Por João Galamba | Quarta-feira, 19 Agosto , 2009, 09:52

Sobre o caso "watergate" português, só há duas opções: ou o presidente da república acha mesmo que Belém está sob escuta e toma as medidas que se exigem — faz queixa à procuradoria geral da república ou demite imediatamente o primeiro ministro — ou desmente categoricamente a insinuação — e demite o assessor que falou com o Público. O que não faz sentido é inverter-se o ónus da prova e achar que quem deve explicações ao país é o primeiro ministro e o PS. O silêncio irresponsável da presidência é inaceitável — e não é de todo compatível com o seu papel de garante do regular funcionamento das instituições democráticas. Num país a sério veríamos um batalhão de jornalistas acampado à porta do presidente a exigir que ele se fizesse uma declaração. Mas, infelizmente, Portugal não é um país a sério.

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Andre Lopes a 19 de Agosto de 2009 às 10:40
O mais incrível neste país é que após alguém lançar um boato (ou não) sobre alguma coisa relacionada com alguém importante, se venha exigir logo declarações ao visado. Neste caso específico o PR faz bem em manter-se longe de toda esta "bronca" arranjada, pura e simplesmente para desviar as atenções do que realmente interessa, discutir e apresentar o que se quer para o país nos próximos 4 anos. Desta forma ele mantém-se distante do combate político, onde não se pode envolver e onde muitos o querem envolver.

O Sr. João Galamba ao escrever este post e como candidato a deputado, só está já a mostrar que se for eleito vai dar prioridade às broncas que se forem arranjando (ou não), em vez de dar prioridade aos interesses de quem o possa vir a eleger.

Gonçalo a 19 de Agosto de 2009 às 12:54
Caro André Lopes,

o PR é, creio eu, responsável pela sua Casa Civil e por todos aqueles que o assistem. Quando uma "fonte não identificada", que fala quase como que porta-voz oficioso, produz um comentário destes, um PR (já nem digo um Homem) decente não teria outra opção que não, ora desmentir, pedir desculpa e punir o autor, ora, caso se confirmasse, assumir ele próprio a responsabilidade da acusação, concretizá-la e, em última análise, demitir o Governo.

Não o fez? Se calhar tinha ido comprar carvão ao Alisuper, porque disse que ia estar "muito atento"

Para consternações sobre tachos para os amiguitos e para postas de pescada sobre Jipes e diplomas (leia isto: http://aeiou.expresso.pt/cavaco-foi-quem-mais-legislou-em-epoca-de-eleicoes=f530237) tem ele habilidade. Para ser um PR como deve de ser é que é mais complicado.

Maria Tuga a 19 de Agosto de 2009 às 11:57
Portugal não é um país a sério? Só nisto de andarmos a brincar aos políticos? Não é um país a sério em tantas outras coisas....Além de Portugal não ser um país a sério, somos também um país do "faz-de-conta" e habitado por Tugas, uma espécie em vias de extinção por falta de ética, além de chico-espertos, oportunistas, egoístas, etc. etc..aquilo que todos nós já sabemos. Aliás o sonho dos Tugas, era estar em casa a ver as telenovelas, ir ao futebol, passar férias algures e no fim do mês ter um check na conta bancária....e os ricos (e o Estado) que paguem... O expoente máximo é a classe política porque coloca os seis interesses pessoais à frente do interesse público. Um dia vão acordar da letargia...e perceber que têm que mudar de vida.

roubaramOmeuBlog a 19 de Agosto de 2009 às 12:34


Ainda não sei para que servem os eleitos na AR!!!





jcd a 19 de Agosto de 2009 às 13:04
Que absurdo. A única coisa decente que o presidente pode fazer é ignorar as tricas eleitoralistas.

Era só o que faltava agora ter de vir a público 'justificar-se', 'desculpar-se' ou seja lá o que for. A baixa política pode ficar para assessores vários ou para os Junqueiros e Galambas que pululam por aí.

Rui a 19 de Agosto de 2009 às 13:30
Penso que o Deputado João Galamba não tem razão: quem lançou o boato foram os dirigentes Junqueiro e Vitalino Canas. Eles deveriam vir a público dizer quem e em que condições colaborou com o PSD. Também como souberam tal informação, já que a possibilidade de escutas é considerada uma atoarda. Como ambos são também candidadaos a deputados com sentido de honra e desejo de transparência, decerto que o vão fazer.

João Galamba a 19 de Agosto de 2009 às 14:56
Caro Rui,

1- Não sou deputado

2-Junqueiro e Vitalino Canas não lançaram nenhum boato, limitaram-se a comentar algo que já tinha saído nos jornais e que estava destacado no próprio site do PSD

3- Há aqui dois boatos: o primeiro foi lançado por jornais, o segundo foi, segundo o Público, divulgado por assessores do Presidente. É a existência de alegadas fontes presidenciais que merece uma tomada de posição de Cavaco.

Cumprimentos,
Joao Galamba

Rui a 19 de Agosto de 2009 às 16:04
Aceito e agradeço o esclarecmento. Esperaremos então o esclarecimento sobre a lógica utilizada pelos senhores deputados Junqueiro e Canas para lançarem o primeiro boato. É sempre interessante para os cidadãos ver como funcionam as cabeças dos eleitos. Claro que afirmar "veio aí qualquer coisa na comunicação social" não é aceitável.

João Galamba a 19 de Agosto de 2009 às 19:13
Rui,

desculpe lá, mas não é "veio aí qualquer coisa na imprensa", é: publicado pelo SOL e disponivel no site do PSD — que, curiosamente, ainda tentou apagar a coisa do seu site quando o Público deu a notícia mas depois percebeu a brinca e voltou a colocá-la no ar. Perante estes factos, o Rui pensa o que quiser, mas não me parece correcto dizer que Vitalino e Junqueiro tenham "inventado" o que quer que seja. Acha que comentar uma notícia dada por um jornal (que não foi desmentida por ninguém e que até foi publicada no site do PSD) é lançar boatos? É, sem dúvida, um estranho conceito de boatos...

Cumprimentos,

Cumprimentos,
Joao Galamba

JVG a 19 de Agosto de 2009 às 15:14
Sim, mas quando o Galamba for deputado, Portugal passa a ser um país sério. Bom, logo logo a seguir talvez não, mas passado algum tempo, alguns anos... Ou será que o Galamba daqui a 30 40 anos, vai perceber que mesmo tendo sido deputado a maior parte da sua vida, o país e o mundo estão exactamente na mesma? Deixem de perder tempo e aproveitem o que vos resta para ler a grande maioria dos clássicos da literatura.

Anónimo a 19 de Agosto de 2009 às 16:02
Se Galamba for eleito deputado, terei vergonha como português.

Anónimo a 20 de Agosto de 2009 às 01:49
Este pessoal está a dormir todo e quem disse que foi uma fonte de belém ? Sabem qual foi o assessor, ou a ideia do assessor foi só para criar ou agravar o suposto atrito entre belém e são bento.

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