Por Sofia Loureiro dos Santos | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 21:24

Em 27 de Setembro vamos escolher um parlamento e um governo.

 

Não é uma escolha qualquer, como não o são todas as escolhas. Mas talvez desde há muitas legislaturas, esta é uma escolha entre duas opções políticas, entre duas visões da sociedade, entre duas opções para o futuro.

 

De um lado está a esquerda democrática, representada pelo PS, com dinamismo e investimento na inovação, com valores de solidariedade e tolerância intra e inter geracionais, que acredita que na igualdade e no direito à felicidade de todos os homens, que pratica o multiculturalismo e a reinserção social, que aposta na dignidade e no valor dos princípios que fundam a democracia, que tem no Estado Social o garante da manutenção e da evolução de uma sociedade coesa, assumindo como suas as funções sociais (educação, saúde e segurança social) e as funções da justiça, da segurança e defesa nacionais.

 


Por Rogério Costa Pereira | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 19:04

"Também deve recolher [Sócrates] o contributo de não-socialistas empenhados em fazer as coisas de modo diferente, disponíveis - e não meros oportunistas de circunstância - para ajudar a fazer sair o país da decepção, do atoleiro e da mediocridade em que a coligação do "tempo novo" nos enfiou.", João Gonçalves, 24.02.2005 - link directo - link para a cache do google

 

Claro que o homem pode mudar de ideias, caramba. De resto, antes do ataque das ténias, ele até confessou ao PM que tinha votado nele. A parte engraçada não é, pois, a do Sócrates - que o terá desiludido -, é a outra, aquela cena "do atoleiro e da mediocridade em que a coligação do "tempo novo" nos enfiou".

 

Coligação do "tempo novo"? Antes do Sócrates? Ora deixa cá ver...

 

PS - Também gosto muito deste: "Os seis meses trapalhões em São Bento e uma campanha eleitoral tão ou mais errática do que a infeliz governação, permitiram que Santana Lopes, o "menino-guerreiro", chegasse a 20 de Fevereiro com um passivo letal. Finalmente a substância, ou a falta dela, venceu definitivamente a forma. Nesse dia os portugueses disseram a Santana Lopes que sabiam perfeitamente quem ele era. Aparentemente ainda está a fazer-se de desentendido e acha que a pátria, no fundo, suspira por ele. A sua mitomania arrastou um grande partido nacional para uma derrota profunda e para a desonra. O "cabo eleitoral", o "gladiador" incontornável, o "ganhador" em combate é, aos olhos da maioria e das poucas formas de vida inteligente que subsistem no PSD, aquilo que ele é: um perdedor.", João Gonçalves, 25.02.2005 - link directo - link para a cache do google [aqui 4 anos e meio mais velho]

 

PPS - Aquele mês de Fevereiro de 2005 é todo ele uma delícia.


Por Eduardo Pitta | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 18:26

Por causa do primeiro destes três vídeos, pude conferir afirmações esquecidas. Refiro-me à entrevista que Manuela Ferreira Leite deu a Constança Cunha e Sá. A ver se a gente se entende. A líder do PSD tem todo o direito a não concordar com o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não pode é reduzir o conceito de família às suas idiossincrasias. Nem tratar com a displicência de quem tolera contra-vontade um assunto que afecta perto de meio milhão de portugueses (admitindo que 4% da população seja homossexual). É verdade que nem todos os homossexuais querem casar com pessoas do mesmo sexo. Grande parte deles casa para procriar e, desse modo, garantir heranças e prebendas. Cumprida a missão, nada os impede de contrariar a sua verdadeira natureza. Pular a cerca é o desporto mais antigo do homem. Muitos dos que vivem em união de facto com pessoas do mesmo sexo, não é certo que queiram casar.

 

Nestas coisas não se trata de tolerar ou deixar de tolerar. O tempo dos choques eléctricos e do internamento à força em hospitais psiquiátricos, das prisões por vagabundagem (Cesariny viveu cinco anos em liberdade condicionada), da expulsão de adolescentes de colégios e liceus, etc., esse tempo passou.

 

Infelizmente, a drª Manuela vive no mundo do faz de conta. Não perguntes, não digas. É uma visão retrógrada, sim senhora! Como quem diz: se te portares bem, ainda chegas a deputado. E os que não querem fazer carreira?

 


Por Hugo Mendes | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 16:35

Do baú do Pedro Adão e Silva:

 

«quanto maior é a naturalização do papel da família, menor é a tendência para as políticas públicas investirem no apoio à família. Foi o historial de responsabilização da família como rede de apoio que fez com que, ao longo de décadas, os países da Europa do Sul tenham negligenciado esta área. Por estranho que possa parecer, a invocação da família ajudou Portugal a ficar numa das piores situações em termos de natalidade. É, por isso, importante que a retórica sobre a família seja substituída por políticas que, de facto, a apoiem.»

 


Por João Paulo Pedrosa | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 16:06

1 – O investimento em equipamentos sociais que enquanto Manuela Ferreira Leite foi membro do governo diminuiu de 61 M€ para 19 M€;

2 – O investimento em equipamentos sociais enquanto José Sócrates é primeiro-ministro aumentou de 19 M€ para 212 M€;

3 – Construção de 411 creches que representam mais 18 414 lugares para crianças dos zero aos 3 anos de idade;

4 – Abono pré-natal para grávidas e aumento exponencial desta prestação aos que mais necessitam;

5 – Aumento do tempo da licença de maternidade e paternidade;

6 – Complemento de reforma (Solidário) para Idosos;

7 – Construção de 189 centros de dia para convívio de idosos;

8 – Construção de 191 lares para institucionalização de idosos;

9 – Criação de 176 serviços de apoio domiciliário;

10 – Criação de 18 653 lugares para idosos em instituições;

11 – Construção de 93 centros de apoio a cidadãos com deficiência;

12 – Criação de 1 430 lugares para institucionalização de cidadãos com deficiência;

13 – Criação do projecto escola a tempo inteiro no 1º CEB com Inglês, educação musical;

14 – Alargamento da acção social escolar no 1º, 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico indexada ao abono de família;

15 – Serviço generalizado de refeições escolares no pré-escolar e 1º CEB;

16 – Implementação de aulas de substituição para ocupar os alunos durante as faltas dos professores;

17 – Criação de um plano individual de apoio à matemática para alunos com insuficiências de aprendizagem;

18 – Criação de equipas técnicas especializadas para as comissões municipais de protecção de crianças e jovens em risco (CPCJ);

19 – A criação destas respostas sociais resultou num volume de investimento total de 424 M€, com a criação de milhares de postos de trabalho;

20 – José Sócrates não considera que o casamento e a constituição de família é apenas para a procriação;


Por Eduardo Graça | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 15:54

 


Por João Coisas | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 15:51

Em resposta a este post, aqui fica algo que não foi um mero copy/paste.

Aqui, não copiamos, fazemos!

Webraços.


Por José Reis Santos | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 15:24

O discurso político em Portugal desilude. Esquiva-se com agilidade ao debate sério e construtivo. É demasiado ad hominem e personificado, corriqueiro mesmo.

A caça ao voto tudo parece permitir, mesmo dizer verdades hoje que ontem acusávamos de serem mentiras.

Esquecemos com demasiada facilidade qual o desígnio que nos impele a querer participar nos processos da política, a ser decisores e a ter a oportunidade de contribuir para a melhoria da vida das pessoas. Ser cidadão-eleito, membro do governo ou autarca é - ou devia ser - um acto nobre de humilde recato. "Servir o Estado e os Outros", era o lema dos que sentiam o apelo colectivo de querer participar na gestão da Res Publica. Servir os outros, e não os próprios, era condição virginal de uma Administração competente e altruísta, que pretende apoiar a construção de uma sociedade próspera e solidária, onde todos os cidadãos tenham direito a um conjunto de oportunidades que lhes permita a procura da sua felicidade individual.

Já não sei em que página da História estes conceitos se perderam, mas hoje abundam os casos dos seus contrários. Os velhos almanaques das virtudes republicanas saíram com demasiada facilidade das prateleiras das bibliotecas dos agentes do poder, sendo substituídos por conceitos ‘pret a porter' de desgaste rápido e de consumo imediato.

No campo das ideias, um bom governo não tem de ter cor partidária. É composto por um conjunto eleito de Bons Homens, sábios ungidos de virtudes cívicas, que tratam - com recursos ilimitados - de assegurar a felicidade da sua comunidade. No mundo real a escassez de recursos implica que governar significa fazer escolhas - muitas vezes baseadas em ideologias -, desenhar futuros e traçar rumos.

Como frequentemente nos recordavam os pais fundadores da República Americana, nenhum homem devia ter a responsabilidade última da gestão dos assuntos públicos, por esta ser manifestamente superior às suas capacidades. Governar nunca foi, assim, um acto só; e por isso é tão importante seleccionar quem nos rodeia, em quem depositamos a nossa confiança, e quem escolhemos para apresentar aos eleitores e ao país. Portugal tem hoje uma sociedade qualificada e bem informada que sabe apreciar as opções políticas que lhe são oferecidas. Sabe que estamos longe do mundo das ideias e dos virtuosismos clássicos. É exigente consigo e reivindica qualidade dos seus governantes. Na República ideal os políticos têm vergonha do mau candidato e os princípios suplantam o amiguismo e a partidarite. Na nossa República requentamos políticos gastos e tudo é aceite. Com toda a tranquilidade.

 

Publicado hoje no Diário Económico


Por Tiago Barbosa Ribeiro | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 14:55

Manuela Ferreira Leite anuncia que «não faz comícios e deita-se cedo». Fascinante. Promovendo uma imagem distanciada das agências de comunicação, Manuela Ferreira Leite é um produto de marketing que roça crescentemente o burlesco. O seu posicionamento é no segmento «anti-político», mas nem por isso ela não deixa de ser um notável resultado das agências de comunicação, com notícias criadas para reforçar essa imagem e uma cartilha que subjuga qualquer mensagem política a esse exercício de plástico. É uma bela ironia para quem, uma e outra vez, critica violentamente a suposta máquina de propaganda do PS. Enfim.


Por João Galamba | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 14:01

"Acho que as pessoas têm dificuldade em enfrentar o conflito. Todos temos, eu também tenho as minhas. Ninguém gosta. Ninguém se orienta para procurar uma guerra.  As pessoas orientam-se por determinados objectivos e por vezes no caminho encontram-se grandes dificuldades que são a resistência, a manifestação de discordância. E há muitas formas de lidar com isso, a mais fácil é desistir. E a vida é muito mais tranquila quando não se faz nada. Sobre a crítica de que é possível fazer de maneira diferente. Isso é verdade, é sempre possível, mas quem o diz nunca aponta como que faria, nunca diz qual seria a metodologia"(...) "todos os partidos estão a comprar a paz com os professores por um preço que o país não pode pagar"

 


Por Rogério Costa Pereira | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 12:31

Ao ler o programa do PP e do PSD, à memória do Diogo Duarte Campos veio uma suposta frase de Francisco Lucas Pires: O PSD dá a mobília e o CDS os bibelots. Afinal, parece que Lucas Pires nunca disse tal (melhor seria), mas a verdade é que eu tendo a concordar com a frase que veio à memória do Diogo. O que tem piada é ele escrevê-lo num blogue de apoio ao PP.


Por Ana Vidigal | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 12:14

 


Por Porfírio Silva | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 11:26

 

João Rodrigues escreve hoje, na sua habitual crónica no quotidiano i, que o recente alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano (uma medida de esquerda, reconhece), pode ser posto em causa pelo desvirtuamento da escola pública. Nesse desvirtuamento envolve o actual governo socialista. Trata-se de uma nova moda: como se tornou impossível esconder as políticas de esquerda do actual governo, ataca-se de cernelha. Assim: as medidas tal e tal até são de esquerda, mas, na falta de outras medidas x e y, estas afinal não são bem de esquerda.

Ora, mesmo à primeira vista, o artigo de João Rodrigues (que muitas vezes escreve coisas muito pertinentes) tem vários vícios lamentáveis.

Primeiro, parece ignorar o enorme investimento político (e material) feito por este governo na escola pública. Em muitas áreas, uma aposta sem precedentes: aulas de substituição como princípio de um reforço da oferta; concretização do princípio da escola a tempo inteiro; reestruturação da rede do básico; modernização do parque escola; generalização do ensino do inglês, da música e da actividade desportiva no 1º ciclo; reforço do ensino artístico; alargamento do acesso à acção social escolar; forte desenvolvimento do ensino profissional. Exemplos, apenas. Exemplos do fortíssimo investimento deste governo na escola pública. Tudo isso é passado em branco.

Segundo, o artigo de João Rodrigues cede à tentação do imediatismo eleitoral fácil. Quando diz que o modelo de avaliação dos professores faz parte de um ataque à escola pública. Podem ter-se variadas opiniões sobre o modelo que em concreto foi proposto, o qual, certamente, não é perfeito (como nada na vida é perfeito). Mas esquecer que a avaliação do desempenho docente, e que essa avaliação deve ter consequências, é um elemento central de uma política de promoção e defesa da escola pública – é um esquecimento demasiado grave. O “deixar andar” é que seria conveniente para os que esperam que a escola pública arraste os pés – para deixar espaço crescente aos privados. Repito: qualquer que seja a opinião sobre esta avaliação, não é sério meter essa iniciativa na gaveta do ataque à escola pública.

Terceiro, João Rodrigues, para promover a escola pública, propõe acabar com o financiamento (directo e indirecto) ao ensino privado. Aqui temos uma amostra excelente da insensibilidade social das opiniões pretensamente radicais. Saberá o autor do artigo o que isso significaria, por exemplo em termos da oferta de ensino profissional? Ou em termos de oferta educativa para sectores com necessidades específicas, por exemplo deficiências? E, já agora, abrangeria também o ensino cooperativo nessa “expulsão”? E tem a noção do que isso significaria para milhares de famílias? Ou isso não interessa nada à sua “cruzada”?

Este texto de João Rodrigues é um bom exemplo de quão inquinados andam os debates à esquerda. Talvez o PS se tenha distraído mais do que o aconselhável de certas preocupações a que dão voz outras forças de esquerda. E até uma interessante esquerda académica que por aí anda. Mas a ligeireza com que certos pensadores, que se pretendem da esquerda da esquerda, atiram para cima da mesa com distorções da realidade e com versões mal embrulhadas de velhas tentações de engenharia social – mostra que essa “esquerda da esquerda” tem ainda de fazer um esforço de concentração no real. Porque o real nunca é tão simples como as tentações ideológicas querem fazer crer. Por muito necessárias que sejam as ideologias. Que são.

 

(também aqui)


Por Rogério Costa Pereira | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 11:07

"Não gosto dos meus pés."

 

Carolina Patrocínio continuando a condicionar a campanha da oposição

*

Uma entrevista dada ao programa Alta Definição, cuja banal lógica é a de revelar aspectos privados e anedóticos das celebridades, levou a Carolina para uma candura que se tornou alvo de aproveitamento político. Diga-se que seria impossível escapar, porque o tema dos caroços, da empregada e da batota é demasiado sumarento e lúdico para não ser usado nos ataques a Sócrates. Até no PS se deu espaço à distorção e aos preconceitos. Agora, surgiu a notícia de que teria sido aconselhada a não dar entrevistas. Tendo em conta que é o Público a servir a informação, tem menos credibilidade do que a minha vizinha do 4º andar. Mas pode muito bem ser verdade, o seu silêncio vai nesse sentido. Se for, a pessoa que lhe deu o conselho tem de tirar férias em Setembro e só voltar em Outubro. Porque este é o melhor momento possível para a Carolina falar.

Ver mais... )

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Por Carlos Manuel Castro | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 02:14

O maior partido da oposição é o PPD, e aspira a governar, faz de conta que tem uma espécie de programa de Governo. O partido mais pequeno da oposição de direita, o CDS, que não tem as mesmas capacidades nem a mesma base de apoio do maior partido da direita nacional, o PPD, tem um programa. Como se percebeu do que ontem foi anunciado por Paulo Portas em Tomar.

 

Será que o PPD, que pretende liderar Portugal, e a governar só o deveria conseguir com o CDS, seguirá as linhas mestras de Paulo Portas... que tanto critica o PS, como, de certo modo, o PPD?

 

O debate entre Ferreira Leite e Paulo Portas será merecedor de atenção, uma não sabe ao certo o que propõe, o outro sabe o que não quer.

 

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Por Hugo Mendes | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 01:10

No seu Evolution for Everyone, D.S.Wilson conta a certa altura a seguinte história:

 

«De acordo com a lenda, Wiliam James (o famoso psicólogo) foi uma vez abordado depois de uma aula por uma mulher de idade avançada que partilhou com ele a sua teoria de que o planeta Terra está apoiado nas costas de uma tartaruga gigante. Gentilmente, James perguntou-lhe em que se apoiava a tartaruga. “Uma segunda tartaruga ainda maior!”, respondeu ela com confiança. “Mas em que se apoia a segunda tartaruga, continuou James, na expectativa de mostrar o absurdo do argumento. A mulher afirmou de modo triunfal: “Não há saída, Mr.James – são tartarugas até ao fim!”» (p.133)

 

Esta pequena história faz-me lembrar aquela que parece ser a estratégia política de Francisco Louçã para o país. Primeiro, espoliamos os ricos. O que fazer depois? Continuamos a espoliar os ricos – desta vez, aqueles que são mais ricos que os primeiros, porque escaparam à primeira leva. O que fazer depois? Bom, depois vamos atrás dos ainda mais ricos – as tartarugas maiores – que conseguiram fugir….And so on.

 


Por João Paulo Pedrosa | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 00:17

Um dos parvenu de Manuela Ferreira Leite questiona, e bem, o caminho de cedências civilizacionais, em alguns países europeus acossados com o predomínio de valores conservadores, de pendor religioso e moral, na organização da vida social. Nem de propósito, aspalavras de MFL hoje, no encerramento de um comício partidário, têm nele um efeito de bumerangue.

Cito:
"Talvez o crescimento dessas coisas, sob o olhar compreensivo dos nossos tolerantes cosmopolitas, devolva aos europeus (portugueses) o gosto pela liberdade e, sobretudo, o respeito por ela".
Nem mais!

Por Sofia Loureiro dos Santos | Domingo, 30 Agosto , 2009, 22:08

 

Sam - The Eagle

The Muppet Show

 

... Diluiram-se pilares da sociedade, como a família e o casamento...

 

Nota: Também aqui.

 


Por Leonel Moura | Domingo, 30 Agosto , 2009, 18:42

Tive a paciência de ouvir o discurso de Francisco Louçã na rentrée do Bloco. A grande maioria do tempo foi ocupado com historietas a casa de banho de Loureiro, os contentores de Alcântara, os milhões desbaratados do BPN, a venda da casa de Damásio, as parvoíces da Nogueira Pinto, enfim. É este o homem que vai reconstruir a esquerda em Portugal? Um entertainer? Um cómico político?

De ideias ficou o ódio aos ricos e a defesa dos pobres. É pouco. Infelizmente Portugal tem muita miséria, mas felizmente é muito mais do que isso. O país real não é só pobreza, é sobretudo, na sua maioria, uma sociedade avançada que quer mais, melhor e evoluir positivamente.

Na minha modesta opinião o Bloco só é efectivamente concorrencial com as Misericórdias. Até no linguajar de seminarista de Louçã.

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Por Ana Paula Fitas | Domingo, 30 Agosto , 2009, 17:58

Impressiona a facilidade com que o BE recorre à mais gratuita demagogia, lembrando os que, identificados com a direita mais populista, acenam bandeiras de facilitismo ilusionista... refiro-me a uma das medidas que o Bloco propagandeia, alto e bom som, como se fosse uma medida mágica de resolução de um dos problemas estruturais da sociedade portuguesa: taxar as fortunas como forma de angariar dinheiro para aumentar as pensões e sustentar a Segurança Social... Sejamos objectivos!... Se é justo, como aliás o defende também o PS, proceder a um cálculo mais justo dos impostos em função dos rendimentos, não podemos sequer imaginar que, nesse procedimento reside, a solução para o problema! Porque os ditos "ricos" não são a galinha dos ovos de ouro dos portugueses! Não, não são! E só o pode imaginar quem não conhece o país onde vive e ignora o cenário concreto da dimensão económico-financeira que o sustenta! Somos um país pequeno e pobre... negá-lo é ser incapaz de enfrentar a realidade e, consequentemente, não estar em condições de criar propostas que lhe sejam adequadas. Quantos ricos temos? Quão ricos são? Por quanto tempo o serão? ... responder a estas três perguntas permite-nos ter a noção exacta do irrealismo da proposta do Bloco... porque alguém duvida que, a aplicar-se uma tal medida à sociedade portuguesa, os potenciais contribuintes deslocariam o seu património para onde a sua penalização não fosse o bode expiatório de uma sociedade cujo problema é, antes de mais, o do emprego e da revitalização do aparelho produtivo? ... O pior que se encontra nos arautos da virtude é levarem tão longe a sua demagogia, ao ponto do seu horizonte ser um espaço que não corresponde a território algum... na verdade, adoptar levianamente uma tal medida apenas contribuiria para, algures, num qualquer paraíso fiscal, fazer crescer as off-shores...


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