Já agora, quem é o Ministro da cultura?
Núncio a 26 de Julho de 2009 às 15:07
Estas políticas culturais erráticas e desconxavadas devem-se, em parte, à teimosa e parola existência de um "Ministério" da Cultura. Tirando talvez Teresa Patrício Gouveia e Manuel Maria Carrilho, algum dos governantes da área deixou "marca", como agora se diz?
P.S. Porque não se pode comentar Eduardo Pitta neste blogue?
james a 26 de Julho de 2009 às 15:44
Núncio,
Desculpe intrometer-me, até porque não tenho nada a ver com a gestão deste blog, mas a sua pergunta é um tanto tonta. Obviamente que deve ser o Eduardo Pitta que não admite comentários nos posts dele.
Qual é a sua teoria da conspiração? confesse-se lá.
Núncio a 26 de Julho de 2009 às 16:55
James,
deixe lá. Não se incomode com um leitor que faz perguntas "tontas".
Aliás, querer perceber porque é um blogue que faz apologia do voto num dos partidos da liberdade admite colaboradores que não aceitam ser comentados, no exercício da liberdade de expressão e de opinião, só pode ser mesmo uma pergunta muito tonta!
james a 26 de Julho de 2009 às 15:51
Núncio, outra vez: V. consegue comentar os posts de E. Pitta no blog Da Literatura?
Quer explicação mais simple (x)
Sem dúvida, isso seria uma excelente proposta de navegação, hoje. Fico contente por ver que neste blogue se começam a discutir ideias para a cultura. Tanto mais importante quanto se constata que o PS tem tido poucos meios próprios (a sua acção sectorial para a Cultura está inactiva há muitos anos) de promover o diálogo sobre a cultura e que isso tem sido, no meu entender, o grande responsável pelos iatos no desenvolvimento de uma politica cultural coerente (como aquela que, independentemente das suas falhas, assinou o MMCarrilho e o RV Nery)
portela menos 1 a 26 de Julho de 2009 às 18:45
Como no SIMplex ninguém dá por nada do que se passa lá fora, nomeadamente no partido do governo, aqui vai:
Comentário de Carlos Vidal
Data: 26 de Julho de 2009, 17:19
Esta história das “provas” sobre o caso do assédio do PS a Joana Amaral Dias é enfadonha e estúpida. Convidou e convidou mesmo, assediou e assediou mesmo. Fez tráfico de influências e fez mesmo. A própria confirmou-o.
E quem quiser ir ao blogue da Joana Amaral, lerá o texto do seu colega Medeiros Ferreira, um senhor de respeito, e lerá isto (para acabar com a exigência de “provas” – depois disto, quais “provas”?):
«Joana Amaral Dias, militante do BE , apoiou Mário Soares nas eleições presidenciais de 2006, por motivos que a própria explicou na ocasião. Sempre disse que se manteria no seu quadrante partidário. Cumpriu. Como toda a esquerda falhou nas presidenciais ninguém deste quadrante a pode censurar por não ter conseguido impedir a vitória de Cavaco Silva.Três anos depois foi afastada da direcção do BE com argumentos que não convenceram ninguém. Reagiu ao acto mas não se afastou.Agora alguém no PS pensou ter chegado a hora de lhe dar a escolher entre manter-se no BE sem cargos ou entrar nas listas de deputados por aquele partido, como independente, em lugar francamente elegível. Declinou. Visto assim ninguém fica mal na fotografia. Para quê então ataques e desmentidos por parte daqueles que se não deram conta de estarem perante uma rara e forte personalidade política?»
Está dito e escrito, e o sr. Tiago Silveira, do PS, ou lá o que é, ou o secretário-geral, de que não me lembro o nome, que se calem.
Ver então:
http://bichos-carpinteiros.blogspot.com/2009/07/o-exemplo-de-joana-amaral-dias.html
Quem tiver que se calar que se cale, e louve-se a verticalidade de Joana Amaral Dias.
Mesmo imaginando que tenha sido verdadeiro o convite, coisa que não acredito, não vejo onde está a verticalidade de alguém que vem logo bufar e armar-se em importante.
Isto não passa de mais uma telenovela foleira. A ética é outra coisa.
Caríssimo, como sabes, não gosto da palavra ética nem de conceitos a ela associados: isso deixo para ti (democracia, cargozitos, direitos humanos, etc):
Eu ainda estou na fase da ditadura do proletariado.
Agora, eu falei em verticalidade - que é uma coisa diferente. Verticalidade em dizer "não", e dizer alto ao que se disse "não". Muito bem.
A Joana Amaral é uma senhora lindíssima e vertical.
Seria trágico vê-la no PS.
Passar bem.
CV
james a 26 de Julho de 2009 às 22:39
Carlos Vidal: quem o lê até pensa que V. é ortopedista.
Bom, eu acho que estava a falar com o autor do post, sem aberturas democráticas a outros.
O Leonel comete aqui dois erros:
1. No conteúdo do post: se o futuro é aquilo que está "aqui e agora" e "em frente" (internetes e cia.), isso é de uma pobreza confrangedora, é o que há de mais anacrónico (porque se torna obsoleto num ápice, por isso é que eu ando há anos a estudar caravaggios, etc - phd pronto)
2. O segundo erro é o caso Joana Amaral: gostei das revelações, dela e de Medeiros Ferreira. E gostei que se soubesse o "prémio" socratista, o instituto oferecido e tudo.
Porque eu estou habituado a que me peçam coisas a troco de nada.
Cumps.
CV
post-scriptum: caríssimo Leonel, isto seria uma conversa a dois - não gosto de terceiros por estas bandas.
"post-scriptum: caríssimo Leonel, isto seria uma conversa a dois - não gosto de terceiros por estas bandas."
Quer, portanto, uma caixa de comentários só paraele, a excelência. Você continua em alta, Vidal.
james a 27 de Julho de 2009 às 00:03
Carlos Vidal: relações triangulares é o meu prato forte. Dão-me pika.
Aliás, sendo a visada quem é, quase que garantia que ela própria também defende este arremedo de análise transaccional, porque sendo terapêutica, oferece-nos mais qualidade de vida.
artur guerra a 26 de Julho de 2009 às 21:32
CAPUCHINHO VERMELHO
Qualquer analista, qualquer supervisor de analista, sabem que este episódio joanino terá, não nos tele-jornais, mas no divã ou no tête à tête, explicações alternativas.
Ou interpotenciadas.
Mal-entendido?
Excesso de zelo?
Narcisismo?
Acto falhado?
Sedução?
Frentismo?
Voluntarismo avulso e fora de controlo?
Olhos-para-que-te-quero?
Não, portanto, aos processos de intenção e aos requisitórios retóricos e tremendismos éticos.
Pelo que o PS e o Bloco de Esquerda teriam algo a ganhar em desdramatizar.
Estes 15 minutos, de quê?
De glória ou de ridículo?
E de glória para quem ou para quê?
E de ridículo para quem ou para quê?
Disto, o que fica é essa evidência, esse óbvio, de que a Esquerda está na margem oposta à margem da Direita.
Sendo depois essencial saber onde de facto decisivamente se desembarca.
Que mais importante?
Artur Guerra