Por Sofia Loureiro dos Santos | Sexta-feira, 11 Setembro , 2009, 16:36

 

Carolina Patrocínio deu uma entrevista ao I.

 

Nela demonstra o que pensa sobre o mundo e a política, que tem preocupações de cidadania, que é corajosa em se expor e que não tem medo de dar a cara por aquilo em que acredita.

 

Ao contrário da minha perplexidade por esta escolha, declarada anteriormente neste blogue, tenho pena de que não tenhamos tido acesso a este tipo de intervenções e de entrevistas antes de e na altura em que Carolina Patrocínio foi escolhida para mandatária da juventude (embora continue a não perceber a vantagem, utilidade ou objectivo da existência de mandatários para a juventude). Fica outra perplexidade, aquela que estranha a pouca atenção que foi dada a este assunto, pela parte dos responsáveis pela campanha do PS.

 

Mas há uma coisa que me penaliza – o esquecimento da reserva e da prudência  na interpretação dos sinais e das imagens que nos inundam, que muitas vezes nos conduzem a raciocínios enviesados e preconceituosos.

 

Sugiro, portanto, que se leia a entrevista, que é excelente e que mostra uma jovem atenta ao que a rodeia e com a generosidade que, dentro das nossas certezas e seriedades, nos atinge e nos convoca.

 

Nota: Também aqui.

 


Valupi a 11 de Setembro de 2009 às 16:44
Parabéns, Sofia.

Sofia Loureiro dos Santos a 11 de Setembro de 2009 às 16:58
Obrigada Valupi.

Carlos Dias Ferreira a 11 de Setembro de 2009 às 16:52
Sofia:

É pena que a Carolina Patrocinio minta na entrevista ao afirmar "em legislativas sempre votei PS" pela simples razão de ter nascido a 27/05/87 e as eleições legislativas terem ocorrido a 20/02/05 e portanto a menina tinha ainda 17 anos não podia votar, convém portanto avisa-la para corrigir esta mentira mas para quem é mandatária da juventude fica mal mentir, mas enfim isso pelos vistos faz escola no PS actual.

Sofia Loureiro dos Santos a 11 de Setembro de 2009 às 16:57
Carlos Dias Ferreira

É verdade que isso é impossível, mas não interpreto essa afirmação como uma mentira deliberada. Provavelmente quereria dizer que seria o partido no qual votaria, assumindo uma posição de votante quando era apenas apoiante.

Zé dos Montes a 11 de Setembro de 2009 às 17:10
A pergunta e a resposta:
"Desde que idade vota? Votou sempre no Partido Socialista?
Desde os dezoito anos, ou seja, desde 2005. Para as legislativas votei sempre PS. Em outras eleições não necessariamente, depende dos candidatos..."

Então queria dizer que se pudesse votar teria votado PS? Parece então pelo resto da resposta que nunca votou no PS, gostava de ter votado!

Relativamente à pergunta “Quais são, para si, as qualidades e os defeitos do actual primeiro-ministro?
Em primeiro lugar, uma grande coragem política e uma forte determinação para levar a cabo as transformações de que Portugal necessita. Acho que, ao contrário da maioria dos outros líderes partidários, José Sócrates tem uma visão realista e faz uma leitura correcta da sociedade portuguesa. É certo que nem sempre escolhe o caminho mais fácil, mas as rupturas e as reformas de fundo também nunca se fizeram com paninhos quentes...”

Estaria a referir-se às qualidades de “gostaria” que o PM actual tivesse?




Joaquim Amado Lopes a 12 de Setembro de 2009 às 14:26
Peço desculpa, Sofia, mas (como o Zé dos Montes demonstrou para além de qualquer dúvida ou "interpretação criativa") é mesmo uma mentira factual e sobre um assunto relativamente ao qual a Carolina Patrocínio não tem margem para fazer confusões. Ainda menos pelo que é dito no resto da entrevista.

Desvalorize a mentira, prefira focar-se no pensamento político e atenção à realidade (ou ficção que o PS pretende fazer passar por realidade) expressos na entrevista. Mas não a "interprete" como uma não-mentira.

E digo-lhe já que, se a Carolina respondeu realmente daquela forma a perguntas que não conhecia antecipadamente, então é uma pessoa completamente diferente da que apareceu na entrevistas "dos caroços e da batota".
Se ela é o que aparece nesta entrevista, então a escolha para mandatária da juventude foi excelente embora tenha sido muito mal aproveitada (pelo que tenho visto).

A minha única reserva é que esta entrevista aparece escrita e, portanto, não sabemos se foi realmente feita, se as perguntas e respostas foram preparadas antecipadamente nem se as respostas são realmente dela.
As outras entrevistas foram filmadas e a pessoa que aparece nelas não tem rigorosamente nada a ver com a da entrevista do "i".

Cada um escolhe em que entrevista acreditar.

F.Torres a 12 de Setembro de 2009 às 13:28
Ela própria já garantiu que é capaz de fazer batota para ganhar

Eleitor a 11 de Setembro de 2009 às 16:58
A "piquena" já tira os caroços às cerejas? Ou continua a criada a fazê-lo?
Isto de criadas para tirar caroços fica bem na esquerda "moderna"?

Sofia Loureiro dos Santos a 11 de Setembro de 2009 às 17:01
Há alguns comentários que são exemplos da falta de nível que alguns comentadores revelam.

Anónimo a 11 de Setembro de 2009 às 17:12
"Desde que idade vota? Votou sempre no Partido Socialista?

- Desde os dezoito anos, ou seja, desde 2005. Para as legislativas votei sempre PS. Em outras eleições não necessariamente, depende dos candidatos..."

Isto não é um erro, é uma total falta de noção.. A pergunta é clara, "desde que idade vota?" a resposta mais ainda, distingue eleições, confessa que numas já votou noutros partidos, mas em LEGISLATIVAS votou sempre no PS, quando nunca, sequer, pôde votar em legislativas...

A menina é um erro de casting, parem de tentar exaltar-lhe as qualidade políticas que ela pura e simplesmente não tem... Não estou com isto a querer criticá-la, hoje em dia nao ter qualidades políticas até pode ser muito bom... verdade é que ela é uma erro (como tinha sido o Vital Moreira), e andam a tentar tapar o sol com a peneira...

Acabem com o martírio, deixem de a convidar para fazer campanha ou dar entrevistas...

Pulo Duarte a 11 de Setembro de 2009 às 17:16
É óbvio, para quem conhece a menina, que aquilo foi escrito por terceiros.
E quem escreveu aquela encomenda deixou passar o disparate da votação com 17 anos.
O autor das respostas teve um lapsus linguae e escreveu o que ele próprio sempre fez, isto é, "nas legislativas votei sempre no PS".
Isto é tão óbvio que só não vê quem está de má fé ou não quer ver.
Pobre da moça que não tem culpa nenhuma, só não sabe é no que se meteu, tadinha.

Luis Gonçalves a 11 de Setembro de 2009 às 17:59
Sofia,

Mas que raio de criaturas são estas que aqui estão a comentar? Serão de facto pessoas ou homúnculos da pior espécie? Irra!

João Paulo a 11 de Setembro de 2009 às 18:34
Excelente entrevista para quem votou nas últimas legislativas com 17 anos... e sempre votou no PS!
De tiros no pé e vitórias absolutas até à derrota final a 27 de Setembro.

Francisco Cavaco a 11 de Setembro de 2009 às 18:58
Perdoai-lhe Pai pois não sabe o que diz.
Fiquei a saber tb que desde que a mentira não seja deliberada pode ser tolerada.

horacio a 11 de Setembro de 2009 às 19:38
Cara blogueira SLS :
Vejo k recuou na sua opinião sobre Carolina. Não sei porquê. Não vejo nada de substantivo nas declarações da menina. Vê-se que foi treinada para debitar uma serie de frases feitas que já ouvimos de outros politicos. Nada de novo.
Vejo com apreensão que esta moda de escolher caras bonitas para mandatárias da juventude está a alastrar pelo resto do partido. No caso do Seixal temos um bom vereador, Samuel Cruz, candidato à presidência da câmara , que escolheu Filipa Castro para mandatária da juventude. Uma senhora que nem sabe onde fica o Seixal. Triste escolha de um candidato que já provou estar à altura do lugar para o qual se candidata. Mas este contágio do Partido Socratista ao Partido Socialista levou-o a dar um tiro no pé.

Já agora estranho o silêncio dos blogueiros SIMplex em relação às palavras em off do eng Sócrates no debate com o dr Louçã. Revelam muito do carácter do homem que nos tem governado. Aquela do "maroto" é uma pérola.
Depois de dois dias com dezenas de posts sobre o debate tendo como alvo o líder do BE agora impera o silêncio sobre as mais recentes imagens.
Esclarecedor....

Fábio Dionísio a 11 de Setembro de 2009 às 19:59
Sofia Loureiro dos Santos, penso que o seu post, admito que sem intenção da sua parte, branqueia um problema real que está na origem das escolhas do seu partido para mandatários da juventude nas diversas batalhas eleitorais que tem pela frente. E que é o seguinte: a exploração deliberada, legítima se quiser, da imagem de algumas "figuras públicas", especificamente de mulheres bonitas, procurando, através dessa estratégia marketeira, obter dividendos políticos que deveriam ser fruto de capacidades políticas e de trabalho político "puro e duro" (viesse ele de mulheres belas, óptimo). Encarar a política como uma mercadoria (igual a uma marca de cervejas ou refrigerantes), e a mulher como uma ferramenta de marketing é, no mínimo, uma estratégia de publicitários profissionais e não de políticos. Repare que não existe na minha afirmação o mínimo de preconceito, não coloco em causa as capacidades intelectuais, cívicas e políticas da mulher (Carolina Patrocinio) para quem o seu texto remete, mas para a lógica em que o PS assentou, de forma generalizada e bastante pré-conceituosa, as escolhas dos mandatários. Não vou, por delicadeza, referir nomes, mas convido-a a dar uma vista de olhos pelas diversas mandatárias que o PS escolheu a dedo e a olho com a maior das gulas (nomeadamente em diversos círculos eleitorais e autarquias que aí vêm), algumas das quais, em entrevista, admitem não ter grande interesse na política, para lá desta o daquela amizades pessoais. Não pretendo dar lições de moral a ninguém, agora pergunto-lhe: porque colocam, estas mulheres inteligentes, o seu corpo ao serviço do Partido Socialista? A troco de quê? Eu, como não sou moralista nem preconceituoso (espero), juraria mais honesto (e com bónus de frontalidade) admitirem fazê-lo em nome da liberdade individual de usarem a sua imagem, e o seu corpo, para os fins que bem entendem - como de resto, qualquer modelo, aceita ou rejeita este ou aquele anuncio publicitário ou trabalho fotográfico-, do que fingirem, em nome do "patrão", estar mesmo em trabalho político. Ou então o PS atirou-se de empreitada a uma nova forma de bio-política berlusconiana que simplesmente me ultrapassa. E isso, pessoalmente, parece-me de um reaccionarismo extremo. Responder-me-iam alguns que tudo não passa de um assunto de relações públicas, a isso nada poderei contrapôr. Ou então, estou a fazer uma tempestade num copo de água.

Sofia Loureiro dos Santos a 12 de Setembro de 2009 às 00:42
Fábio Dionísio

Tocou um ponto muito importante, mas não exclusivo do PS. De facto a escolha de mandatários para a juventude, independentemente de quem são, inscreve-se numa prática de marketing político que deveríamos questionar. A utilização de figuras públicas acaba por transformar as campanhas políticas numa espécie de show, acabando por se perder, quase sempre, o objectivo da própria campanha.

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