Por Irene Pimentel | Quarta-feira, 12 Agosto , 2009, 17:37

«As Forças Armadas portuguesas foram transformadas numa espécie de corpo expedicionário ao serviço das estratégias imperiais e agressivas da NATO e dos EUA, sendo que o essencial das suas missões, do seu equipamento e funções são, na verdade, definidos por centros de decisão onde elas não participam senão subsidiariamente e orientadas por critérios totalmente estranhos e contrários aos interesses do povo português»

 
Entre as medidas que o BE se propõe adoptar a curto prazo contam-se as seguintes:
 
«• Portugal deve sair da NATO e pugnar pela extinção deste e de todos os blocos militares.
• Portugal deve defender o desarmamento geral e universal, e opor-se, como membro da UE, à constituição de uma força armada europeia.
• Portugal deve bater-se pelo encerramento de todas as bases militares estrangeiras na Europa e pôr termo à cedência da Base das Lajes, nos Açores, aos EUA.»
 
Pergunto:
- em que mundo vive o BE?
- que quer o BE para Portugal?
- será que os candidatos a votantes no BE conhecem este programa?
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Vera Santana a 12 de Agosto de 2009 às 18:23
Irene,

Voilá.

Uma resposta à minha questão/afirmação "é preciso conhecer os ideais de sociedade, os objectivos, os projectos e as estratégias dos partidos". É absolutamente necessário conhecer as diferenças.

Mes remerciements,

Vera

L M D a 12 de Agosto de 2009 às 18:32
O BE vive no país das maravilhas, não há outra explicação

josé Vladimiro a 12 de Agosto de 2009 às 18:56

Já agora quanto custa ao erário público a participação nas missões da nato?


Irene Pimentel a 12 de Agosto de 2009 às 19:06
Ah! a questão é o preço das missões! Brilhante!!

josé Vladimiro a 12 de Agosto de 2009 às 19:19
Não respondeu, não sabe ou não quer dizer?

Miguel Lopes a 12 de Agosto de 2009 às 19:06
Cara Irene Pimentel,

Peço-lhe que replique as propostas com argumentos. Não finja que os outros pressupõem o que não está escrito nessa tagarelice sardónica e sobranceira. Diga qual é esse mundo onde os outros não vivem e que torna estas propostas (e quais?) descabidas. Por a+b, para todos percebermos.

Cumprimentos

Caty Waves a 12 de Agosto de 2009 às 20:49
Estava mesmo a pensar na 3ª e última das questões!

" - será que os candidatos a votantes no BE conhecem este programa? "

Duvido e hoje vou fazer a experiência - vou perguntar a alguns amigos e amigas minhas do B.E sobre estes temas. Depois vou ver quantos 'acertam'' nas respostas que me vão dar ;)

josé Vladimiro a 12 de Agosto de 2009 às 22:28
Já agora pergunte também aos amigos(as) que votam PS se conhecem o programa...

Portela Menos 1 a 12 de Agosto de 2009 às 22:20
já li o programa do BE, estou de acordo no essencial e sou a favor da paz.
o pessoal do simplex tem algum argumento a favor de uma economia de guerra?
esse esforço de guerra é para nos proteger de quê?
dos emigrantes marroquinos?
dos presos de Guantanamo?
dos barcos do aborto?


Vera Santana a 13 de Agosto de 2009 às 11:03
Vlad,

Sou a favor da constituição de uma força militar europeia. Porque quero ter Europa (uma União Europeia) e não há entidade política soberana sem uma força militar autónoma. A paz constrói-se e mantém-se com fundamentos na autonomia das instituições de poder político, militar, de socialização (família, educação, cultura...) e simbólicas. Quanto às instituições económicas parece-me difícil, no século XXI, falar de autonomia europeia; no entanto, há formas politicas de regulamentar o mercado global, ao nível do Capital (regulando-o) e do Trabalho (fortalecendo fortemente as instituições sindicais europeias e internacionais para que acompanhem a força do Capital internacional ).

Se assim não for, quais as alternativas? Forças militares nacionais? Forças militares dos USA? Ou inexistência de forças militares?

Não estou a falar de Guerra.

Mas falar abstractamente de PAZ, como se ela caísse do céu ou das barbas de um qualquer ícone omnipotente é pouco realista. A paz constrói-se pela negociação. E os processos de negociação são árduos, longos e precários. Temos paz na Europa após duas Grandes Guerras no século XX (para além das guerras civis e de toda a história para trás).

Peace and best regards,

Vera

Vera Santana a 13 de Agosto de 2009 às 12:15
ERREI!

Onde está Vlad leia-se, por favor, Portela-1

As minhas desculpas!

Rui Bebiano a 13 de Agosto de 2009 às 15:40
Mas para se votar no PS, cara Irene, é mesmo preciso concordar com tudo, absolutamente tudo, aquilo que está no seu programa? É que se for assim a Dona Ferreira Leite já ganhou. Espero que não aconteça, obviamente.

closer a 14 de Agosto de 2009 às 08:40
O facto de se ganharem prémios disto ou daquilo não dá a ninguém nenhuma superioridade moral para dar respostas em tom de desprezo como fez a articulista/historiadora.
Quanto custam as missões da Nato? Para que servem as missões da Nato?O que está a Nato a fazer no Afeganistão? Qual foi a responsabilidade da Nato na tragédia da Jugoslávia e, em particular, na independência do Kosovo? Que acontece aos países europeus que pertencem à UE e não são membros da Nato?
E... já agora... é preferível defender a dissolução dos blocos militares ou apoiar um partido que tinha no governo um ministro dos negócios estrangeiros que em 2003 foi um adepto entusiasta da invasão do Iraque?

Irene Pimentel a 14 de Agosto de 2009 às 10:09
Em primeiro lugar, caríssimo Rui Bebiano, bemvindo (muito sinceramente)!. É com pessoas como tu, com quem partilho (quase) todas as mesmas ideias e tenho muitíssimo em comum, que gosto de debater.
Ainda por cima, temos ambos o mesmíssimo objectivo: que Manuela Ferreira Leite não ganhe as eleições. Diria só que é preciso fazer por isso, e, na minha opinião, é isso que estou a fazer.
Claro que para se votar no PS, como o farei, não é necessário concordar com tudo, mas já acho que é necessário concordar com os grandes princípios. Por exemplo, com o peso que é dado no Orçamento à política social e que, quanto a mim, distingue a direita da esquerda, onde acho que se situa o PS.
Ora, questão de princípio (o que se quer para o país) é certamente a política externa e a defesa nacional.
Detesto o anti-americanismo ( de quem não distingue Bush de Obama) e anti-europeísmo primários. Sou categórica e veementemente contra esta postura, aliás como europeísta convicta. Além disso, como tenho um "background" parecido com algumas pessoas do BE, sei que sabem que para se preservar e atingir a paz há que ter meios de defesa.
Estamos assim tão longe uma do outro, Rui?
Um enorme abraço de estima

Rui Bebiano a 16 de Agosto de 2009 às 03:22
Podemos estar perto sob muitos aspectos, Irene. Em alguns a 100%, talvez. Embora mais no campo de certos princípios do que a respeito dos meios utilizados para os pôr em prática sem que feneçam.

Não sou daqueles que pensam que o PS e José Sócrates - a ordem pode ser invertida - são a personificação de Belzebu. Qualquer solução governativa que viabilize políticas de esquerda passa hoje pelo PS, evidentemente. Mas também sou daqueles que sabem que «socialistas há muitos», e que não é o mero rótulo que afere a dimensão socialista do socialismo, se assim me posso exprimir. Daí achar muito importante que outras forças à esquerda tenham um peso que lhes permita influenciar determinadas inflexões (ou mesmo colaborar na sua definição e execução).

Quanto às questões de política internacional, elas são em regra, admito, um dos aspectos que me têm afastado do Bloco. Uma das áreas nas quais os velhos preconceitos ainda induzem um certo imobilismo, apesar de alguns sinais de mudança que neste campo começam a surgir. Mas esse desacordo não é suficiente para deixar de considerar importante o reforço considerável da presença parlamentar do BE. Por isso (também, embora não só), apoio o Bloco nestas eleições e recuso liminarmente a sua sectária diabolização.


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