Em qualquer eleição discutem-se alternativas. Opõem-se ideologias e projectos, suportados em partidos políticos que escolhem, por diversos processos, candidatos. Estes programas e equipas são depois sufragados pelo corpo eleitoral.
Com base na informação disponível o eleitor vota, e investe nesse conjunto de ideias, propostas e pessoas. Para que a sua decisão seja a mais eficaz e proveitosa avalia a seriedade e qualidade das propostas em causa, procura prever os resultados da implementação dos programas e ainda reflectir sobre o passado de cada proponente.
A crise que afecta todo o planeta, e que só encontra paralelo na Grande Depressão de 1929, exige que todos assumam as suas responsabilidades, em especial os eleitores. Para estes, as opções são claras: votar, abster-se, votar nulo ou em branco, deixando nestes três últimos casos a outros a decisão sobre o seu próprio futuro.
Ao decidirem votar, os eleitores podem analisar os resultados obtidos pelo actual Governo, considerando também as soluções propostas e atempadamente apresentadas no Programa de Governo pelo PS. Esta é uma alternativa clara, assumida e credível. É continuar o caminho das reformas e da modernização do país, um rumo com politicas progressistas a pensar no Futuro.
À esquerda do PS promete-se a tudo para a todos, a troco de nada, sem noção ou sentido de Estado; promovendo a guerra contra o PS por pura conveniência estratégica e instinto de sobrevivência, usando e abusando da política de terra queimada e assumindo a fuga às responsabilidades do Poder e da governação, como o Diabo foge da Cruz. É uma alternativa nula.
À direita do PS, o CDS, que perdeu a oportunidade de crescer durante o mais conturbado período da história interna do PSD, suportado num discurso demagógico e demasiado populista, tenta ser imprescindível ao PSD. Apenas. É uma alternativa de outsourcing.
Por outro lado «este» PSD recorre a figuras dum passado longínquo e de má memória, acena com dados truncados e análises minimalistas, lança suspeições vagas e manipuladas, e queixa-se de tudo e de todos, especialmente de si próprio. É apenas uma caixa de ressonância do contrário do que o actual Governo diz, tentando que sem trabalho, sem mérito ou projecto digno desse nome, os silêncios entre cada gaffe da actual líder e a incapacidade de se comprometerem com soluções verdadeiramente concretas lhes traga o poder. É uma alternativa apenas pela negativa.
A alternativa que permite maior retorno do investimento é a que mantém o rumo da governação, adaptado à nova realidade que emerge da crise e assimilando as lições da legislatura agora finda.
(artigo publicado no Diário Económico)

