Por Pedro Aires Oliveira | Quinta-feira, 03 Setembro , 2009, 18:14

 

Num espaço informal de propaganda como este, espera-se que um apelo ao voto no PS soe um pouco mais convicto do que o famoso slogan do Alexandre O’Neill.
Até há umas semanas atrás, devo confessar, isso não era assim tão fácil. Só alguém com uma vocação muito panglossiana é que poderá afirmar que no nosso país tudo corre pelo melhor dos mundos, ou que a governação dos últimos quatro anos foi sumamente bondosa e iluminada.
No entanto, agora que as várias forças partidárias apresentaram os seus manifestos eleitorais, as razões para tais reticências são bem menores.
Relativamente a comunistas e bloquistas, fica clara a distância que existe entre um partido, como o PS, que procura conciliar as virtualidades de uma economia assente na livre iniciativa com as preocupações de justiça social que sempre nortearam a tradição socialista europeia, e duas organizações que, em inúmeros aspectos, estão ainda longe do aggiornamento indispensável à assunção de responsabilidades governativas (veja-se, por exemplo, a sua proposta de nacionalização de várias empresas “estratégicas” sem apresentar uma estimativa dos custos inerentes a tal medida). Ora, como todos sabemos, é isso mesmo - a constituição do futuro governo de Portugal - que estará em jogo no dia 27.
Quanto à nossa direita, bom, é difícil levá-la muito a sério, tão sinuoso tem sido o seu percurso nos últimos anos, sobretudo ao nível da liderança do PSD. Como já tem sido amplamente referido, o seu programa eleitoral é uma descarada tentativa de conquistar os favores de todas as corporações descontentes com a governação socialista, sem deixar claro o que faria em alternativa. Alguém pode acreditar, por exemplo, que o PSD (sobretudo o PSD de Manuela Ferreira Leite), que nunca repudiou o princípio da avaliação dos professores, seria capaz de pacificar o sector sem capitular, de forma aliás totalmente inverosímil, às principais exigências dos sindicatos?
Nestes quatro anos, e não obstante os indicadores económicos não serem aqueles que todos nós gostaríamos que fossem, e o funcionamento de certos serviços públicos deixar ainda muito a desejar, parece-me que o PS está em condições de fazer um balanço honroso da sua acção governativa. Muitas das metas que se propunha atingir, foram alcançadas (requalificação e estágios profissionais, universalização do ensino do inglês, aposta nas energias renováveis, desburocratização, etc.). Em áreas como a segurança social, as forças armadas, a saúde e a educação, realizaram-se reformas importantes ou, pelo menos, conseguiu-se a consagração de certos princípios (equidade, mérito, responsabilização, maior transparência), de que outros poderão beneficiar para ir mais longe.
Por mim, espero que os eleitores renovem a confiança em quem ousou iniciá-las.

 


miguel a 3 de Setembro de 2009 às 18:23
Embora vá votar PS, será uma pena que Sócrates não tenha os tomates (desculpem a expressão..) para fazer o que deve fazer agora. Isto já é demais!!

A única atitude digna que ele deve ter é fazer uma conferência de imprensa e desmontar estes casos todos das últimas semanas e inequivocamente confrontar esta cambada de cobardes.

deve enumerá-los um por um e confrontar os respons+aveis. Sobre as escutas deve dizer claramente que espera que o presidente apresente uma queixa na PGR ou demita os assessores responsáveis pela estória. Deve pedir, publicamente, a Alexandre relvas que identifique quem o pressionou e garantir que essa pessoa será demitida no minuto seguinte. deve exortar a TVI a manter MMG até depois das eleições e solicitar explicitamente que se têm peças jornalisticas sobre o freport que as exibam.

Deve confrontar e demonstrar que não tem medo. Mais umas declarações pelos segundas-linhas já não servem.

E deve ser já hoje, para servir de aviso para o tempo que falta até as eleições. Todas as estórias deste género devem ser confrintadas. Directamente e sem rodeios.
Cada uma ssume as suas responsabilidade.

Se não o fizer, Sócrates é um nabo e demonstra que tem medo.


Miguel

Zé dos Montes a 3 de Setembro de 2009 às 19:32
Mas o Sócrates nunca é culpado de nada!
No caso do Lopes da Mota as pressões foram por iniciativa única do próprio e apesar deste ter utilizado “indevidamente” o nome de Sóctrates nas pressões, o Sócrates tão célere em processos a jornalistas e bloggers nada fez.
No caso da Joana Amaral Dias, também não foi por sua iniciativa, nem ninguém estava mandatado para o fazer convites, mas Paulo Campos contra a vontade do chefe faz o convite e não se demite nem é demitido.

Armando Abranhos a 3 de Setembro de 2009 às 21:08
Deixa lá. A Joana é boa. O Louça prefere a Drago? Então a Joaninha que venha para a bancada socialista. Fazem falta mulheres bonitas no Parlamento. A Heloísa é uma bruxa e agora com a vinda da Vóvó Manela com os netinhos a brincar nos jardins ao lado.

Vai ser tão queriducho!

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