Por Ana Paula Fitas | Quarta-feira, 26 Agosto , 2009, 15:52

Factores estruturais da dimensão política, as representações culturais interferem decisivamente no investimento pessoal e colectivo, características inerentes à participação activa na sociedade. De facto, instâncias como a auto-estima e a auto-representação sustentam o desenvolvimento das competências de adesão à mudança, reforçando a confiança indispensável às escolhas assertivas implícitas na inovação e na criatividade. Num país onde a hierarquização social marca ainda de forma significativa, os comportamentos ao nível dos valores e das práticas - e cujo panorama económico se caracteriza pelo desemprego e a competitividade -, requerem condições de exercício da cidadania, sem as quais a mudança não progride e o país não avança. Este trabalho, quase sempre ausente da agenda política, foi, contudo, perspectivado como prioritário e protagonizado de forma sistémica pelo actual governo socialista, liderado por José Sócrates.

 
O investimento nas políticas para a igualdade constituiu-se, ao longo desta legislatura, como instrumento estratégico determinante para o trilhar de um caminho que não admite retrocessos; não só porque a Igualdade de Oportunidades para Todos é um lema essencial à preservação e ao aperfeiçoamento da democracia contemporânea, mas também porque significa a luta activa contra a discriminação, os preconceitos e os estereótipos - preceitos dos quais depende, em grande parte, a segurança e a coexistência pacífica dos cidadãos.
 
A produção legislativa e a intensidade das campanhas nestas áreas decisivas para a construção de uma cidadania activa alcançaramum impacto social que colocou os portugueses na vanguarda da União Europeia no que respeitaà defesa dos valores e à adopção dos princípios democráticos condição que, em última análise, nos aproxima da capacidade de adaptação à mobilidade e à flexibilidade sociais que caracterizam a sociedade contemporânea. Referimo-nos, em concreto, à luta contra o tráfico de seres humanos, à violência doméstica e à violência de género; à defesa e protecção das vítimas de maus-tratos e à prevenção e assistência de práticas discriminatórias em função da deficiência, da idade, da etnia, da orientação sexual, da religião e do sexo.
 

A Igualdade de Oportunidades para Todos e a Valorização da Diversidade são os princípios que nos garantem o futuro, razão pela qual neles investiu o Governo socialista, que anuncia a sua continuidade em áreas como a educação, as empresas e o acesso ao mercado de trabalho. Um trabalho indispensável a um Estado que trabalha, acima de tudo, para as pessoas e que apenas o Partido Socialista tem condições para consolidar.

 

(Texto publicado hoje no Diário Económico)


Carlos Dias Ferreira a 26 de Agosto de 2009 às 16:20
Cara Ana Paula:

Depois de ler com atenção o que escreveu tiro duas conclusões:
1)- Não percebo é como Portugal consegue estar pior hoje em dia do que em 2005.
2)- Realmente só os "iluminados" socialistas nos podem safar do precipicio mas curioso foi este governo socrático que nos colocou bem à beira do mesmo.
Acredite que há alternativas para Portugal e não será o caos se o PS (como espero e desejo) perder as eleições aliás será de certeza a solução para de uma vez por todas podermos dar o salto em frente, pois a propaganda, a mentira, a arrogância não nos levam a lado nenhum.

Odete Pinto a 26 de Agosto de 2009 às 17:03
Parece que, ao que dizem as más línguas, houve um abalozito de terras em todo o mundo...

Ana Paula Fitas a 27 de Agosto de 2009 às 23:25
Cara Odete,

De facto, há "más-línguas" que falam de "abalozitos"... não fosse esse princípio da propagação mais conhecido pelo"bater de asas das borboletas" e os abalozitos não teriam efeitos desastrosos... :)

Ana Paula Fitas a 27 de Agosto de 2009 às 23:21
Caro Carlos Dias Ferreira,

A questão que coloca tem uma resposta óbvia que, estou certa, é de tal forma sua conhecida como de todos os portugueses e, mais ainda, de todos os europeus... porque, de facto, o mundo todo foi "abalado" por uma crise que só a mais despudorada demagogia pode minimizar... além disso, o gravissimo problema do déficit público que foi uma prioridade no início desta legislatura foi, contrariamente às vozes velhas dos restelos, vencida por uma margem sem comparação nas décadas que a antecederam... não fosse o sobressalto da crise internacional e seria interessante ver o impacto que os resultados desse combate teriam na opinião pública... Concordo com a sua afirmação de que "a propaganda, a mentira, a arrogância não nos levam a nada nenhum" e, por isso, penso que Portugal pagaria um preço social elevadissimo se a "alternativa" de que fala fosse viabilizada porque, para os cidadãos, o pior cenário de governação nacional seria uma pseudo-governação economicista a ressuscitar um tempo que ficou conhecido por "cavaquismo".

Valupi a 26 de Agosto de 2009 às 16:36
Muito bem, Ana.

Ana Paula Fitas a 27 de Agosto de 2009 às 23:33
Obrigado, Valupi... a demagógica falta de atenção e de memória a que a oposição recorre, pretendendo fazer "tábua rasa" das acções positivas é devastadoramente deprimente e injusta...e a anomia sempre foi contraproducente em relação ao investimento social e ao desenvolvimento... torna-se por isso cada vez mais urgente recorrer, por exemplo, Aspirina B... `
Um abraço :)

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