para seguirem carreiras diferentes.

Ao tentar forçar a paridade por via legislativa, está-se não apenas a abrir caminho à fraude (candidatos/as fantasma) mas também a criar um estigma: "aquela" mulher em particular, que foi convidada para um determinado lugar na lista, está lá não porque mereça mas apenas porque é mulher.

Já agora, recordo que o Governo em funções tem 47 membros, dos quais apenas 7 são mulheres.

Vera Santana a 24 de Setembro de 2009 às 14:30
Caro Joaquim Amado Lopes,

1. a lei da paridade é historicamente necessária;
2. o meu post tem um erro: NUNCA PODERIA (no BE ou noutro Partido) existir uma lista de candidato/a/s com 19 mulheres, porque uma tal lista violaria a Lei da Paridade; sabe porquê?
3. porque esta Lei não é sexista porquanto defende ambos os sexos;
4. informo-o que, para as autárquicas, o cumprimento da Lei da Paridade foi, nalgumas zonas do País, difícil de cumprir por haver mais mulheres candidatáveis do que homens;
5. nestes casos a Lei da Paridade funcionou para, digmos assim, proteger a paridade pelo lado da representação masculina.

Saudações,

Vera S.

Joaquim Amado Lopes a 24 de Setembro de 2009 às 23:51
1. a lei da paridade é historicamente necessária;
Estou convencido. Podia ter começado por aqui e dispensaria quaisquer outros argumentos. (ironia)

2. (...) NUNCA PODERIA (...) existir uma lista de candidato/a/s com 19 mulheres, porque uma tal lista violaria a Lei da Paridade; sabe porquê?
Leu o meu comentário e ficou com dúvidas sobre se conheço a Lei da Paridade?!

3. porque esta Lei não é sexista porquanto defende ambos os sexos;
Qualquer Lei que prejudique alguém em função do género é sexista, mesmo que numas situações seja sexista num sentido e noutras situações seja sexista no sentido oposto.

4. informo-o que, para as autárquicas, o cumprimento da Lei da Paridade foi, nalgumas zonas do País, difícil de cumprir por haver mais mulheres candidatáveis do que homens;
Só será um problema se o número de mulheres "candidatáveis" exceder o dos homens em mais de 2 para 1. Talvez tenha havido alguns casos desses mas a Lei da Paridade não foi motivada por esses casos. Se normalmente não acontecesse precisamente o contrário, ninguém defenderia a Lei da Paridade.

5. nestes casos a Lei da Paridade funcionou para, digmos assim, proteger a paridade pelo lado da representação masculina.
Como homem e como cidadão, dispenso... corrijo, repudio essa "protecção", que acho insultuosa. Eu nunca aceitaria um lugar numa lista de candidatos se soubesse que quem fazia a lista preferia ter lá outras pessoas, mais competentes ou preparadas do que eu, mas era obrigado por Lei a preteri-las a meu favor por serem mulheres.

Vera Santana a 24 de Setembro de 2009 às 14:43
UMA NOTA SÓ

Se o PS tem, em 121 deputados em exercício de funções, 53 mulheres é por uma simples razão:

APLICOU, INTERNAMENTE, A PARIDADE, ANTES DE PROPÔR A LEI DA PARIDADE.

Ou seja, o Partido Socialista pôs em prática efectiva e dentro das suas estruturas, uma norma antes de a propôr como regra legal aos outros partidos.

"A nota só" para si é "dó". Sorry.

Cumprimentos,

Vera

Joaquim Amado Lopes a 25 de Setembro de 2009 às 00:11
O seu comentário merece alguns comentários:
1. O PS tem 53 mulheres num grupo parlamentar de 121 e 7 mulheres num Governo de 47.

2. Se, para as últimas legislativas, o PS escolheu os seus candidatos tomando em consideração o género em detrimento da competência, experiência, ideais, motivação para o serviço público e/ou formação humana, isso não constitui qualquer motivo de orgulho.
Pretender que alguém deve ter mais direitos ou o "caminho" facilitado por causa do género é um absurdo. E mesmo que se acredite que (estatisticamente) as mulheres tendem a preocupar-se mais ou terem maior sensibilidade do que os homens para determinadas matérias, isso não tem qualquer significado relativamente às mulheres em concreto a quem as facilidades ajudem a ocupar os lugares.

3. Se o PS demonstrou que não é necessário qualquer Lei da Paridade para aumentar o número de mulheres em cargos públicos, a Lei da Paridade é inútil.

4. O PS escolhe os seus candidatos segundo determinados critérios e quer forçar os outros partidos a usarem os mesmos critérios?

5. Não percebi essa do "só" e do "dó". Apenas posso dizer que os argumentos apresentados a favor da Lei da Paridade metem dó. Era a isso que se referia?

6. A Vera aceitaria um lugar numa lista, sabendo que tinha sido colocada à frente de outros candidatos melhor preparados do que a Vera apenas por ser mulher?

7. Há um episódio da série "Sim, Senhor Ministro" que trata precisamente desta matéria. Recomendo-lhe vivamente que o procure e veja com atenção.

Vera Santana a 25 de Setembro de 2009 às 14:42
Caro Joaquim Amado Lopes,

Não me vou alongar porque não é hora par tal.

O PS deveria - na minha opinião - ter um número superior ao que efectivamente apresenta, de Ministras e Secretárias de Estado.

O que acontece na nossa sociedade é que muitos cargos de topo são ocupados por pessoas do sexo masculino apenas por serem do sexo masculino. Por o serem estão mais à frente do que muitas mulheres extremamente melhor preparadas do que eles. Isto acontece, não porque os homens sejam os "maus da fita" mas por inércia social.

Esta inércia social deve ser combatida. Com senso, obviamente.

Se for a uma Faculdade verá o empenho de muitas Professora e Investigadoras e verá, também, que os cargos de topo (catedráticos, por exemplo; Magníficos Reitores, etc) são maioritariamente masculinos.

O poder público tem sido, nos últimos séculos, masculino. Para bem da Humanidade - composta e por mulheres - isto tem de mudar.

Não se esqueça que nos USA há discriminação positiva para muitas "minorias": étnicas ou outras. E as ditas "minorias" começam constituir-se como maiorias: uma grande fatia de minorias étnicas (os latinos) começam ser maioria nos USA; uma grande fatia de diplomados são diplomadas (mulheres). Este último grupo social começa a ser maioritário em Portugal, onde as mulheres têm melhores resultados nas Universidades do que os homens. Isto prova que, depois dos estudos, ie, na vida activa, há um garrote ou um estrangulamento que impede que o progresso profissional ou político das mulheres se não processe com justiça e equidade.

Saudações,

Vera

nota: não tenho tempo para me alongar peço desculpss

Joaquim Amado Lopes a 25 de Setembro de 2009 às 19:55
"O PS deveria - na minha opinião - ter um número superior ao que efectivamente apresenta, de Ministras e Secretárias de Estado."
E é nisso que diferimos: para mim, o Governo não devia ter nem mais, nem menos, nem as mesmas.
Para cargos ministeriais, o género é um detalhe absolutamente irrelevante, a par da raça ou do estado civil, p.e.

Que muitos dos actuais governantes nunca deviam ter sido sequer convidados para ocupar esses cargos (a começar pelo Primeiro-Ministro), disso não tenhamos qualquer dúvida. Mas não é de certeza por serem homens nem por serem mulheres.

"O que acontece na nossa sociedade é que muitos cargos de topo são ocupados por pessoas do sexo masculino apenas por serem do sexo masculino."
Pois como serão esses mesmos homens a escolherem os candidatos, forçados a escolherem algumas mulheres de certeza que não escolherão as que lhes possam fazer sombra ou os possam diminuir por comparação.

A razão por que há poucas mulheres em lugares cimeiros é simplesmente porque há menos mulheres do que homens disponíveis para o que uma carreira política envolve.

http://www.youtube.com/watch?v=tUAXKGLsMzc
É o factor quota levado ao absurdo mas, em termos de governação, não quero isto levado nem sequer ao mínimo.

Alguns dirão que as quotas são responsáveis por, nos países em que estão em vigor há algum tempo, o número de mulheres em lugares cimeiros ter aumentado muito. E eu pergunto: o que é que isso tem de bom?

Alguém avaliou o desempenho dessas miulheres e verificou que o desempenho delas é superior ao dos seus colegas? Se não é, de que interessa se são mulheres?
Já agora, se é, de que interessa se são mulheres?

A Lei da Paridade é a legislação da aparência e do supérfluo a sobrepôr-se à substância. É a "cara" do PS.

Já agora, o PSD é o primeiro partido político português a ser liderado por uma mulher. Isto apesar de ter muito menos deputadas do que deputados.
Por acaso a Vera acha que Manuela Ferreira Leite trouxe alguma coisa de bom ao PSD?
(note que coloco a pergunta não porque espere que concorde comigo mas precisamente porque tenho a ideia de que não concorda)

Manuela Ferreira Leite foi Ministra da Educação e Ministra das Finanças. De que forma avalia essas duas passagens dela pelo Governo?
Na sua opinião, o facto de ter sido Manuela Ferreira Leite a ocupar esses cargos em vez de ter sido um homem tem algum aspecto positivo?

Joaquim Amado Lopes a 29 de Setembro de 2009 às 20:40
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=388959
Novo Parlamento tem menos mulheres, apesar da Lei da Paridade
A imposição de quotas para "elas" não resultou num aumento da representatividade feminina na Assembleia da República. Antes pelo contrário, o sexo feminino perdeu uma representante, ficando com um total de 62 mulheres eleitas nas legislativas de domingo.


E a isto, já responde?

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