Por Eduardo Graça | Quarta-feira, 16 Setembro , 2009, 10:20

Hoje, em Espanha, três destaques, três: la candidata Manuela Ferreira Leite, Cristiano Ronaldo e Durão Barroso. Dos três, Manuela desiste! Cristiano marcou! Barroso luta! Manuela “acusó a "los españoles" de intromisión en la política portuguesa, y proclamó que Portugal "no es una provincia de España". El motivo es la construcción de la red ferroviaria de Alta Velocidad acordada por los dos Gobiernos y que conectará Madrid con Lisboa en 2 horas y 45 minutos a precios competitivos con el avión.”; "Cristiano Ronaldo, que en media hora descorchó al Zúrich con versos de su repertório"; "El infatigable José Manuel Durão Barroso redobló ayer sus gestos y promesas especialmente en materias sociales en un último esfuerzo para convencer a los eurodiputados socialistas y verdes para que le voten hoy para un segundo mandato de cinco años al frente de la Comisión Europea."


Mário Cruz a 16 de Setembro de 2009 às 12:44
Estão fartitos de ler a opinião desfavorável nacional e agora só lêm jornais espanhois, é isso?

Fazem bem, pelos vistos de lá só têm boas notícias. Por exemplo, o Durão Barroso lá ganhou com 51,9% dos votos, ou seja com maioria absoluta, sem precisar da entrada em vigor do Tratado de Lisboa, ein?? ;-))

Eduardo Graça a 16 de Setembro de 2009 às 12:49
Os meus links para o El Pais (que podiam ser alargados a outros órgãos de comunicação social espanhola) querem, simplesmente, chamar a atenção para a diferença da imagem projectada no estrangeiro pelos portugueses que, por bons e maus motivos, fazem notícia. Portugal é um país de emigrantes, é bom não esquecer, e deve ser penoso e triste, também para as centenas de milhares (ou serão milhões?) de portugueses que vivem na Europa, confrontarem-se com as notícias de que uma candidata a primeira-ministra não quer que eles disponham, em vida, de um meio de transporte rápido, seguro e ecológico para as suas viagens entre os seus diversos países de acolhimento e a Pátria. Portugal como se ensina na geografia elementar tem duas fronteiras: o Oceano Atlântico e Espanha. Sem menosprezo pela vocação atlântica, o nosso destino, hoje, é a Europa, todos sabem isso, e como fazer para nos ligarmos à Europa sem desenvolver as ligações com Espanha. Porque razão Cavaco, enquanto primeiro-ministro, apostou na auto-estrada de ligação ao Caia (A25), por Évora, antes de apostar na auto-estrada de ligação ao Algarve (A2)? A primeira concluída em 1999, já com Guterres, e a segunda concluída em 2002, já com Barroso! É a mesma questão: a ligação à Europa que, inevitavelmente, passa pela ligação a Espanha. O mesmo na ferrovia! E, nos nossos tempos, através da alta velocidade. O TGV. É uma maneira de discutir a Europa. É uma maneira de mostrar, como sempre tem acontecido, na discussão da Europa, a diferença entre o europeísmo do PS e o eu cepticismo de uma boa parte do PSD (Manuela) … paradoxalmente, contra Durão Barroso! Duas visões do país, da Europa e do Mundo.

B52 a 16 de Setembro de 2009 às 13:05
Eduardo,
considero bastante relevante o teu comentário com excepção da primeira frase que é uma sequência directa do post inicial.
Independentemente da discussão do TGV (se deve ou não ser feito e se sim quando), é natural a reacção dos espanhóis uma vez que não vai ao encontro dos seus interesses. A preocupação essencial dos espanhóis não é propriamente a nossa periferia.
Como também é natural aparecerem no futuro, especialmente em alturas de maus resultados do Real Madrid, manchetes nos jornais espanhóis sobre o baixo rendimento do Cristiano Ronaldo ou sobre as suas distracções nocturnas.
Em suma e no que toca à "imagem projectada" considero bastante infeliz o recurso ao tais 3 destaques para suportares a ideia que pretendes passar.
Abraço

Eduardo Graça a 16 de Setembro de 2009 às 13:19
Sempre se pode chegar à conclusão que as notícias não existem, os personagens deveriam ser outros, as actividades a que se dedicam não nos interessam, não se quadram com as nossas idiosincrasias, por aí fora, mas as notícias são as que são ... o que podemos é não lhes dar importância, nem aos personagens a que se refrem. Mas que existem, existem, e há milões de cidadãos nem só portugueses, nem só espanhóis, que lhes dão muita importância! E a imagem de Portugal deve muito a personagens com os quais muitos portugueses se não identificam. Mas nem por isso os outros povos deixam de nos identificar com a imagem desses mesmos personagens. Eu acho que, por estes tempos, Cristiano Ronaldo e Durão Barroso são muito importantes na projecção da imagem de Portugal. E a coisa vai durar, salvo qualquer desastre, pelo menos mais 5 anos.

Pepe a 16 de Setembro de 2009 às 21:29
Quase tudo o que disse é lateral ou acessório, se me permite a opinião.
O relevante seria notar que o destaque que um Estado está a dar ao processo eleitoral de outro, para além de violar um princípio fundamental de direito internacional (não ingerência nos assuntos internos de cada Estado), prova que, afinal, os espanhóis estão mesmo a tentar condicionar as opções portuguesas quanto à rede de alta velocidade.
Seja sincero: os alemães estão em igual processo eleitoral; acha que eles permitiriam, qualquer que fosse a sua côr política, que um vizinho (Sarkozy, Berlusconi) se intrometesse nos debates eleitorais, atacando um candidato em favor de outro?

Eduardo Graça a 16 de Setembro de 2009 às 22:09
Está a tentar trocar as voltas ao assunto: quem chamou os espanhóis à liça foi a Dra. Manuela Ferreira Leite. Não se pode abusar da forte capacidade de esquecimento do nosso povo...O assunto não foi colocado na agenda por mim, nem por si, nem pelo PS, mas tão simplesmente pela Dra. MFL ...

Pepe a 17 de Setembro de 2009 às 16:16
Pode ter a bondade de responder-me, sff?
A dimensão do respeito pelo Estado Português é o que me interessa neste assunto. Tudo o resto é espuma.
É por isso que somos pequeninos. Permitimos que outros ataquem os nossos e apouquem o país.
Lembra-se do Rei de Espanha (secundado pelo próprio Zapatero, socialista) ter repudiado veementemente um ataque de Chavez ao primeiro-ministro cessante, Aznar, popular democrático, não lembra?
Porquê? Porque não era um ataque a Aznar, era um ataque a Espanha, aos seus políticos e à sua independência.
Aqui, bate-se palmas a quem ofende "a outra senhora" (ou qualquer outro), julgando que isso fortalece JS. Puro engano...

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