Por Sofia Loureiro dos Santos | Quarta-feira, 02 Setembro , 2009, 23:54

 

Este combate, que se adivinhava agressivo e difícil, acabou com alguma vantagem para José Sócrates, que conseguiu desmontar a enorme demagogia de Portas em relação à segurança: fazer perceber aos eleitores que as acusações do CDS em relação ao aumento da insegurança pela alteração às leis penais foi, ao fim e ao cabo, aprovada no Parlamento pelo CDS.

 

Foi um momento de enervação extrema para Paulo Portas que disparou em todas as direcções, agarrando rapidamente o discurso dos idosos sem direito à reforma. Só comparável à pergunta mortal que Vasco Rato fez a Aguiar Branco, no debate do referendo da IVG. Aguiar Branco, depois de ter defendido que a pergunta apresentada no referendo não tinha qualquer sentido, teve que confessar que a tinha votado favoravelmente.

 

José Sócrates insistiu, talvez um pouco em demasia, no passado governativo de Portas, cujas responsabilidades não foram tão grandes como Sócrates tentou insinuar. O problema do Iraque foi forçado e podia ter sido poupado.

 

Em tudo o resto, desde a segurança social às reformas educativas, desde o aumento do ordenado mínimo até à redução do défice (pergunta inicial a que Paulo Portas fugiu, visto que não foi capaz de negar que as propostas do seu programa aumentam o défice), o governo tem obra para mostrar e o CDS passeou a sua demagogia o mais que lhe foi possível. Mais uma vez a atitude do Primeiro-ministro, que tem contra si todos os partidos da oposição, foi firmemente convicta.

 

Este modelo de debate é um pouco estranho. Não percebi muito bem qual o papel de Constança Cunha e Sá.

 

Nota: Também aqui.

 


Nuno Pereira a 3 de Setembro de 2009 às 00:25
Iniciaram-se os debates dos candidatos a ministros e dos candidatos a candidatos da esperança de um dia não se sabe quando, poderem ser alternativa a um sistema político interno, que só tem duas alternativas.
José Sócrates começou com uma excelente preparação na grande entrevista, tipo ensaio final para enfrentar os opositores.
Aproveitou essa mesma entrevista moderada pela Judite de Sousa, toda ela laranja, mas sem sumo para o primeiro. E desde logo deixou os argumentos para a próxima legislatura bem vincados, tipo abrir o jogo para, jogar abertamente ao ataque e dar azo a quem vier a seguir, poder, ao menos contrapor com bases sólidas, para todos sentirmos no final que algo de positivo saiu do mano a mano televisivo.
José Sócrates está bem preparado para enfrentar os quatro magníficos.
Deu provas disso perante o olhar de Judite, sem pedal para travar o primeiro, num desfilar de argumentos que todos nós sentimos serem os mais capazes para nos guiar nos próximos quatro anos.
Teve a hombridade, mais vale tarde do que nunca (situação que nunca podia ocorrer com Cavaco, o homem que nunca se enganava), para reconhecer alguns erros no decorrer desta legislatura, a dar os últimos fôlegos num final que a oposição não contava. Já que boas notícias surgiram para o País e que lhe está a dar voltas e mais voltas e sempre para o mesmo lado. Para seguirem num novo rumo de estratégia para enfrentar o governo e fundamentalmente José Sócrates.
O primeiro deu o mote de que não é homem para lhe tirar o sono!
Portas é só demagogia! O político que corre as feiras e mercados, onde num arraial de beijinhos e abraços, tenta mostrar o seu lado humano e passar a mensagem de protector dos mais desfavorecidos e dos idosos que tantos anos trabalharam e agora só vêem meia dúzia de migalhas de euros de reforma, que nem dá para os remédios. Apregoa este político agarrado ao tacho centrista, fazendo-se dono e senhor de um partido de freiras e padres. De agricultores que ainda seguem os mandamentos da igreja que os obrigavam a votar num CDS de Freitas do Amaral e muitos deles coitados ainda pensam que Portas é filho do FREITAS e como quem manda pode. Toma lá o meu votito.
Que levanta a bandeira dos problemas dos mais desfavorecidos da nossa sociedade bem alto. E discursa no parlamento, cheio de certezas com os olhos flamejantes em direcção a Sócrates, fazendo questão de que todos vejam que de apontamentos só traz um papelito do tamanho do de uma multa. Mas quando esteve no governo, não correu para a pasta dos portuguesinhos desfavorecidos, para os salvar de uma morte lenta. Mas para a pasta dos submarinos autênticas sereias de ferro e aço. Na certeza de apanhar os monstros marinhos desprevenidos e atónitos com a chegada dessas sereias. Mas que cedo deu polémica e Portas apanhou foi nos costados saindo com o rabo entre as pernas, pela porta dos fundos de um governo que nasceu torto e a meio abriu ruptura devido ao abandono do capitão e não chegou ao fim porque o Play boi, pensou que era tudo um mar de rosas.
Portanto o Portas passou um bom bocado a pregar para o ar, já que da sua boca saiu frases vezes sem conta escutadas e já ninguém acredita que terão algum dia significado.
José Sócrates fez o seu papel, dando continuidade à grande entrevista da véspera e abandonou o local com a certeza de ter arrumado o primeiro e virando-se para o seu staff, recolocando a celebre gravata no seu devido lugar disse: quem é o próximo!

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