Carlos Dias Ferreira a 18 de Agosto de 2009 às 11:47
Carlos:
Mais uma vez na ânsia de ser o maior o ainda (infelizmente) PM enganou toda a gente porque sev tivesse memória retrocederia alguns anos e verificava que os hospitais de Abrantes, Castelo Branco, Santarém, Torres Novas, Faro e Beja foram construidos ao mesmo tempo por acaso durante o governo de Cavaco Silva e se bem me lembro na altura o "NÓS" não foi palavra usada.
Memória e rigor, CHEGA de PROPAGANDA e MENTIRA.
Caro Carlos,
Há um problema qualquer no seu argumento. O Hospital de Abrantes foi inaugurado em Outubro de 1985. Ou seja, foi o então Primeiro-Ministro Cavaco Silva que descerrou a placa, mas a obra é doutros governos. Castelo Branco, abriu as portas do Hospital em 1977. Faro, abre portas em Dezembro de 1979.
A sua vontade de não querer ver a realidade, e o trabalho deste Governo, é superior a si.
amália a 18 de Agosto de 2009 às 13:46
Confesso que não sei quando foram inaugurados esses hospitais, mas não ouvi o PM dizer que era agora que se realizavam mais inaugurações de hospitais. Disse que era raro tal acontecer. Se aconteceu uma vez antes, continua a ser raro. Estarei errada?
Depois, há este desmentido do Carlos Manuel Castro. Em que ficamos? Fico à espera da indicação das fontes dos dois , para avaliar da verdade. É cansativo estas atitudes. Se alguém se precipitou, devido ao seu "clubismo" partidário, é melhor que seja mais cuidadoso, pode sair-lhe o tiro pela culatra.
sofia a 18 de Agosto de 2009 às 13:13
Bom, se as urgencias forem como as de Santa Maria, tá certo! Tudo apertadinho e escondidinho para ninguém ver. As macas enganchadas umas nas outras onde os doentes se vomitam mutuamente, tal não é a proximidade. E depois, a barrac do costume, tudo em pé aos gritos e depois, umas boas almas de bata azul a encaminharem-nos para contentores onde estão pessoas de bata branca, tipi miúdos que, não sabendo o que fazer ao doente, chamam os colegas do lado que, atrás de nós fazem sinais. No caso era o toque recta, foi fácil perceber, mesmo estando de costas. Leventei-me, agarrei no doente e fui para o particular. Em África, talvez.
Apesar dos cataclismos inerentes, o SNS não vai assim tão mal. Poderia ir melhor, todos o reconhecem. De qualquer das formas, e para o bem comum, dever-se-ia analisar o panorama Europeu e Mundial, incluindo os EUA que nem SNS possuem. É que, apesar de todos os pesares que vivemos, podemos sempre contar com assistência médica (quase que) gratuita. Uma coisa é falarmos da existência de assistência (que actualmente é prestada), outra coisa completamente diferente é discutirmos sobre a qualidade dessa mesma assistência, que muitas vezes passa por ineficiente.
Contudo há ainda dois factores a salientar: a falta de médicos é quase inata à medicina; existe e continuará a existir enquanto as médias de entrada na faculdade continuarem nas alturas e enquanto as Ordens - verdadeiras máfias - continuarem a controlar as colocações dos médicos (os favorecimentos...). Outra é a falta de coordenação entre as instituições, sejam elas hospitais e centros de saúde, que muitas vezes e sistematicamente enviam doente não-graves para as urgências hospitalares e que, aí chegados, são recambiados para os centros de saúde por se tratarem verdadeiramente de doentes não-graves.
Ah (esqueci-me de concluir)...
E no particular é a mesma situação!
Já assisti, com uma familiar minha, a uma situação que se repetiu duas vezes: a falta de médicos, por opções mais lucrativas, fez-nos esperar cerca de 4 horas (na urgência)...
E isto foi num hospital, sem querer mencionar nomes, super "bem", super "chique" e super caro! Que afinal se mostrou igual a um Sta. Maria ou a um S. José...
No final, pagou-se cerca de 100 euros pela consulta e o balanço é unica e exclusivamente a melhor decoração hospital, visto que o tipo de serviço é o mesmo...