Por Palmira F. Silva | Domingo, 20 Setembro , 2009, 11:06

Imperdível a crónica de Ferreira Fernandes no Diário de Notícias de hoje, a propósito do nacional-achismo, certamente o responsável para que, em Agosto, o Público decidisse transformar suspeições com "explicações grotescas"  (provedor do Público dixit) em manchetes sensacionalistas. Diz o cronista no seu «Ele acha, logo existe»:

 

«Não venham cá com os vossos factos que eu tenho as minhas suspeitas - eis Portugal cada vez mais assim. Já tínhamos os inspectores da Judiciária que falhavam uma investigação sobre factos e acabavam a vender livros sobre as suas suposições. Isso era a prática corrente - as vitórias morais no futebol eram a expressão mais popular dessa tendência. Há semanas, uma líder partidária, Manuela Ferreira Leite, decidiu dar base programática à coisa: "Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há." O nacional-achismo passou a doutrina oficial.»

 

E já que estamos em achismos, acho que o último parágrafo é realmente importante, porque se fosse real o tal clima de medo, a tal asfixia democrática com que o PSD substituiu um programa vazio e a total falta de ideias, não floresciam tantas teorias achistas, sem qualquer sustentação...

 

«Como se sabe, o achismo vive numa nebulosa e alimenta-se de leves impressões - tivesse sido encontrado um pequeno facto e lá ia a tese de Belém por água abaixo. Felizmente, podemos continuar a achar, a suspeitar, a desconfiar. É um modo de vida como outro qualquer. Só peca quando descamba para a sua variante de apontar o "clima de medo que se vive." A frase destrói a tese. Se houvesse mesmo um clima de medo, eu acho, suspeito e desconfio que não havia tanta gente a apontá-lo.»


Zé dos Montes a 20 de Setembro de 2009 às 12:22
Não percebo em como um país que já teve cerca de 1 milhão de pessoas a passar pelas Novas Oportunidade tem que ser tudo explicado.

O que cria o clima de suspeição é o que as pessoas vêm aos redor, o professor suspenso por contar uma piada sobre Sócrates, a visita dos policias à sede do sindicato na Covilhã antes da manifestação, a substituição de jornalistas incómodos, os telefonemas de Sócrates para as redacções de jornais, o primeiro ministro que centraliza os serviços de informação sub sua tutela directa. São exemplos de atitudes e comportamentos que causam apreensão nas pessoas.

Agora relativamente ao Ferreira Fernandes, não existe melhor representante do jornalachismo (jornalista e achista). Apenas as últimas crónicas de 19.09.2009 “Belmiro critica Cavaco?” a pretexto de uma frase de Belmiro de Azevedo, Ferreira Fernandes “acha” que esta é dirigida (também a Cavaco) vem referir o que “acha” que o presidente deve fazer entre outros achados; 16/09/2009 “Os deuses têm sede e dão fome” A ASAE inspecciona uma cantina e encerra-a por falta de condições de higiene, mas Ferreira Fernnades da sua secretária “acha” que não deveria ter sido fechada pelo motivo insignificante (na minha modesta opinião deveria ser encontrado alternativa para continuar a fornecer as refeições até serem corrigidas as deficiências). E poderia continuar, a facilidade como tanta gente se governa sem grande esforço…

Palmira F. Silva a 20 de Setembro de 2009 às 12:29
uh??? não percebi nada. muito menos o que tem a ASAE a ver com a história...

mas já agora, um presidente da república que planta notícias falsas nas redacções dos jornais, não lhe merece comentários?

Alexandra Tavares Teles a 20 de Setembro de 2009 às 13:47
E onde é que Ferreira Fernandes acha isso tudo? Numa coluna de opinião. Basear uma notícia no que acham por aí os assessores é diferente, ou não acha?

Naçao Valente a 20 de Setembro de 2009 às 16:34
FF acertou na mouche. E isto é mesmo SIMPLEX.Não me lembro de no tempo da outra senhora MFL ter denunciado qualquer clima de medo. Nem sei mesmo onde estava a tal senhora no 25 de Abril! Eu que estive, como anónimo, no Largo do Carmo, não tenho ideia de a ter visto por lá. Nem me consta que estivesse estado na Fonte Luminosa no verão quente de 75.E o senhor Paulo Rangel onde estava, quando era preciso defender a liberdade nas ruas? se calhar a comer papa...
Antes não achavam, agora acham,depois irão achar? Para quem mostra tantas dificuldades nas conjugações verbais, tudo é possivel.

congeminações a 20 de Setembro de 2009 às 18:06
Ainda bem que existem zés dos montes e montes de zés porque sem eles não conseguiria-mos descortinar estas manobras do partido socialista. Ainda bem que existem montes de zés e zés dos montes que denunciam o seu facciosismo partidário e nos querem convencer do seu próprio
convencimento. Ainda bem que existem muitos zés dos montes e montes de zés porque sem eles o país não evoluiria
face ás suas convicções.

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