Por Rogério Costa Pereira | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 19:04

"Também deve recolher [Sócrates] o contributo de não-socialistas empenhados em fazer as coisas de modo diferente, disponíveis - e não meros oportunistas de circunstância - para ajudar a fazer sair o país da decepção, do atoleiro e da mediocridade em que a coligação do "tempo novo" nos enfiou.", João Gonçalves, 24.02.2005 - link directo - link para a cache do google

 

Claro que o homem pode mudar de ideias, caramba. De resto, antes do ataque das ténias, ele até confessou ao PM que tinha votado nele. A parte engraçada não é, pois, a do Sócrates - que o terá desiludido -, é a outra, aquela cena "do atoleiro e da mediocridade em que a coligação do "tempo novo" nos enfiou".

 

Coligação do "tempo novo"? Antes do Sócrates? Ora deixa cá ver...

 

PS - Também gosto muito deste: "Os seis meses trapalhões em São Bento e uma campanha eleitoral tão ou mais errática do que a infeliz governação, permitiram que Santana Lopes, o "menino-guerreiro", chegasse a 20 de Fevereiro com um passivo letal. Finalmente a substância, ou a falta dela, venceu definitivamente a forma. Nesse dia os portugueses disseram a Santana Lopes que sabiam perfeitamente quem ele era. Aparentemente ainda está a fazer-se de desentendido e acha que a pátria, no fundo, suspira por ele. A sua mitomania arrastou um grande partido nacional para uma derrota profunda e para a desonra. O "cabo eleitoral", o "gladiador" incontornável, o "ganhador" em combate é, aos olhos da maioria e das poucas formas de vida inteligente que subsistem no PSD, aquilo que ele é: um perdedor.", João Gonçalves, 25.02.2005 - link directo - link para a cache do google [aqui 4 anos e meio mais velho]

 

PPS - Aquele mês de Fevereiro de 2005 é todo ele uma delícia.


james a 31 de Agosto de 2009 às 19:25
"Aquele mês de Fevereiro de 2005 é todo ele uma delícia".

Pois, fazia-se de oferecido, gorjeando de galho em galho...

O trauma com Amaral Lopes e Pedro Roseta inclinaram-no decisivamente para os braços de Manuel Maria Carrilho e reflexamente para Isabel Pires de Lima e não só...


(sempre foi un libre-penseur ")

Humberto Gil a 31 de Agosto de 2009 às 19:32
'A casamentos e baptizados vai quem é convidado. Em funerais, missas de sétimo dia e campanhas eleitorais, vai quem quer'.
MFL no CM
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=6105FBC6-6E7A-4FA4-A1AB-48D0B50D86D9

João Lisboa a 31 de Agosto de 2009 às 19:54
http://lishbuna.blogspot.com/2009/08/m.html

aviador a 31 de Agosto de 2009 às 20:05
Mas quem é que acredita nesse (men) tal JG?

Perda de tempo!

João Gonçalves a 31 de Agosto de 2009 às 21:08
Há no prólogo da tetralogia de Wagner - O Anel do Nibelungo - um momento em que os deuses descem às cavernas dos anões escravos do anão Alberich. Querem o ouro que o anão-mor roubou às filhas do Reno. Supostamente aquele ouro daria poder em troca do amor. Wotan foi avisado para não se apoderar do ouro pois assim os deuses não escapariam à maldição. Não corro o risco dos deuses crepusculares de Wagner embora me identifique (pelo realismo do excesso e pelo pessimismo em relação à raça humana, anã ou menos anã). Há muito que renunciei ao amor e de pobre não passo. Porém, como eles, venho até esta caverna onde, em vão como na ópera do Mestre, se forja afinal o nada, para me congratular com o espírito curioso (isto é um elogio) do escrevente. Se me permite, aconselho os seus leitores (é em nome das eventuais formas de vida inteligente que aqui possam vir que escrevo) a continuarem a ler "todo" o Portugal dos Pequeninos. Antes, depois e durante Fevereiro de 2005. Está tudo explicado embora não deva explicações a ninguém. As que entendi dever dar, fi-lo, olhos nos olhos, à luz do dia e longe das cavernas, aos dois políticos que cita. A um deles, por duas vezes porque é, dos dois, o único que é demasiado humano. E eu aprecio a desmesura. Leb wohl.

Rogério Costa Pereira a 31 de Agosto de 2009 às 23:37
"Há muito que renunciei ao amor". Já tínhamos percebido.

João Gonçalves a 31 de Agosto de 2009 às 23:40
Ainda bem que percebeu. Só o abona.

um pouco de ética na política a 1 de Setembro de 2009 às 05:11
Tudo isto é excessivamente patético. O João Gonçalves faria boa figura se passasse a escrever só sobre futebol e os simplexes demonstrariam caridade em não expôr mais estes tristes retratos do pior que tem a natureza humana.

Rogério Costa Pereira a 1 de Setembro de 2009 às 10:16
Tem toda a razão. O assunto morre aqui.

João Gonçalves a 1 de Setembro de 2009 às 10:17
Este derradeiro comentarista, sem nome, é a prova (virtual, naturalmente) de que já não há "natureza humana". Só homúnculos e a dra. Teixeira da Cruz.

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