Por Mariana Vieira da Silva | Sexta-feira, 28 Agosto , 2009, 15:02

Depois de lido o Programa e ouvido o discurso de Manuela Ferreira Leite podemos concluir: o PSD não quer ser Governo e Manuela Ferreira Leite não quer ser Primeira-Ministra. 

A candidatura do PSD, com aquele Programa, parece ser uma candidatura a um Gabinete de Estudos. Vejamos: reanalisarão o TGV, estudarão a introdução do plafonamento na segurança social, estudarão soluções para a carreira e avaliação de professores, reavaliarão as parcerias público-privadas na saúde. E, entretanto, pedem-nos para esperar.

 

Soluções de governo? Respostas para a crise? Não. O PSD ainda tem de estudar.


Carlos Dias Ferreira a 28 de Agosto de 2009 às 15:52
Cara Mariana:

Sinceramente pensei que os "iluminados" socráticos tivesseaprendido alguma coisa em 7 de Junho, mas realmente chego à conclusão e ainda bem, que não.
O actual partido sócrates pelos vistos arma-se em "policia de costumes" de tudo e todos que não pensem como o "querido lider" esquecendo-se de uma coisa essencial ainda vivemos em democracia (sei que ás vezes não parece especialmente desde 2005) e a escolha é feita por todos nós e não por alguns "entes superiores" como é patente no pensamento de alguns socráticos.
Pensar que a 27 de Setembro poderemos ficar livres deste regime socrático e dos seus "iluminados", a esperança renasce nos Portugueses, acredite.

Mariana Vieira da Silva a 28 de Agosto de 2009 às 16:22
Caro Carlos,

Sinceramente, não vejo onde encontra no meu post vestígios de "iluminismo", socrático ou outro. Concordo consigo, aliás: a escolha será feita por todos, todos devemos analisar as propostas dos partidos e escolher. Até ontem não tínhamos propostas do PSD, agora temos. O que este blog tem feito é analisa-las à luz, naturalmente, daquilo em que acreditamos.
E a mim impressiona-me que um partido que está há 4 anos e 1/2 na oposição apresente um programa tão vago, que umas vezes me parece pobre e outras me parece propositadamente vago.

Armando Abranhos a 1 de Setembro de 2009 às 13:25
Caro Carlos,
Sinceramente pensei que os "verdadeiros" azedo-leitistas (ou devo dizer 'cavaquistas') tivessem aprendido alguma coisa quando o vosso padrasto perdeu a fortuna no BCP e de quase ir preso com o Oliveira e Costa ou ser suspeito como o Dias Loureiro - estes que foram despidos pelo Parlamento com mais cuidados do que o Governador do Banco de Portugal que erguer o punho à rosa socialista foi tratado como um "bicho de sete-cabeças" pela oposição.
E depois vêm falar de conflitos institucionais.
O actual Partido Populista (leia-se: demagogo) (in)Democrata (leia-se União Nacional) pelos vistos diz-se "moralista, (...) paladina da verdade e pura como uma vestal, em contraste com a do seu principal adversário, José Sócrates, a quem não se impediu de chamar "mentiroso" (sic) " (sic) (Mário Soares in 'Há um conflito institucional' in DN http://tiny.cc/HbgAU ).
Quem deseja lembrar a gente que ainda vivemos em democracia somos nós! Afinal, não fomos nós que "não acredito em reformas quando se está em democracia" (sic) e que acreditamos na doutrina cavaquista "eu digo como é que é e faz-se" (sic) (leia-se 'posso, quero e mando') e que suspirando para o retrato do Salazar e do Cavaco a dar um bacalhau dizendo "até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia" (sic) (e Salazar deve ter dito a mesma coisa e foi o que foi). (Manuela Ferreira Leite in almoço c/ Câmara de Comércio Luso-Americana 18/11/08)
Não fomos nós que pusemos polícias contra polícias, que , ignorantes da hipocrisia sem nexo que babamos para o exterior, «não queremos o país hipotecado» mas não conseguimos ter o défice abaixo dos 7% (Cavaco enquanto Ministro das Finanças do VI Governo (1º da AD), e Primeiro-Ministro; e Manuela enquanto chefe de gabinete de Cavaco no Ministério das Finanças, Sec. Estado do Orçamento, no XI Governo, de 1990 a 1991 e Secretária de Estado-Adjunta e do Orçamento do XII Governo até 1993 alimentando e treinando o apetite do monstro incontrolável que Cavaco diagnosticou a Guterres só uns muito poucos anos depois de ele ter saído do Palacete de São Bento. E claro, fazendo as trapalhadas que fez no Ministério entre 2002 e 2004.)
Não somos nós que ficamos o dobro do tempo com um Presidente dum Clube do que com um Primeiro Ministro estrangeiro (v. Agenda Dezembro 2006 cf. Primeiro-Ministro da Estónia 16:30 às 17:00, Presidente do Sporting Soares Franco 16:30 às 17:30).
Não somos nós que ficamos "estupefactos" (sic) pelas nossas pressões sobre o governo para dar poder a um amigo e mandatário de candidatura.
Não somos nós que «rasgamos, repudiamos e rompemos", depois "não rasga nada" e ainda "nunca disse que rasgava". E depois vem o Abrupto do Santarém que virou rosa, Pacheco Pereira, dizer o seguinte: “Manuela Ferreira Leite tem direito a uma interpretação especial. (...) Como ela não tem a capacidade de repetir os slogans, não tem capacidade mediática, nem fala bem. (...) Não fala bem, enreda-se, tropeça. (...) e eu [Pacheco Pereira] já disse que foi infeliz, particularmente na correcção [do rasgar], foi muito infeliz, ela não pode corrigir o que afirma daquela maneira” e que "“Os jornalistas devem interpretar a acção política [que os jornalistas não podem fazer a MFL já que ela não tem nenhuma]. Acaso os jornalistas não conhecem as posições de Manuela Ferreira Leite? [Não! Não existem!] (…) O que acontece é que a senhora muitas vezes exprime-se mal. Isso é um facto adquirido: exprime-se mal e, acima de tudo, quando se contradiz em declarações ou quando quer corrigir, ainda pior." (sic)
Bem, a nível político, António Costa tinha razão: "o [que]Pacheco Pereira disse hoje aqui uma coisa absolutamente mortal para a doutora Manuela Ferreira Leite" Continuando a citar dos melhores presidentes de Câmara que Lisboa já teve, António Costa, Pacheco Pereira teve um "momento de sinceridade" que desabafou que "nós não podemos tomar à letra o que a doutora Manuela Ferreira Leite diz" e que devemos ter "a desconfiança total relativamente àquilo que ela [MFL] diz".
Mais parece o Bush que dizia em 2005 que o irritava aquele tipo de jornalista que não edita as coisas que ele diz (“The way they try to embarrass me by not editing what I say”).

Eis uma futura 1a Miinistra?[(

Carlos Dias Ferreira a 28 de Agosto de 2009 às 16:53
Mariana:

Muito sinceramente se o programa do PSD é vago essa é a sua opinião e claro eu respeito-a mas como compreenderá as outras pessoas podem dizer que são propostas válidas e não sairemos disto. O que eu critico é a forma e o conteúdo das criticas socráticas em que tudo o que é proposto pelos outros partidos no caso o PSD é vago não chega ou é velho o que como é natural me leva a dizer que o PS pensa ou nós ou o caos, entende?
Aproveito para lhe desejar um excelente fim de semana.

NP66 a 28 de Agosto de 2009 às 17:27
Prefiro medidas ponderadas e bem estudadas... ao contrário do que parece ter sucedido até agora! MFL fala há um ano e meio das suas propostas concretas para a vida social e económica. Este é um Programa Eleitoral, não um Programa de Governo. Sócrates também foi muito claro, há 4 anos: disse que criaria 150 mil novos postos de emprego e que não subiria os impostos! Ou seja: foi muito concreto, mas mentiu aos portugueses!

Francisco a 31 de Agosto de 2009 às 11:36
A bem da verdade diga-se também que há 7 anos Durão/MFL prometeram um choque fiscal, quando chegaram ao governo subiram os impostos. Num mês travaram a economia até à estagnação. Sócrates subiu impostos em cima da subida de Durão/MFL e pôs a economia a crescer.

Sofia Providência a 29 de Agosto de 2009 às 00:55
Engana-se Drª Mariana... Faça uma voltinha pelos blogs que permitem a verdadeira liberdade de expressão e afira o desejo dos portugueses. Ainda têm que gastar muita tinta, ou deditos nos teclados para evitar a derrocada; ou comecem a escolher a amarra para debandar do navio.
(será que este meu comentário vai passar? Sabe, um dos grandes trunfos de MFL foi ter dialogado com o comum cidadão como eu).

NP66 a 2 de Setembro de 2009 às 13:58
Nos últimos 14 anos, o PS esteve 11 no Governo. Teve a enorme vantagem de dispôr de uma maioria absoluta que, aliás, confundiram com poder absoluto! Aproveitarem bem?

O estado em que estamos é mais culpa de quem? Claro, da crise internacional, do Bush, da MFL, do tempo, dos professores, dos juízes, do Presidente da República... blá... blá... blá...

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