Por Rogério Costa Pereira | Segunda-feira, 31 Agosto , 2009, 11:07

"Não gosto dos meus pés."

 

Carolina Patrocínio continuando a condicionar a campanha da oposição

*

Uma entrevista dada ao programa Alta Definição, cuja banal lógica é a de revelar aspectos privados e anedóticos das celebridades, levou a Carolina para uma candura que se tornou alvo de aproveitamento político. Diga-se que seria impossível escapar, porque o tema dos caroços, da empregada e da batota é demasiado sumarento e lúdico para não ser usado nos ataques a Sócrates. Até no PS se deu espaço à distorção e aos preconceitos. Agora, surgiu a notícia de que teria sido aconselhada a não dar entrevistas. Tendo em conta que é o Público a servir a informação, tem menos credibilidade do que a minha vizinha do 4º andar. Mas pode muito bem ser verdade, o seu silêncio vai nesse sentido. Se for, a pessoa que lhe deu o conselho tem de tirar férias em Setembro e só voltar em Outubro. Porque este é o melhor momento possível para a Carolina falar.

Repara, conselheiro de Carolinas, a oposição fez da vedeta televisiva uma celebridade política. Ao começarem a gozar com ela por causa de um aspecto caricatural, fútil e que é um monumento ao discurso inane da oposição, chamaram a atenção para uma figura que passa geralmente despercebida nas campanhas: os mandatários da juventude. Neste momento, continua toda a gente a não saber quem são os mandatários da juventude dos outros partidos à excepção da mandatária da juventude socialista. Isto quer dizer que a oposição ofereceu ao PS um novo trunfo. Tudo o que a Carolina faça ou diga passa a ser notícia destacada. Exemplo: Caroços e caroços. Cá está, um opositor político divulga, repete ou amplifica uma mensagem que favorece o Governo: fim da recessão técnica. O caçador foi caçado.

A Carolina deve é continuar a fazer declarações com a honestidade, transparência e desfaçatez de que já deu provas ao falar a respeito da sua privacidade. Deve contar a história do seu envolvimento na campanha, deve ilustrar e enriquecer o seu exemplo de cidadania, coragem e generosidade. Ela, fruto de um acaso que por acaso sabe a fruta, simboliza a ousadia visceralmente alérgica às hipocrisias convencionais ― um traço definidor do que é a juventude em todos os tempos e geografias, o filão está aí para ser explorado. Sim, pertence à classe média alta, ou classe alta (sei lá), tem empregada ou empregados (sei lá), e não gosta de certos alimentos a não ser que sejam preparados de uma certa forma (é disto que se fala). Ou seja, é uma pessoa absolutamente comum, porreira e que fala de si com juvenil confiança e descontracção. E isso de dizer que é tão competitiva que odeia perder, ao ponto de preferir fazer batota? Bom, não se imagina declaração que provoque maior e mais rápido sentimento de confiança, pois só quem é leal é capaz de tamanha frontalidade (e nem vou perder uma grainha a esclarecer o elemento metafórico da expressão). Antecipa-se que a sua presença será agradável, no ecrã ou ao vivo, é genuína. Já os oportunistas, moralistas, preconceituosos, machistas, misóginos e misantropos que se serviram de uma miúda para atacar um homem, podem ir todos para militantes do PSD, PCP, BE e CDS. Há lá muito trabalhinho à vossa espera.

Valupi

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Miguel a 31 de Agosto de 2009 às 12:24
Mais uma vez se constata que o objectivo de muitos dos contribuintes deste blog é fazer a apologia constante e acrítica das inefáveis virtudes do senhor presidente do conselho de ministros/ secretário-geral do PS. É assim tão difícil admitir que se trata de uma péssima escolha, que em nada representa o eleitorado jovem do partido (ou qualquer jovem - falo por mim, que devo ser bem mais novo do que ela)? As declarações da menina Patrocinio , anteriores à nomeação para o cargo, mostram, imho , uma betinha mimada, que com certeza não galvanizará ninguém para a discussão política.

Agora teorizar sobre a sua "honestidade, transparência e desfaçatez", como faz aqui o sr . da Costa Pereira, torná-la um símbolo da luta contra a hipocrisia política, é quase uma sandice. Talvez a questão esteja a ser exageradamente empolada para o valor "real" que tem, mas não se pode negar o ridículo da escolha. Pior só mesmo a malta do 31 da armada a dizer que o programa do PSD é social-democrata.

Rogério Costa Pereira a 31 de Agosto de 2009 às 12:29
o post não é do sr . da Costa Pereira, mas o aqui o sr . da Costa Pereira subscreve-o.

Eu a 31 de Agosto de 2009 às 20:03
Menina betinha? Quantos de nós, visto o menino ser até mais novo, segundo diz, não tem pequenas "betices" como ela?
Poupem-nos com essa falsa humildade. Somos novos, e burros até na medida em que não temos a experiência dos mais velhos; mas não me venham com o estereotipo do tuga humilde que fica escandalizado quando a burguesa afirma o que afirma. A empregada é paga portanto não é escrava, e que eu saiba nem atentou em nada contra qualquer direito humano da sra, com o devido respeito pela sua profissão!
Deixem-se de púdimos que a maioria anda farta é dos betinhos conservadores que querem ser como os pais e não deslargam as saias da mãe para que ela possa tirar as grainhas da uva!
Haja paciência para tanta pseudo humildade e altruismos em defesa da empregada que é paga e apenas cumpre a sua função!

Berta a 31 de Agosto de 2009 às 12:28
Também se dizia o mesmo da Sarah Palin e veja-se no que a coisa deu. Às vezes, má publicidade é apenas má publicidade, nada mais.
A glamourização destas patetinhas já tem espaço de sobra nos nossos media, não era preciso ocupar o espaço político com isso.
E ainda há quem se espante com a elevada abstenção.

Valupi a 31 de Agosto de 2009 às 12:56
Muito bem, Rogério.
__

Miguel, estás perto da descoberta da pólvora: é por ela se prestar à etiqueta "betinha mimada" que a sua decisão de entrar na campanha política pelo PS, e com esta responsabilidade e exposição, se transforma num especial exemplo de cidadania. Porque, aposto que concordarás, se ela fosse apenas, ou sequer, uma betinha mimada não andaria aqui a perder o seu tempinho e a colar a sua imagem a um partido (com todos os eventuais prejuízos que isso acarreta).

Tens de fazer as contas de novo.
__

Berta, a comparação com a Sarah Palin resulta de preconceito ou desatenção. No caso da Carolina, foram buscar uma entrevista que não tinha contexto partidário nem intenção política e fizeram uma fogueira por causa de algo absolutamente privado e inócuo. A Sarah Palin já era alguém com cargos políticos, e o que se criticava nela era a inadequação para o cargo de vice-presidente, não a legitimidade das suas vitórias no Alaska. O cargo de mandatária da juventude numa campanha é assim tão importante que tenhamos de julgar todos os detalhes da intimidade da pessoa? É que nem para os cargos de poder achamos bem que se faça esse rastreio inquisitorial, quanto mais para esta função efémera de comunicação.

Será que essa gente que persegue a Carolina por causa da entrevista aceitaria expor os seus hábitos e gostos publicamente? Talvez fosse assustador...

Berta a 31 de Agosto de 2009 às 16:01
Só usei a comparação com Sarah Palin, porque durante a campanha se dizia que as gaffes aumentavam a sua notoriedade e que isso era em si uma coisa positiva. Mais tarde, viu-se que não era assim.

Sobre o facto da Carolina intervir publicamente e apoiar um candidado às legislativas, nada contra antes pelo contrário.

Só não percebo o que os estrategas da campanha do PS pretendem com a escolha da Carolina?
Será que a única maneira de pôr os jovens a votar é levar os Morangos com Açucar" para a campanha eleitoral? Esta estratégia de imbecilização do eleitorado é cínica e afasta aqueles que potencialmente veriam os partidos como grupos que os representam e que têm projectos políticos para a sociedade. No fim para que se resume tudo a pão e circo.

Valupi a 31 de Agosto de 2009 às 17:39
Berta, porventura já tomaste conhecimento de algum discurso da Carolina adentro da sua função na campanha? Não encontra aí nenhuma gafe (pelo menos, pois todos as podem cometer). Ela está a ser atacada por causa de uma entrevista de âmbito estritamente pessoal.

Não entendo onde está a imbecilização na figura e pessoa da Carolina Patrocínio. Bem pelo contrário, a imagem que passa é a de maturidade, profissionalismo e coragem. Quem dera que fosse essa a norma, sequer a mediana, entre os adultos.

Anónimo a 31 de Agosto de 2009 às 19:18
Valupi, já percebi que gosta/admira a Carolina e nela vê qualidades que eu por muito que me esforce não vejo. De facto não tenho conhecimento de nenhum discurso que tenha proferido na campanha eleitoral, mas terei todo o gosto em o ler se mo enviar (ou linkar) desde que tenha sido escrito (obviamente) por ela.
O que vi (é certo que proferido num contexto não oficial) foi uma menina auto-centrada a vangloriar-se dos seus caprichos pessoais, certamente convencida que estava a dizer uma grande coisa. E não vi nada de louvável em tal comportamento, antes pelo contrário.
Mas para si, isso não é importante porque (deve achar que) as pessoas assim que despem a pesada capa das suas obrigações profissionais comportam-se imediatamente como se fossem lobotomizadas.
Carolina, mal assume as suas funções de campanha, adormece o Mr Hyde que mostrou em todo o seu esplendor no programa da SIC e encarna com brilhantismo o Dr Jeckyll que trás dentro de si. Deve ser isso, um caso de dupla personalidade.
Por mim a conversa acaba aqui.

Valupi a 1 de Setembro de 2009 às 01:54
Anónimo, cada um vê o que quer e o que pode. Não necessariamente por esta ordem.

baudolino a 31 de Agosto de 2009 às 15:36
porque é que a sua vizinha do 4.º andar é pouco credível?

Valupi a 31 de Agosto de 2009 às 16:16
Porque compra o Público.

António P. a 31 de Agosto de 2009 às 17:44
Genial resposta, Valupi

baudolino a 31 de Agosto de 2009 às 21:26
também é sua vizinha?

Raquel Menezes a 31 de Agosto de 2009 às 16:16
Este texto também não tem caroço. Apesar de bem composto, cheio de tiradas a roçar o poético (ou será o patético?) não tem nada lá dentro.

Se calhar, o Valupi é que é a empregada da Carolina Patrocínio.


Rogério Costa Pereira a 31 de Agosto de 2009 às 16:26
Se for esse o caso, convenhamos que vale bem a pena tirar os caroços à cereja da patroa, em troca da instrução que esta lhe dá.

Valupi a 31 de Agosto de 2009 às 17:41
Raquel Menezes, concordo contigo na parte do bem composto, até do poético. Mas não posso concordar com mais nada porque tenho um cacho para pelar e servir.

Raquel Menezes a 31 de Agosto de 2009 às 16:35
Ali, patrão só há um, eu diria. É pelo menos uma coisa em comum entre Valupi e a Carolina Patrocinio.
Para mal dos pecados do pobre Valupi, que tem que pôr a sua pena ao serviço de uma jovem "inconciente" para salvar a honra do convento (salvo seja!)

Raquel Menezes a 31 de Agosto de 2009 às 18:14
Não tenho a mais pequena das dúvidas. Pina Moura, por exemplo é um cacho dos grandes.


Valupi a 1 de Setembro de 2009 às 01:56
Larga o vinho.

Sérgio Pinto a 31 de Agosto de 2009 às 18:43
Francamente, que arrazoado sem sentido. Então agora, o facto de alguém se exibir de forma transparente como uma pessoa fútil e vazia de ideias faz de si um exemplo de coisa alguma?
Quando o Bush tinha uma saída do género "Do you have blacks, too?" (pergunta feita ao ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso), também lhe elogiavam a simplicidade e ingenuidade. Sim, eu sei que são cargos diferentes, mas a imagem que sai é semelhante.

Porventura alguém acha que é a mesma coisa ter a Joana Amaral Dias como mandatária para a juventude, como aconteceu com Soares nas Presidenciais, ou ter a Patrocínio?

Valupi a 1 de Setembro de 2009 às 01:58
Fútil e vazia de ideias porquê? Quem és tu? Quais são as tuas ideias?

Sérgio Pinto a 1 de Setembro de 2009 às 09:49
Oh Valupi, por quem sois, venham de lá esses brilhantes pensamentos e a visão cristalina da Sra. Patrocínio. Eu não ouvi nenhum (além da tal felicidade pelo fim da recessão), mas aguardo que me ilumines acerca de tal assunto.

Eu não sou mandatário de nenhum partido (for what it's worth, também não tenho empregada).

Valupi a 1 de Setembro de 2009 às 11:54
Deves estar enganado no planeta. A Carolina está em campanha para fazer campanha, não para provar que é mais culta ou inteligente do que tu - embora, pela amostra, não deva ser difícil. Ainda não disseste nada que se aproveite, e apenas fazes coro com aqueles que a atacam por ter uma vida. Ora, foda-se.

Se precisas de atenção, compra um cão.

Sérgio Pinto a 1 de Setembro de 2009 às 12:56
Bem me pareceu que o verniz não demorava a estalar. Naturalmente que as competências da Sra. Patrocínio não podem ser questionadas, embora já seja perfeitamente aceitável insultar o interlocutor quando os bitaites cuspidos começam a cair na própria testa.

Indica lá o enorme rol de ideias para e sobre o país da Sra. mandatária, se faz favor. Afinal, se ela não é assim tão desprovida delas, não te deveria ser difícil fazê-lo.

Além do mais, se está em campanha, presume-se que tenha uma mensagem a passar, certo?

P.S. Será que também devo inferir que essa pressa em fazer recomendações sobre a vida de terceiros resulta da falta de atenção e que os ataquezinhos imbecis desse comentário são, na verdade, meros fenómenos projectivos?

Berta a 1 de Setembro de 2009 às 13:46
Resumindo,
O sr valupi tem vindo a instistir na ideia de que a sra Carolina tem muitas ideias, só não as demonstrou no tal programa de televisão por este ser de carácter privado.

Os comentadores do post têm ripostado e pedido para aceder às tais ideias brilhantes de Carolina visto esta até ter sido considerada um exemplo para a juventude.

O Valupi responde que ela não tem de mostrar ideias nenhumas porque não é essa a sua função na campanha. Pelo meio vai aproveitando para rebaixar os comentadores.

Já percebi que tem um estilo espalha-brasas fora isso é o vazio.


Valupi a 1 de Setembro de 2009 às 16:35
Onde é que o sr valupi insistiu com a ideia de que a sra Carolina tem muitas ideias? É ao contrário: ela não tem de ter muitas ideias, muito menos as ideias que tu, eu ou algum outro camurço imagine que ela deva ter. Ela tem as suas próprias ideias, é só isto que se realça. Aliás, se viste a entrevista dos caroços, estão lá algumas ideais válidas para discussão. E a entrevista não tinha qualquer relação com temáticas politicas ou partidárias.

Quanto ao estilo espalha-brasas, é trazeres as sardinhas.

Sérgio Pinto a 1 de Setembro de 2009 às 18:06
Bem, por simples exclusão de partes, ao rejeitar que a Sra. Patrocínio seja vazia de ideias, está a assumir que ele terá, pelo menos, uma ideia para apresentar à populaça.

Além de que tu, como não te contentas com pouco, fazes questão de afirmar que ela Deve contar a história do seu envolvimento na campanha, deve ilustrar e enriquecer o seu exemplo de cidadania, coragem e generosidade. Posto isto, só posso, uma vez mais, pedir-lhe que partilhes acontecimentos que evidenciem a tal coragem e generosidade.
E, correndo o risco de me tornar repetitivo, em que é que evidenciar o estatuto de betinha e de má perdedora a torna um exemplo a seguir seja sob que perspectiva for?

Valupi a 1 de Setembro de 2009 às 18:35
Sérgio, a coragem não carece de explicação, resulta do seu compromisso político. Ela aceitou a responsabilidade de ser a mandatária, expondo-se ao que agora acontece: ser atacada por ranhosos e imbecis. E é isso, também, a generosidade: a participação cívica. Porque seria muito mais simples ter ficado de fora, pois ela não precisa de ser mandatária da juventude socialista para ser vedeta televisiva ou ter uma carreira qualquer na comunicação social, pois não? Ela já era vedeta, podia ter recusado o convite e evitar a chatice de ficar colada a um partido, com o que isso lhe possa trazer de incómodos ou prejuízos. Repara como agora será muito fácil, para cachimónias como a tua, vir dizer que tudo o que ela conquiste não passará de favorecimentos por ser do PS ou ter feito a campanha...

O exemplo a seguir, seja do que for, é sempre da responsabilidade do seguidor. És tu que decides quais são os exemplos que queres seguir, tal não te pode ser imposto. Assim, não és obrigado a seguir o exemplo da Carolina seja no que for - mas para quê estar a atacá-la só porque ela é diferente de ti? Isso é um preconceito, em tudo igual a qualquer outro. Ora diz lá, qual é a tua opinião dos ciganos? Achas que são todos ladrões? E dos pretos? Ou só as betinhas é que te despertam a valentia e o moralismo?

Má perdedora?! Porque fez uma partilha íntima numa entrevista sobre a sua personalidade e intimidade?... És rápido demais no gatilho, cuidado contigo. Parece-me é o contrário: boa vencedora.

Sérgio Pinto a 1 de Setembro de 2009 às 21:33
Por qualquer razão, 'alguém' achou por bem censurar uma das minhas respostas ao Valupi. Sempre achei a dualidade de critérios uma coisa deliciosa. Enfim, são os simplexes que temos.

Joaquim Amado Lopes a 31 de Agosto de 2009 às 22:56
A Carolina Patrocínio terá muitas qualidades. Não a conheço mas parece ser simpática, alegre, amigável e mais profunda do que "só como cerejas depois de a minha criada tirar os caroços".
Mas é despropositado, só porque é apoiante do PS, fazer dela o que ela não é. E convém ter um mínimo de isenção para não ver como boas coisas que apontamos nos outros como más.

Acha mesmo que, falar-se muito da Carolina Patrocínio, indepentendemente do que se diga, é bom para o PS?
Achará então que quanto mais se falar de António Preto melhor para o PSD. Não se compreende então a quantidade de referências a António Preto no Simplex. Ou a Manuela Ferreira Leite.

Foi a Carolina escolhida como mandatária da juventude de José Sócrates pelas suas qualidades humanas e políticas ou apenas por ser jovem, (relativamente) bonita, alegre e famosa? E por que razão ela aceitou?

A Carolina é militante do PS ou da JS? Há quanto tempo? Participa na vida da sua Secção? Participou em quantas iniciativas partidárias? Em que qualidade? Que pensamento político expressou sobre seja que assunto fôr que interesse para a condução dos destinos de Portugal?

Falou do "fim da recessão" e de "educação" no seu discurso. Foi ela que o escreveu ou limitou-se a ser (foi?)competente na sua leitura?

É verdade que a entrevista que a Carolina deu foi sobre aspectos privados e não públicos. Mas, ao falar desses aspectos numa entrevista, tornou-os públicos. E, ao ter um papel de destaque numa campanha eleitoral, aceitou que o que a entrevista revelou fosse usado para determinar que tipo de pessoa ela é e a sua adequação ao papel que lhe ofereceram.

A propósito, qual é o papel da mandatária para a juventude? E que qualidades revelou anteriormente que a tornam competente para esse papel? Ter emprego?

Na entrevista, a Carolina revelou-se uma jovem fútil e superficial. Os caroços não passam de um pormenor colorido e só por isso lhes foi dado destaque.
O importante foi ter revelado que gostava de ser comunicadora e, ao lhe ser perguntado porquê, ter respondido com silêncio e ter afirmado que prefere fazer batota a perder.

Ao contrário do foi afirmado, preferir fazer batota a perder não tem nada a ver com competitividade. Tem a ver com ser egocentrica e não respeitar os outros. Fazer batota é mentir e procurar activamente a injustiça.
Ficou por saber até que ponto a Carolina leva a sério o ganhar ou perder mas deu-nos um vislumbre da forma como encara a vida. E não foi bonito.

Pretender que aquela afirmação provoca um qualquer "rápido sentimento de confiança" é ridículo e hipócrita.
Fosse Manuela Ferreira Leite ou um qualquer membro destacado do PSD a fazer aquela afirmação e caía o Carmo e a Trindade, aqui no Simplex. Como foi a mandatária para a juventude de José Sócrates, é frontalidade e inspira confiança.

Valupi a 1 de Setembro de 2009 às 02:04
Joaquim Amado, achas mesmo que a Carolina merece ser equiparada ao Preto?... Por favor, tem tino,

Estás a alinhar com aqueles que pegaram numa entrevista pessoal para fazer terrorismo político, onde a entrevistada foi generosa ao ponto de ter feito afirmações que se prestam a ataques moralistas e preconceituosos. E o que revelas faz de ti um inquisidor de quarta categoria, um traste.

Joaquim Amado Lopes a 1 de Setembro de 2009 às 09:57
Comparei tanto a Carolina Patrocínio ao António Preto como a comparei a Manuela Ferreira Leite.
Como qualquer pessoa que pense antes de falar (ou escrever) percebe facilmente, usei um caso actual e público para responder à afirmação de que falar-se muito da Carolina Patrocínio, independentemente do que se diga, é bom para o PS e para ela.

Quanto ao resto da sua resposta, bem... "cada um vê o que quer e o que pode. Não necessariamente por esta ordem."

Valupi a 1 de Setembro de 2009 às 12:00
Não se trata de haver vantagem em falar na Carolina independentemente do que se diga - onde é que leste isso ou quem é que defendeu isso? Se, porventura, te referes ao meu texto, a sugestão é a de que se pode (deve!) aproveitar a notoriedade alcançada com os ataques e virar o feitiço contra o feiticeiro. Para tal, basta que ela apareça com as mensagens da campanha e a sua personalidade.

Joaquim Amado Lopes a 1 de Setembro de 2009 às 12:52
Repara, conselheiro de Carolinas, a oposição fez da vedeta televisiva uma celebridade política.
A Carolina Patrocínio aparece pelo "embrulho" e por ser uma celebridade, nada mais. Não é nem será vista como uma figura política. É uma celebridade e por isso foi escolhida, não é uma celebridade por ter sido escolhida.

Ninguém dá qualquer valor ao que ela diga sobre o "fim da recessão técnica" ou sobre a educação simplesmente porque ninguém lhe conhece quaisquer qualificações para falar sobre esses assuntos, ninguém acredita que seja ela a escrever os seus próprios discursos. O que diga sobre esses assuntos vale menos do que diga a sua vizinha do 4º andar.
Ou acha que a Carolina vai participar em debates ou dar entrevistas sobre os assuntos de campanha?

Sendo alguém de quem não se conhece qualquer pensamento político e que (justa ou injustamente) tem/criou uma imagem de cabeça oca, a sua escolha é uma desvalorização do papel de mandatária para a juventude.

Neste momento, continua toda a gente a não saber quem são os mandatários da juventude dos outros partidos à excepção da mandatária da juventude socialista. Isto quer dizer que a oposição ofereceu ao PS um novo trunfo. Tudo o que a Carolina faça ou diga passa a ser notícia destacada. Exemplo: Caroços e caroços.
Ou seja, digam o que disserem dela, o importante (o trunfo do PS) é que falam dela.

Cá está, um opositor político divulga, repete ou amplifica uma mensagem que favorece o Governo: fim da recessão técnica. O caçador foi caçado.
Quando se fala da Carolina Patrocínio a propósito de ser mandatária para a juventude de José Sócrates, quem é que menciona o fim da recessão técnica?
Quando a Carolina Patrocínio diz que a recessão técnica chegou ao fim, quem é que pensa "se ela o diz então deve ser verdade"? A Valupi?

Deve contar a história do seu envolvimento na campanha, deve ilustrar e enriquecer o seu exemplo de cidadania, coragem e generosidade.
Também acho que sim. Principalmente em entrevistas cujas perguntas não tenham sido combinadas anteriormente, não apenas em comícios a ler discursos escritos por outros ou em tempos de antena a ler um guião. Mas vamos ter que esperar para ver qual será o seu envolvimento na campanha.

E isso de dizer que é tão competitiva que odeia perder, ao ponto de preferir fazer batota? Bom, não se imagina declaração que provoque maior e mais rápido sentimento de confiança, pois só quem é leal é capaz de tamanha frontalidade (e nem vou perder uma grainha a esclarecer o elemento metafórico da expressão).
Preferir fazer batota a perder provoca "sentimento de confiança"!?
Se até este ponto o seu texto dificilmente podia ser levado a sério, com isto descarrilou completamente. É como dizer que se deve acreditar num mentiroso assumido porque assume que é mentiroso.

Antecipa-se que a sua presença será agradável, no ecrã ou ao vivo, é genuína.
Aqui concordamos. A Carolina tem uma presença agradável, é simpática e, talvez pela juventude e inexperiência, não mede o alcance das suas palavras. E, pelo que ela revela (ou revelou até aqui), dificilmente alguém a levará a sério. Será simplesmente mais uma jovem agradável e simpática, que se gosta de ver na televisão mas a cujas palavras não se presta qualquer atenção.

Mas posso estar enganado. Vou esperar até a ouvir responder a perguntas (não ensaiadas) sobre os assuntos de campanha.

Já os oportunistas, moralistas, preconceituosos, machistas, misóginos e misantropos que se serviram de uma miúda para atacar um homem, podem ir todos para militantes do PSD, PCP, BE e CDS. Há lá muito trabalhinho à vossa espera.
(sorriso)

Vera Santana a 1 de Setembro de 2009 às 16:02
Vamos lá pôr os pontos nos iiiiiiiiiiiiiiiiii

A Carolina Patrocínio é mandatária para a juventude porque o entrosamento entre a política e os media é cada vez maior.

Não a conhecia antes dela ser mandatária (não vejo os programas em que a Carolina P. aparece) e não a conheço agora.

Se os media têm a força que sabemos há duas atitudes possíveis. Usá-los (o melhor possível e com honestidade) ou ignorá-los.

O PSD tenta ignorar, finje ignorar e usa quando quer / pode. Tem uma atitude paradoxal e enviesada. O Partido Socialista usa e assume que usa e procura usar bem. É mais honesto.

***
Pessoalmente, preferia a política pré-mediática, sobretudo quando as imagens televisivas eram a preto e branco. Mas dos dinossaurios reza a História. . . Como quero estar no meu tempo (o presente) blogo, emailo, facebooko, etc.

Valupi a 1 de Setembro de 2009 às 16:36
Muito bem, Vera.

Filipe Guedes Ramos a 1 de Setembro de 2009 às 19:05
Creio que, depois de ler tanta patacoada, só é bom rematar dizendo que o PSD inclusive os militantes, simpatizantes e ademais) ainda está preso na época dos dinaussaurios!
Para quem fazer sopas é actividade principal, e-mails e facebook é chinês.

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