Por João Pinto e Castro | Quinta-feira, 13 Agosto , 2009, 13:19

 

A recessão começou em Portugal mais tarde e acabou mais cedo.

Como justificará agora o PSD a sua teoria de que o país estava pior preparado para enfrentar a crise mundial do que os seus parceiros da UE?

Há acontecimento assim, fatais para teses alucinadas sustentadas em argumentos sem sustentação sólida.

Depois disto, resta-lhes tentar ressuscitar o "caso" Freeport.


Paulo Ferreira a 13 de Agosto de 2009 às 13:51
Calma, temos de analisar os fundamentos deste resultado e confirmar a sustentabilidade desta recuperação,mas,mesmo assim, é mais uma machadada na demagogia do PPD, mais um revés no miserabilismo da São Caetano à Lapa, é mais um engulho para a Dra MFL, é uma má surpresa para o lider do PPD, Cavaco Silva e realmente, faz com que esta velha tribo que o PPD ainda não substituiu, esta velha doença que aflige o PPD desde a fuga do Sr Silva e da qual o partido ainda não se curou, não tenha outro remédio senão levantar mais poeira com o pseudo-caso Freeport....de certeza!

assis a 13 de Agosto de 2009 às 13:54
aquele pequenino da sic (o que anda atrás do velho carreira), gomes ferreira, vem logo com o efeito stock. vamos ver que outros efeitos terão na manga as restantes más-línguas (frasquilho &quejandos).
a helena pinto do bloco é uma senhora que se presta à demagogia e à sem-vergonhice, em nome do cada vez mais describilizado bloco de esguelha. quando fala deita fora qualquer naco de simpatia que poderíamos ter pela sua figura.

António da Costa a 13 de Agosto de 2009 às 14:13
Calma isto não é aquilo que parece, talvez um dos economistas que escreve neste blog possa dizer o que isto é na realidade, no entanto é o começo de algo de bom.

João Pinto e Castro a 13 de Agosto de 2009 às 14:21
É o que parece, sim.

António da Costa a 14 de Agosto de 2009 às 11:35
Pelo menos não é aquilo que uns apregoam.

Joaquim Amado Lopes a 13 de Agosto de 2009 às 14:16
Uma contração no PIB de 3,7% em vez de 3,9 e a "recessão" (já não é crise?) acabou?! Fantástico, Melga!
Quais variações sazonais, quais quê. Quais correcções automáticas, quais quê. É tudo obra e graça do amado Grande Líder, mesmo que não se saiba bem o que é esse "tudo".

O Grande Líder recusou-se a aceitar que a crise tinha chegado e "a recessão começou em Portugal mais tarde".
O Grande Lider embandeira em arco com números que não entende e a mesma recessão "acabou mais cedo" em Portugal do que no resto do Mundo.

Repito: Fantástico, Melga!

Só uma pergunta: alguém sabe dizer qual foi a evolução do endividamento externo do 1º para o 2º semestre?

João Pinto e Castro a 13 de Agosto de 2009 às 14:24
Resposta à pergunta: o défice externo reduziu-se este ano drasticamente. A redução no final do ano será suficiente para pagar o novo aeroporto de Lisboa.
Dou-lhes os meus parabéns: as pessoas que escrevem tolices destas costumam refugiar-se no anonimato.

Joaquim Amado Lopes a 13 de Agosto de 2009 às 15:13
(1) Não perguntei sobre o defict externo, perguntei sobre o endividamento externo (AKA dívida externa).
Para os que, ao contrário do João, não saibam qual é a diferença:
- deficit externo é a diferença entre exportações e importações; se importamos mais do que exportamos (consumimos mais do que produzimos), temos deficit externo (ou comercial);
- endividamento externo ou dívida externa é quanto devemos ao estrangeiro.

As duas coisas estão de certa forma ligadas. Se consumimos mais do que produzimos, temos que pedir dinheiro emprestado para pagar essa diferença.
Quanto mais pedimos emprestado, mais aumenta o que pagamos de juros dessa dívida.

Só para referência, a dívida externa ultrapassou em 2008 o valor recorde de 90% do PIB. Ou seja, 90% do valor de tudo o que é produzido em Portugal durante um ano não chegaria para pagar o que devemos ao estrangeiro.
Em 2005, a dívida externa era de cerca de 70% do PIB. E continua a aumentar.
Mais um recorde, mérito do Grande Líder.

(2) A redução no deficit externo deve-se também à baixa do preço do petróleo. Da mesma forma que o aumento no deficit externo de 2007 para 2008 se deveu ao aumento do preço do petróleo.

(3) E são muitas as pessoas que escrevem tolices e não se refugiam no anonimato. Por exemplo, a esmagadora maioria dos posts no Simplex são assinados.

João Pinto e Castro a 13 de Agosto de 2009 às 15:47
1. "As duas coisas estão de certa forma ligadas". Eufemismo; o endividamento é consequência do défice. Logo, a redução do défice é a via para diminuir o endividamento.
2. JAL percebe que a redução do défice em 09 se deve em parte à descida do petróleo, mas não percebe que o aumento do défice em 08 se deveu em parte à subida do petróleo. Aliás, a responsabilidade do nosso défice externo cabe no essencial à dependência energética, a qual está também em vias de diminuir significaticamente com o investimento em hídricas, solar e eólicas.
3. Suspeito que o Grande Génio JAL deve ter uma solução milagrosa para resolver os nossos problemas, mas, infelizmente, não quer apresentá-la.

Joaquim Amado Lopes a 13 de Agosto de 2009 às 17:23
(1) A minha solução para resolver os problemas começa por os perceber. E para os perceber temos primeiro que saber ler.
Por exemplo, eu ter escrito "Da mesma forma que o aumento no deficit externo de 2007 para 2008 se deveu ao aumento do preço do petróleo." e o João afirmar a seguir que "JAL (...) não percebe que o aumento do défice em 08 se deveu em parte à subida do petróleo." pode indicar que o João não sabe ler. Mas também pode significar que:
- na pressa de me contrariar não leu o que escrevi;
- como me referi ao Grande Líder de forma menos respeitosa, o que eu escreva é irrelevante para o João.

Seja qual fôr a situação, para resolver os problemas deve-se ir além da rama.

(2) O endividamento não é apenas produto do deficit comercial. Ou, de 2005 a 2008, o deficit comercial acumulado totalizou 20% do PIB?

O deficit comercial contribui para a dívida externa mas não é a sua única causa. Sendo uma das causas, a sua redução contribui para reduzir o AUMENTO do endividamento. Só contribuirá para reduzir o endividamento se passar de deficit a superavit.

(3) O investimento em energias alternativas é positivo em vários aspectos:
- maior independência energética;
- menos importação
- possibilidade de exportar energia (remota) e/ou tecnologia (menos remota)
- ambiente

É uma aposta que subscrevo e elogio. No entanto, não convém tomar a árvore pela floresta.
Qual é o peso que as hídricas, solar e eólicas poderão ter no total da energia consumida? Com que investimento e qual o custo de exploração?

Já agora, lembra-se de Foz Coa?

E voltamos à minha "solução" para resolver os problemas. É conveniente avaliar as opções e iniciativas pelo que elas realmente são, não pelo espectáculo das inaugurações e dos anúncios que não passam de propaganda.
Quantos projectos foram apresentados por este Governo como estruturantes e essenciais para o futuro de Portugal e não deram em nada?

L M D a 13 de Agosto de 2009 às 15:09
É sem duvida um sinal fraquinho, mas não deixa de ser um final, agora é obvio que para a oposição em S. Bento e em Belém é uma noticia catastrófica

João Pinto e Castro a 13 de Agosto de 2009 às 15:49
O sinal é muito forte na revelação de que Portugal estava melhor preparado para enfrentar a crise do que a generalidade dos outros países da UE.

L M D a 13 de Agosto de 2009 às 17:07
E não só, está melhor do que alguns desejam, o que para essas pessoas não deixa de ser uma valente dor de cotovelo

assis a 13 de Agosto de 2009 às 15:09
(só para acrescentar mais uma coisinha)
como é que a velha* * manela vai responder a estes números? acho que quem vai pagar é o preto: será retirado das listas de deputados.

* não vera santana . este velha* " não é usado como argumento, é simplesmente a designação da personagem.

Vera Santana a 13 de Agosto de 2009 às 15:47
Lamento ter de o dizer aqui, publicamente, Assis: estas suas frases são maleducadas, para além de pouco inteligentes - não devemos subestimar os adversários - e, last but not least, erradas no alvo.

Está a confundir o blog com um recreio.

Lamento.


Paulo Novais a 13 de Agosto de 2009 às 15:20
Blá, blá, blá...

Parabéns por este vosso orgasmo económico. Pena é que qualquer coisa vos sirva para o alcançar.
Claro, saímos de um crescimento negativo para alcançar um crescimento positivo (apenas que de apenas 3 décimas...).
Ok. Então comprovem-no as estas pessoas:

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1395722&idCanal=57

...e a estas, já agora...

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1394116

Mais do que preocupados nestes orgasmos de 0,3 décimas (de segundo, rápido não?) deviam estar preocupados a lutar por recuperar os empregos das centenas de milhar que neste últimos 4 anos o perderam e a cumprir a promessa de diminuir ainda em 150.000 este número (reporta ao inicio do mandato, claro).

SIC - « ... a sua teoria de que o país estava pior preparado para enfrentar a crise mundial do que os seus parceiros da UE?»

Isto é o que se chama espetar o ferrão em vós próprios...

assis a 13 de Agosto de 2009 às 15:28
aqui temos mais um a quem a crise internacional provoca orgasmos.

portela menos 1 a 13 de Agosto de 2009 às 15:25
o quê? não tinham culpa da crise (é internacional dizem) e agora já estão a atirar barretinhos ao ar por terem "recuperado" dois cagagéssimos?
vocês não existem!

ruy a 13 de Agosto de 2009 às 15:31
Oh J Pinto, lamento desiludi-lo mas a recessão em Portugal não acabou.
Diz o INE
"A Estimativa Rápida do Produto Interno Bruto (PIB) aponta para uma diminuição de 3,7% em volume no 2º trimestre de 2009 face ao período homólogo, o que compara com a variação de - 3,9% registada no trimestre anterior.
DIMIN UIÇão de 3,7%, quer dizer RECESSÃO de 3,7% do PIB.
"Toma e vai buscar".
A ligeireza com que se dizem disparates por aqui é de bradar aos céus. Ainda por cima com ar de sabichão arrogante!!

assis a 13 de Agosto de 2009 às 16:18
reduza lá o intervalo de tempo, senhor ruy , para obter dados mais próximos da instantaneidade! sei que não gosta do resultado ...

lk a 13 de Agosto de 2009 às 16:47
OK: na última meia-hora não houve recessão. Iupi.

jaime ribeiro a 13 de Agosto de 2009 às 15:41
Quem sabe o que o Pasteleiro de Belém e Nelinha falam neste momento? Acharão que resultados são prova da "arrogância" de José?

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