Manuela Ferreira Leite passeia alegremente pela Madeira, sentindo o doce cheiro de circular nas artérias do poder. É assim que o verniz se quebra e a Verdade vem ao de cima. Percebemos então que para Manuela Ferreira Leite asfixia democrática só no Continente, na Madeira os nativos respiram liberdade de expressão e de opinião. No mesmo sentido o Arquipélago que hoje visita é o paladino nacional da legitimidade democrática, exactamente o mesmo sítio onde Deputados são impedidos de entrar na Casa da Democracia. Imposta parece ser a legitimidade de José Sócrates, mas isso já terá sido um exagero de interpretação dos jornalistas, claro.
Estes dois pontos são conjugados com as inaugurações em período eleitoral. No Continente e feitas por Socialistas são oportunismo, na Madeira e feitas por si, são uma consequência natural da obra feita.
Será a Madeira um mundo paralelo? Achará Manuela Ferreira Leite que passou por um qualquer Buraco Negro e que portanto passeia por uma realidade política diferente? Verdade como tudo isto é ter andando de festa em festa sentada num veículo do Governo Regional. Um mimo esta excursão. Faço votos que não se constipe.
A ler no insuspeito Público.

