Por Miguel Vale de Almeida | Segunda-feira, 17 Agosto , 2009, 13:49

Para quem ainda acha que "é tudo a mesma coisa", gostava que me dissessem que teria o PSD feito - e que faria Manuela Ferreira Leite se ganhasse - em relação a questões de género como a IVG, a paridade, a violência doméstica, ou o divórcio, entre outras? E que teria o PSD feito - ou o que faria Manuela Ferreira Leite se ganhasse - com a CIG, que nos últimos anos articulou uma verdadeira política de género, mais chegada às pessoas e aos locais e mais inclusiva de outras categorias de discriminação que cruzam com o género? A política de género é justamente um dos "lugares" onde se faz a diferença - a diferença do combate à discriminação e pela igualdade. E a diferença entre direita e esquerda.


Vasco Rosa a 17 de Agosto de 2009 às 15:29
Caro Miguel, sem querer poelimizar num assunto que não me interessa por aí além (defesa politizada de minorias, etc), gostava de lembrar que os poetas Joaquim Manuel Magalhães e João Miguel Fernandes Jorge, muito antes dos arautos do género, defenderam a sua privacidade livre e como não são de esquerda, muito pelo contrário piis não é verdade, ninguém se lembre mais de lhes reconhecer essa primazia — que mostra aliás como todo o país está e é atrasado no primado do individual, que o mesmo é dizer do liberalismo — primado esse que só disfarçadamente é pedra de toque das esquerdas.

Daniel Barbosa a 17 de Agosto de 2009 às 15:29
Ou ainda quais as medidas que o PSD, ou MFL, tomariam em relação à educação. Quais as propostas para a avaliação dos professores?

Anónimo a 17 de Agosto de 2009 às 15:40
Ficamos a saber: ideologicamente o PS é liberalismo económico mais "política de género". Que grande diferença!

joana de freitas a 17 de Agosto de 2009 às 17:20

(...) « e a diferença entre direita e esquerda» - conclui «ipsis verbis» Miguel Vale de Almeida. Pode ter sido lapso mas, se for, dá vontade de dizer que há lapsos que só desvendam um verdadeiro pensamento.

Preferia acreditar que o autor do post queria dizer «UMA DAS diferenças entre direita e esquerda».

Ou então, talvez M.V.Almeida já reduza a «esquerda» ao PS e, nesse estranho caso, terminou muito bem, embora a mim me pareça um insuficientíssima diferença para votar PS, podendo votar à esquerda do PS.

José Barros a 17 de Agosto de 2009 às 21:45
Para que a pergunta seja colocada nos seus justos termos, pergunto: o que é que o PS fez pelo direito dos homossexuais ao casamento? Ah, é verdade, chumbou uma proposta do Bloco de Esquerda. He, he... o ridículo mata.

Vasco Rosa a 17 de Agosto de 2009 às 23:15
Infelizmente o ridículo não mata, porque a nação esquece. Sem vergonha e sem pudor, sobretudo os campeões da moral do BE. Só pergunto quem quereria viver na sociedade policiada que detrás da cortina têm para nos impor? Eu não, eu não!

Bossito a 18 de Agosto de 2009 às 08:27
A propósito de direitos LGBT ridículo ridículo é achar que o BE fez mais que o PS nesta legislatura. Recordo que o BE apresentou uma proposta de lei para a PMA que excluía as lésbicas, uma proposta igual à do PS, que se sabia que iria ser aprovada. Nem assim o BE arriscou ir mais longe, e falhou aquilo que era uma sua promessa eleitoral - não o era no caso do PS.

Também convém lembrar que o BE apresentou o casamento às três pancadas, aproveitando o efeito mediático Teresa e Lena - a questão estava adormecida para o partido até então. O BE, ao contrário do que faria uma força política verdadeiramente interessada em fazer aprovar a medida, apostou apenas no mediatismo sem dialogar com os partidos que poderiam ajudar a passar a lei. Ao BE foi extremamente fácil lançar o projecto para a fogueira mediática, já que sabia que não daria em nada naquele contexto. Se a acção do BE é meritória, e foi-o mesmo com o mau timming, foi-o ainda mais por ter forçado a JS - afinal parte do PS - a apresentar um projecto semelhante, e tal como os Verdes. Assim houve 3 forças partidárias a apresentar projectos semelhantes e toda a reivindicação ganhou um novo estatuto de visibilidade e seriedade. Mas se dependesse apenas do BE, que apresentou o seu projecto sem dar cavaco a ninguém, teria sido esse o único partido a avançar, e isso seria, temo eu, altamente prejudicial à causa que o BE diz defender.

Mas como escrevi antes, se alguém falhou uma promessa eleitoral no campo LGBT, esse alguém não é o PS, mas sim o BE no caso da procriação medicamente assistida.

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