Por Sofia Loureiro dos Santos | Sábado, 22 Agosto , 2009, 21:31

 

Há muitas razões pelas quais o PS não deve coligar-se com o PCP. As que são devidas ao tipo de sociedade e de regime que o PCP defende, transparente nos apoios às democracias cubana e norte-coreana, às FARC, à retórica que usa em relação àquilo que, desde o 25 de Novembro, são as políticas de direita:

 

(...) "Durante estes quatro anos, a direita andou desorientada, porque o PS era o melhor executante dessa política de direita. Na entrevista dada recentemente, Manuela Ferreira Leite não apresentou propostas. Pois se aquilo é farinha do mesmo saco, que fazem a mesma política, que têm a mesma visão, apenas têm estilos diferentes..." (...)

 

E outras por questões de pura decência:

 

(...) Já nem falamos do antigo arguido no processo da Casa Pia, Paulo Pedroso que, recebido na Assembleia com palmas dos seus correligionários, após ter ganho a sorte grande no segundo recurso para a Relação, vem agora, qual galinho da Índia, dar conselhos ao seu partido. «Se», diz ele, o eleitorado «votar à esquerda», então o PS, o PCP e o BE não poderão «ignorar» tal postura. E se não «votar à esquerda»? Pedroso que, em Almada elege o PCP e a CDU como inimigo principal, não tem estatura suficiente para estas propostas.
Mas o pior são as palavras de Ferro Rodrigues – também procedente do mesmo saco da antigos suspeitos no caso da Casa Pia. «Se o PS vencer as eleições sem maioria absoluta, deve desafiar o PCP e o BE. E no caso dessas negociações não conduzirem a nenhum resultado, deverá voltar-se para o PSD.» (...)

 

A propósito, ler também Tomás Vasques.

 

Nota: Também aqui.
 

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Miguel Lopes a 22 de Agosto de 2009 às 23:47
"transparente nos apoios às democracias cubana e norte-coreana, às FARC"

O apoio ao regime cubano e nortecoreano chocam com a própria doutrina e são aspectos tristes, demasiado tristes para quem se diz marxista. Ao invés, o apoio às FARC-EP faz todo o sentido. Na altura do Bogotazo e da Frente Nacional era complicado fazer política, ainda para mais subversiva, sem levar um balázio nos miolos. A guerra civil continua até aos dias de hoje. Não há solução militar. Os leninistas apenas escolhem o seu lado na guerra.

ana a 23 de Agosto de 2009 às 00:01
O pcp, se pudesse, seria governo, e é fácil imaginar o que aconteceria ao país sob as suas teorias. Em democracia jamais se aliará a qualquer partido para formar governo. Depois ia dizer mal de quê, se a sua única função, ao que parece, é contestar tudo? Mas lá que eu ia adorar, ia. Gostava de ver como iriam arranjar dinheiro para pôr em prática as medidas que defendem.

Miguel Lopes a 23 de Agosto de 2009 às 00:13
P.S. Não esquecer também o genocídio da UP... para dizer que a questão das FARC-EP, é uma questão complexa.

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